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Lavagem Cerebral: A Manipulação Religiosa e Mística

por Frater Keron-ε em Organizações, Religião

Lavagem Cerebral: A Manipulação Religiosa e Mística
Metodologia

Lavagem Cerebral: A Manipulação Religiosa e Mística

por Frater Keron-ε

“Eu falo tudo o que ela gosta de escutar
Deve ser por isso que ela vem me procurar. Ah! Ah!”
Tudo o que ela gosta de Escutar – Charlie Brown Jr..

Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei.

Lavagem Cerebral é o termo usado para um conjunto de técnicas relativas à manipulação psicológica modificando o comportamento de uma pessoa. Começou a ser conhecida do público nos E.U.A. depois da Guerra da Coréia.

Todos nós temos problemas na vida. Isso é um fato. Ninguém escapa dessa realidade. E a principal forma de manipulação mental é utilizando essas brechas emocionais. Às vezes nem precisa ser pela via de fraquezas emotivas ou uma personalidade vulnerável, mas pela esperança e ansiedade de algo além daquilo que vivenciamos todos os dias. Nós, do meio místico, por mais que nosso ego renegue, somos susceptíveis a certos aspectos relativos à magia: sincronicidades, palavras de efeito, segredos místicos, entidades, ordens ocultas, mestres etc.. E isso tudo é um farto material a ser utilizado por charlatões, pois é muito fácil pegar um aspecto da realidade e atribuir a um desses conceitos fazendo uma pessoa pensar de determinada maneira que se queira.

A corrupção de pessoas menos esclarecidas é mais fácil, basta um sofisma bem aplicado. Mas ocorre facilmente também em pessoas cultas, pois a manipulação (ou ataque mágico[1] não acontece pelas vias racionais, mas sim pelo ego, mais especificamente em um de seus aspectos, o kama-rupa).

O kama-rupa, termo emprestado da obra de maga russa Blavatisky, é a parcela da composição humana responsável pelas baixas emoções (o sentimentalismo, por exemplo), intimamente ligadas ao ego. Também conhecido por Corpo Astral ou Nephesh.[2]

Este ensaio visa mostrar algumas formas de conversão, como acontecem e porque ferem o ponto de vista Thelêmico. Por razões didáticas, os exemplos foram separados em três grupos, mas isso não impede o “intercâmbio” de práticas.

Os grupos são: Igrejas Crististas[3], Ordens Místicas e Thelema de modo geral.

Igrejas Crististas

Elementos mais comuns:

1. Líderes carismáticos – normalmente pessoas que citam a bíblia ou partes dela sabendo encaixar bem os exemplos. Em seus discursos demonstram uma enorme força e magnetismo pessoal. Normalmente possuem revelações e contato com Jesus, Espírito Santo ou o próprio Deus Cristista (em Thelema, o Demiurgo). Demonstram externamente padrões rígidos de moral e bons costumes. Um terno vai bem, obrigado, e de preferência, com a bíblia sempre à mão.

2. A Figura do Salvador – a grande muleta, a salvação para tudo. Normalmente Jesus Cristo ou o Deus. Atribuem a uma entidade a salvação, tirando do homem a capacidade de auto redenção (“Porque”, AL II:28). Normalmente associam termos como amor, amizade, união, para atingir o kama-rupa (love bombing) e reforçar o discurso sentimentalista.

Cuidado! Não confunda sentimento com sentimentalismo: o primeiro é inerente a todo ser humano, as emoções, e deve ser vivenciado o segundo é a versão piegas do primeiro.

3. Um inimigo – normalmente é usado o velho truque do Diabo como manobra. O pecado é usado nesses casos também. E alguns, de forma mais sutil, atribuem as igrejas rivais essa qualidade. São atacados também os ocultistas, religiões/filosofias alternativas, qualquer coisa da Nova Era e afins, etc.. As religiões afro-brasileiras são as preferidas.

Certa vez caiu em minhas mãos um livro cristista falando sobre a corrupção do espírito humano. Na análise atribuíam a ação a uma entidade chamada Jezebel[4]. No começo estava até interessante, parecia uma versão de Lilith, a representação de uma força feminina do plano de Malkuth responsável por desviar as pessoas da busca espiritual. Até chegar quase no meio do livro, na parte que explicava os reais motivos da entidade: destruir a instituição da Santa Madre Igreja! Ela tinha o objetivo de corromper padres, sacerdotes, ministros da igreja, etc., via qualquer mulher próxima a eles. E uma das armas era questionar o poder dos homens no comando da instituição!!!!! Sem comentários…

4. A Salvação – uma garantia pós-vida, o motivo pelo qual muitos abraçam uma religião. Essa premiação é usada como cabresto até mais do que a figura de um Salvador. Aqui vai um comentário de Therion em O Livro da Lei:

A festa para vida é no nascimento de uma criança e a festa para a morte, na morte de alguém. É da máxima importância tornar funerais uma ocasião alegre, de forma a treinar pessoas a encararem a morte de maneira certa.
O medo da morte é uma das grandes armas dos tiranos, como também o açoite deles e deturpa toda a nossa perspectiva do Universo”.

E para o Thelemita? Qual a garantia?

Sim! festejai! alegrai-vos! não há pavor no porvir. Existe a dissolução, e o eterno êxtase nos beijos de Nu.” (AL II:44).

5. Exclusivismo – a visão do grupo é certa, desqualificando as demais, chegando até as vias de punição, psicológica, por querer saber mais de outro.

Algumas técnicas de “afiliação” se valem de alterações psicológicas, num momento de fragilidade, muitas vezes via desgaste físico (jejum súbito, por exemplo). De modo geral: via música ou um som ritmado, a pessoa é induzida a entrar em estado de alfa, onde o cérebro torna-se aberto a sugestões. Em seguida, torna-se o ambiente tenso, estimulando reações agressivas, normalmente pelo pregador falando alto e enfaticamente. A sugestão hipnótica acaba despertando emoções reprimidas, a catarse, manifestada em espasmos ou fala enrolada (o “falar em línguas”). Nessa fase a pessoa está pronta para a sugestão[5] (normalmente se pede o dízimo nessa parte do culto). Aqui ocorrem algumas curas, mas o normal é durarem em torno de quatro dias, o tempo de duração de uma sugestão hipnótica.

O que impera nas religiões crististas é a repressão, principalmente a sexual. Os defeitos inerentes do ser humano são varridos para debaixo do tapete e um dos resultados é a hipocrisia que impera hoje. Os casos mais graves, e mais comuns, são daqueles que acreditam mesmo que estão fazendo algo de bom, “force ao outro, Rei contra Rei”. Impondo o seu ponto de vista pessoal, a sua interpretação de livros sagrados, a outrem. Esses não são guiados pela ganância, mas pelos seus medos. Desacreditar alguém que se acha certo é muito difícil. Pior ainda, são aqueles que não desejam sair da pasmaceira e pensar por conta própria.

Os consultórios estão cheios de vítimas dessas repressões. Aliás, quem dera se todas fossem a um se tratar.

Ordens/Seitas Místicas

Alguns elementos:

1. Líder – um sorriso “sincero” e sempre presente (desconfie de quem não tem mau humor), um ar de “santidade”, acompanhado de roupas características cai bem. Uma pessoa dessas nunca aparenta ter sentado numa privada. Muitos fazem questão de envergar constantemente o título de mestre no nome ou um mote e se valer de algum truque para impressionar outros. Nem que seja um extenso conhecimento técnico do assunto, a verborragia mística. Muitas vezes um tema transcendental ou um ideal construtivo de paz, harmonia, amor, samadhi, etc..

Muito mais comum que assumir o arquétipo de Líder Espiritual, é o do Discípulo. Esse comportamento é caracterizado pela total atenção voltada ao “mestre” (às vezes um substituto paterno), fazendo com que a pessoa esqueça-se de si mesma. Estuda a história do mestre, fantasia coisas sobre ele e se imagina O confidente, se enxerga como aquele para quem o instrutor revela seus segredos e mistérios, o detentor da verdade de um ser iluminado. “Eu sei isso ou aquilo, pois o mestre me contou”, espalha aos outros. Mais fácil do que ser um iluminado, é ser a pessoa de confiança dele.

Desconfie daqueles que possuem “mestre secretos” ou falam com “entidades evoluídas” de outros planos que passam os ensinamentos. Existem iniciados que, após determinado grau, podem seguir sozinhos. Pelo menos então revelem aos discípulos que estão nessa situação e não inventem historinhas fantásticas.

Não que seja desaconselhável lidar com desencarnados, mas os mesmos são considerados cascas de kama-rupa, ecos do ego, vagando pelos planos e não forças realmente evolutivas. Existem iniciados que trabalham com essas cascas, no entanto, nunca guiados por elas.

2. Bombardeio de Amor (Love Bombing) – técnica usada para causar dependência infantil a um grupo. O ambiente é carregado de manifestações excessivas de “amor”, “amizade”, “carinho”, “cumplicidade”, “consolo”, estímulo ao ego via elogios, etc.. Tudo isso faz a pessoa se sentir confortada naquele ambiente gerando dependência. A dificuldade de saída de um ambiente desses é diretamente proporcional ao tempo de exposição. Caso desejem sair, são chantageados emocionalmente, incutidos uma culpa pelo fracasso em não continuar no grupo. (AL II:48 e Liber 30 v. 7).

3. “Esqueça tudo que você aprendeu!” – de uma hora para outra a sua família está errada, os seus amigos não eram seus amigos. Todos são “profanos”, “escravos”, “manipulados”, “ovelhas”, etc.. A pessoa é bombardeada pela nova visão e torna-se radical renegando tudo que vivera. Algumas mudanças chegam ao nível da pessoa abandonar a família e dedicar-se totalmente a seita. Essa fuga de si mesmo pode culminar em tragédia como a do grupo Heaven’s Gate em 1997, que se suicidaram para “pegar carona nessa cauda de cometa” acreditando que alienígenas viriam nele. Começam como o item cinco logo acima.

Em Thelema

A obra de Therion é um prato cheio para manipulação. Alguns pontos podem ser usados por terceiros contra outrem, porém, o caso mais comum é o ego agindo contra nós mesmos. Dependendo das condições psicológicas da pessoa, Thelema ou até a própria A∴ A podem servir de prisão a alguém desconectado com a realidade. A paixão pela sua obra pode ser tão grande, que se torna um radical capaz de atitudes extremistas em nome do que acha belo e certo.

Alguns elementos:

1. A Figura de Aleister Crowley – O ego Aleister Crowley pode ser tudo, menos digno de reverência. Até nisso era uma instrução, pelo menos de como não fazer. Algumas pessoas constroem sua personalidade ou agem baseadas em alguns eventos isolados e picantes de sua vida pessoal achando que estão se libertando. Estão enganadas. O que estão fazendo é apenas se desviando de si mesmas, principalmente de seus problemas. Não encaixo nesse comentário os casos em que a pessoa utiliza o exemplo de Crowley para romper barreiras pessoais e evoluir com isso.

2. Passagens isoladas de Liber AL[6] – muitas falam facilmente ao ego evocando liberdade para se fazer o que quiser, quando, na verdade, o objetivo transcende esses aspectos. Algumas ordens baseadas em Thelema já foram visadas pela polícia por consumo de drogas. Dependendo do país onde se está, é crime. Muito mais comum é a utilização de Thelema ou temas místicos para fazer sexo. Que se faça sexo por desejo e livre e espontânea vontade e não corrompendo sistemas sérios de evolução espiritual![7]

Atos assim são comuns, pois não existe como escolher elementos e coloca-los numa filosofia ou religião para que não sejam manipulados. Qualquer coisa pode ser usada contra nós, depende apenas do quanto o ego responde por nossas ações e da habilidade do charlatão. E, novamente, o meio mais eficaz de manipulação do ego é pela via emotiva.

3. Segredos místicos – promessas de revelação de segredos, comportamento herdado daqueles deliciosos segredos de adolescência. Muitos usam de verborragia mística para se passarem por mestres ou sabichões. Sabem jogar com a dúvida e a expectativa alheia via informação técnica. Normalmente, Thelema atrai pessoas razoavelmente inteligentes, pois a quantidade de coisas que se tem de estudar para entender o que Crowley tentava dizer não é pouca: yoga, hinduísmo, budismo, cristianismo, gnose, cabala, gematria, magia sexual, tarô, astrologia, etc. (um prato cheio para Choronzon[8]). Porém, não é a inteligência que é atacada, mas sim o desejo, o sentimentalismo, o kama-rupa.

Muitos esperam de um Mestre, um detentor de segredos, a demonstração de poderes no plano físico. Vão esperar sentados.

Possuo uma classificação pessoal que pode ajudar nesse comentário, sobre a diferença entre Magia e Feitiçaria que é a seguinte:

Magia – a utilização das chamadas forças do ocultismo para obter o Conhecimento e a Conversação do Sagrado Anjo Guardião e, posteriormente, atingir Kether.

Feitiçaria – a utilização das chamadas forças do ocultismo para obter efeitos no plano de discos (plano físico). Nesse caso, a parapsicologia foca seu estudo dividindo essas forças em dois tipos: ESP (percepção extra-sensorial) e PK (pisicocinese).[9]

O resto cabe a cada um concluir por si só o que espera de um verdadeiro Iniciado.

Às vezes a manipulação é inconsciente como num caso que aconteceu comigo: um instrutor de uma ordem a qual me afiliei anos atrás, tinha (espero que não tenha mais) um enorme preconceito contra o signo de Peixes (e a figura de Jesus Cristo), por ser um símbolo do Cristo deturpado pela Igreja de Roma, um dos avatares do Velho Æon. Pois bem, sempre atribuía as qualidades negativas de alguém por ser de Peixes (até porque havia um irmão pisciano que dava margem a tal conclusão). E falava, em tom de brincadeira, mas sempre repetia e repetia até que peguei dois membros da ordem, um casal, pessoas muito inteligentes e esclarecidas e chegadas a mim, repetindo o mesmo discurso! E não era só isso, eu me vi falando assim também! E para piorar, Peixes no meu mapa reserva um aspecto significativo. Na época, não conhecendo nada de magia e, principalmente por conta de meus recalques, certa confusão se instalou e adotei uma série de considerações a meu próprio respeito totalmente equivocadas. Isso me ajudou, felizmente, a não durar muito naquele grupo. A figura em questão possuía grande carisma e sem a intenção, acredito, fez escola com a sua completa ignorância em princípios básicos de astrologia – pois todo o signo possui o seu lado negativo e positivo. O preconceito só não era tão infantil quanto o meu pensamento em relação ao dito por ele. E essas coisas acontecem mais frequentemente na nossa visa cotidiana: família e sociedade. Os “cegos guiando cegos”, pessoas que agem guiadas por forças que não a sua Vontade.

Um verdadeiro Thelemita estimula o pensamento crítico do próximo ao mesmo tempo em que não o impede de procurar em outras fontes o que anseia. Dificilmente você verá um verdadeiro instrutor Thelemita dizendo para fazer ou não fazer tal coisa. Que isto é o certo e aquilo é errado. O que ele vai fazer é mostrar os prós e contras de tal atitude ou coisa, caso contrário, ele estaria estimulando a Restrição, condicionando-o a busca-lo sempre que estiver em dúvida. Isto é escravidão. E os escravos servirão.

Amor é a lei, amor sob vontade.

Julho de 2004 e.v.

Notas de Rodapé    (↵ voltar)
  1. Ver Ataque e Defesa Astral de Marcelo Motta, Cap. II. ↵ voltar
  2. Recomendo ler o Livro IV na parte III capítulos XI e XVIII onde Therion escreve sobre o Corpo Astral. Abaixo os corpos e a constituição humana.

    Corpos

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  3. Cristismo – neologismo usado por Marcelo Motta (emprestado de Fernando Pessoa) para definir os seguidores da visão deturpada da lenda de Jesus Cristo disseminada pela Igreja Católica Apostólica Romana e seguida pelas suas variações Protestantes. ↵ voltar
  4. O livro é The Spirit of Jezebel, editora Arrows. Jezebel – personagem bíblica, esposa temperamental do rei Acabe, responsável por algumas atitudes controversas sendo sinônimo de mulher inescrupulosa. ↵ voltar
  5. Durante o estágio de vulnerabilidade, qualquer pessoa pode ser convertida a qualquer sistema de valores. Facilmente podemos ser induzidos a entoar “Hare Krishna, Hare Krishna” como “Jesus morreu por nós”, ou a bradar “abaixo o Vaticano”, aceitando plenamente as ideologias que estão por trás desses temas. O passo seguinte, na lavagem cerebral, consistirá em nos convencer de que qualquer pessoa que não partilhe dos nossos novos valores será sempre débil, estúpida ou louca.”.

    Timothy Leary

    Para referência, pesquisar os trabalhos sobre comportamento humano do russo Ivan Petrovich Pavlov. ↵ voltar

  6. O Livro da Lei – Nota do Editor. ↵ voltar
  7. Estava meditando sobre o asceticismo.

    John Tweed contou-me uma ocasião em que Swami Vivekananda, perto do fim da vida, escreveu uma carta patética deplorando que sua santidade lhe proibia ‘cair na farra’. Que farsa é tal santidade! Quão mais sábio é o homem que procede como homem e o Deus como Deus.

    Esta é a verdadeira base, firme como uma rocha, da minha objeção aos sistemas orientais. Eles deploram todas as virtudes másculas como perigosas e malignas e eles consideram má a Natureza. Realmente, tudo é maligno relativamente a Adonai, pois toda mancha é uma impureza. Um enxame de abelhas é mau dentro de nossas roupas. ‘Sujeira é matéria no lugar errado’. É sujeira estabelecer uma conexão entre sexo e estátuas, moralidade e arte.

    Somente Adonai que em um senso é o Verdadeiro Significado de todas as coisas, não pode manchar qualquer ideia. Isto é uma dura afirmação porque nada, que fique claro, é mais imundo que tentar usar Adonai como folha de parreira para cobrir nossa vergonha.

    Seduzir mulheres sobre o pretexto de religião é uma indizível imundice; se bem que tanto o adultério quanto a religião são, em si, limpos. Misturar geleia e mostarda é um erro”.

    Aleister Crowley
    João São João
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  8. O demônio da dispersão. – Nota do Editor. ↵ voltar
  9. Mais conhecidos entre os estudiosos do ramo como poderes psi, podem ser definidos como a capacidade de uma pessoa em influenciar o meio-ambiente sem a utilização dos cinco sentidos. ESP é dividido em três tipos: clarividência, precognição e telepatia. A PK também em três as áreas de atuação: na matéria estática, em movimento e na viva.

    Certas teorias definem a origem, e primeiras aplicações dessas forças quando da utilização do homem primitivo na cura de doenças (utilizando ervas e “espíritos”), previsão de eventos importantes como à caça e na consagração de rituais como o casamento e da passagem a maturidade de um menino. A mais conhecida forma de ação delas seria via possessões ou mediunidade onde o ser humano cede lugar a uma entidade capaz de realizar feitos dessa natureza.

    Os yogues denominam as forças psi de “sidis”. ↵ voltar

© 2017 e.v. - Frater Keron-ε





Lavagem Cerebral: A Manipulação Religiosa e Mística

Revisão: Jonatas Lacerda
Edição: Jonatas Lacerda
Versão: 1.0 - 27/02/2012 e.v.

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Frater Keron-ε

Frater Keron-ε conheceu Thelema nos anos 90 juntando-se a A∴A∴ no ramo de Frater Thor. O seu trabalho externo é o site www.astrumargentum.org.

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