Thelemitas

Entrevista com Johann Heyss

por Kayque Girão em Entrevistas

Thelemitas
Cultura

Entrevista com Johann Heyss

concedida a Kayque Girão

Faze o que tu queres deverá ser o todo da Lei.

Admito que sou suspeito para falar de Johann Heyss. A primeira vez que tive contato com seu trabalho foi no primeiro semestre de 2011, por meio da biografia que ele fez sobre a tão famigerada, temida e admirada Besta (“Aleister Crowley – A Biografia de um Mago”, pela Madras Editora), nome pelo qual Crowley ficou mais conhecido aos seus infames detratores. Li três vezes a obra, de tão fluida que era, e indicava aos meus amigos mais próximos e até mesmo leigos que se perguntavam sobre essa personalidade, uma leitura obrigatória, enfim.

Como biógrafo, Johann foi direto e franco a respeito dessa notável figura, sem perder o tato para os assuntos polêmicos e mostrando todas as facetas dele com imparcialidade, não fazendo vista grossa para os erros de Aleister Crowley em sua vida social e íntima ao mesmo tempo em que o resgata do anonimato forçado pelas correntes conservadoras, colocando-o no lugar entre as pessoas célebres que contribuíram para o progresso do ser humano nas mais diversas áreas.

Mas eu não paro por aqui, pois o entrevistado não se limita somente a tradução de textos ou a escrita. Tal como Crowley, Johann também é multifacetado num misto de musicalidade experimental em seu trabalho como músico e nos conhecimentos esotéricos como um metafísico e intérprete dos números e astros, inovando com uma sistemática própria a exemplo de que também tive oportunidade de ler (“O Livro dos Números”, pela Editora Nova Era).

Uma pessoa autodidata, posta em sucesso como prova de Vontade e com uma opinião crítica fundamentada, como veremos muito bem no diálogo que se segue.

Amor é a lei, amor sob vontade.

Kayque Girão

Entrevista com Johann Heyss

Johann Heyss

Johann Heyss

Kayque Girão: Quem é o homem por detrás da alcunha Johann Heyss? Conte-nos um pouco de sua biografia, o que faz atualmente e o porquê do pseudônimo.

Johann Heyss: Meu nome de registro é Alexandre Gomes Soares. Não tem nada de errado com este nome, mas desde muito pequeno eu vivia planejando uma mudança de nome – hoje em dia percebo que isto tinha a ver com uma enorme necessidade de me reinventar e tomar as rédeas da minha própria vida e meu próprio ser; rebatizar-me. Além disto, adotei este nome quando me decidi a ser músico e determinei o tipo de música que ia fazer: eletrônica, misturando folclores de várias etnias, mais rock, experimentação e MPB. Achei que assinar Alexandre Gomes ou Alexandre Soares não combinava com a proposta estética da minha música e resolvi criar um nome que fosse o mais fake e alegórico possível, pois a ideia não era negar meu nome original. Na época eu namorava uma cantora lírica e estava de certa forma tomado pela música erudita e reparei que havia uma grande quantidade de “Johanns” entre os grandes compositores eruditos de várias épocas. Resolvi assumir a pretensão do nome, mas, para não deixar o bom humor de lado e zoar minha própria suposta pretensão, adotei o sobrenome “Heyss” a partir da palavra “heiss” em alemão, que quer dizer “quente”, inclusive no sentido sexual, conferindo uma aura de vulgaridade irônica e proposital ao sacro nome “Johann”.

Quanto à minha biografia, sendo sucinto: Nasci em 1968 na cidade do Rio de Janeiro, onde morei no bairro do Leblon com minha irmã e meus pais até os três anos de idade, quando nos mudamos por um período de dois anos para Teresina, Piauí, terra do meu pai. Voltamos para o Rio e ficamos morando entre Niterói e Rio, até que aos vinte e tantos anos me mudei para NY por um ano, e ao voltar me fixei no Rio de Janeiro, no bairro de Santa Teresa, onde moro até hoje.

Sempre fui autodidata. Aprendi a ler as primeiras palavras sozinho, aos quatro anos de idade, por meio de revistas em quadrinhos. Um belo dia simplesmente comecei a ler, para surpresa de minha irmã Tania, mais velha do que eu 14 anos. Também aprendi inglês por mim mesmo, consultando dicionários e cantando minhas músicas favoritas, e também sou autodidata na música. Não sou de fato autodidata em tradução, já que fiz um curso de oito meses no Brasillis Idiomas, em Ipanema.

Nunca fui de religião nenhuma, mas sempre tive interesse nos mistérios e aos 15 anos comecei a ler sobre numerologia, astrologia, tarô, etc.. Logo mergulhei de cabeça nestes assuntos e aos 19 anos comecei a atender profissionalmente em consultas de numerologia e de tarô, e aos vinte e poucos anos entrei para a Ordem Rosacruz – AMORC, onde fiquei estudando por uns cinco anos.

Tornei-me ovo-lacto-vegetariano aos 19 anos de idade e mantive este regime por dez anos. Aos 29 anos, ao me mudar para NY e começar a trabalhar em um restaurante japonês, voltei a comer eventualmente peixe e frutos do mar. Hoje em dia é raro, mas eventualmente como sashimi, mas apenas de salmão. Talvez um dia eu volte ao regime ovo-lacto-vegetariano, se bem que na prática sou mais ovo-vegetariano mesmo, pois não gosto de leite e apenas ingiro derivados eventuais.

Sempre soube que eu era bissexual, desde a mais tenra infância, e nunca escondi isto de nenhum namorado nem namorada. Mas detesto a palavra “gay”, não acho que ela me traduza e não uso.

Iniciação à Numerologia

Iniciação à Numerologia

Aos 26 anos publiquei meu primeiro livro, “Iniciação à Numerologia”.

Entre os 20 e 29 anos fiz vários shows musicais e participei de coletâneas em CD, tendo meu primeiro videoclipe, “Akhnaten”, veiculado várias vezes na MTV.

Trabalhei profissionalmente com consultas e aulas de numerologia e tarô por 10 anos, entre os 19 e 29 anos de idade. Aos 29, me mudei para NY e rompi este ciclo por considerar o mercado de trabalho para este ramo muito medíocre. Considero um numerólogo, astrólogo ou tarólogo um tradutor de símbolos e me recuso a envolver espiritualidade e magia em consultas deste tipo, o que acaba deixando de satisfazer clientes que buscam neste tipo de profissional algum tipo de “guru”.

O livro dos números

O livro dos números

Em NY prensei e lancei meu primeiro CD independente, “Look Carefully” (1998). Fiz dois shows em Manhattan e voltei para o Brasil para uma série shows entre Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, mais um vídeo rodando na MTV, e assinei com a editora Red Wheel Weiser meu primeiro texto em inglês, uma versão preparada por mim mesmo de meu primeiro livro, “Initiation into Numerology” que marcou não só minha estreia como autor no mercado internacional, mas também minha estreia como tradutor. Em 2000 lancei “O Tarô de Thoth”, primeiro texto brasileiro sobre o tarô de Crowley e Frieda Harris, e me mudei para Santa Teresa. Em 2003 lanço meu segundo CD, “The Blue Sea”, e meu terceiro livro, “O Livro dos Números”. Em 2004 vendo para a editora alemã Windpferd os direitos de meus dois livros sobre numerologia e volto para uma temporada de 6 meses em NY, onde gravo meu terceiro CD, “Psychosamba”, que foi lançado em 2006 no Brasil com direito a mais uma série de videoclipes. Neste mesmo ano de 2006 sai “O que é numerologia”, versão revista e aumentada de meu primeiro livro.

Em 2010 sou convidado pelo selo Discobertas a participar de um CD-tributo aos Beatles cantando “Only a Northern Song”, e o produtor Marcelo Motta, dono do selo, me convida a coproduzir com ele um CD-tributo à cantora e compositora Yoko Ono, de quem sou grande admirador. O CD “Mrs. Lennon” saiu em 2010 com grandes nomes femininos da MPB, do rock e do pop brasileiros interpretando as canções de Yoko, recebendo muitos elogios da crítica – e Yoko escreveu pessoalmente em meu mural de Facebook em agradecimento ao trabalho.

Em 2010 também saíram dois projetos em livro: “O Oráculo dos Números”, que vem a ser o que o próprio nome indica, uma forma desenvolvida por mim de se usar os números com finalidade oraculares; e a biografia de Aleister Crowley, projeto ao qual me dediquei por 15 anos entre pesquisas e elaboração de texto.

Trabalhei durante anos em meu novo disco, que entrar em breve em masterização e deve ser lançado no segundo semestre deste ano. Chama-se “Mercurial”, e várias faixas abordam temas iniciáticos e mágickos, como “A voz do falcão” e “Lilith”. Já estou desenvolvendo outro projeto musical, que se chamará “Ongetemde” e consiste em composições próprias em holandês, meu terceiro idioma.

Kayque Girão: Como se deu seu primeiro contato com Thelema? Qual é atualmente sua visão pessoal da Lei de Liberdade?

Johann Heyss: Meu primeiro contato com Thelema se deu por meio de uma aluna de numerologia, no começo da década de 90. Ela me deu um tarô de Thoth e eu fiquei deslumbrado com as imagens, que me lembravam visões que eu tivera recentemente em rituais com uso do Santo Daime. Até hoje uso este baralho, atualmente revezando com outro baralho de Thoth que me foi dado, e que pertenceu à falecida roqueira Neusinha Brizola.

Alguns meses depois de ganhar o baralho de Thoth, conheci um Thelemita que me deu uma cópia do Livro da Lei. Na época eu era da AMORC, mas não concordava com o lado mais conservador da ordem, já que meu espírito sempre foi luciferiano e rebelde. Mesmo assim, me assustei com Liber AL e o deixei guardado por cerca de um ano. Depois voltei ao texto e mergulhei de cabeça, sem medo, e aceitei a Lei de Thelema, sem volta.

Aleister Crowley: A Biografia de um Mago

Aleister Crowley: A Biografia de um Mago

Kayque Girão: 15 anos é um tempo em tanto para a publicação desse livro (me refiro a “Aleister Crowley – A Biografia de um Mago”, pela Madras Editora), ainda mais se tratando de uma personalidade polêmica que foi Crowley. Qual foi sua primeira impressão sobre Crowley? Mudou alguma coisa quando começou a estudar sua vida e obra?

Johann Heyss: Quando digo que levei 15 anos, me refiro a dez anos apenas lendo as obras dele, e mais cinco escrevendo e reescrevendo o livro enquanto seguia lendo sua obra.

Minha primeira impressão sobre Crowley foi a de uma homem muito interessante. Não diria que esta primeira impressão mudou em nada, porque continuo achando Crowley cada vez mais interessante. Mas eu diria que ao mergulhar em sua vida e obra, percebi que Crowley era um mago humano, demasiado humano.

Kayque Girão: Seu posicionamento quanto a consultas de numerologia e astrologia é em oposição por causa da comercialização e posterior banalização do conhecimento esotérico. Mas seria então preferível o uso do astrólogo e numerólogo, por exemplo, a ser pago e tratado de forma semelhante a de alguém que aplica o conhecimento metafísico, semelhante ao uso psicoterápico da magia como pregava Israel Regardie (em suas consultas que amalgamavam quiropraxia, psicologia de Reich e técnicas da Golden Dawn)?

Johann Heyss: Na verdade eu não sou contra a comercialização em si da numerologia e astrologia. São atividades profissionais como outra qualquer, são serviços, e podem e devem ser pagos. Eu só não gosto é quando se espera destas atividades aquilo que elas não podem oferecer. Cito basicamente três equívocos comuns: 1) previsão de futuro (e pedidos de nomes ou mantras mágicos para “melhorar a sorte” ou coisas do tipo); 2) consultor que se porta como guru; 3) consultor que se porta como terapeuta (a não ser que ele seja de fato um terapeuta e deixe isto claro desde o início).

O consultor esotérico é um tradutor de símbolos. Simplesmente. Tudo que foge a isto é distorcer a função real de um astrólogo, tarólogo ou numerólogo. Quando rompi com as consultas como foco profissional de minha vida, passei a escrever livros sobre minha experiência de dez anos como consultor. Claro que continuo usando estas técnicas e pesquisando, e aprendendo coisas novas, e já estou programando outros livros sobre o tema. Mas o motivo de eu ter me afastado das consultas foi o desencontro entre a expectativa das pessoas e a minha proposta. As pessoas vinham me pedir para mudar o nome delas para “abrir caminhos”, me pediam previsões, números da loto e todo tipo de baboseira, então percebi que não era daquele jeito que eu queria viver e nem ganhar dinheiro. Tem gente que fica rica enganando trouxas com mantras mágicos e nomes com encontros de letras impronunciáveis. Como dizia Tio Crowley, “um otário nasce a cada minuto”.

Eventualmente leio mapas de antigos clientes que já sabem que o que sou é tradutor de símbolos (além de tradutor inglês-português), ou daqueles que são recomendados e estão harmonizados com este tipo de postura. Mas é raro; há mais de uma década que eu me concentro mesmo é nas letras e na música.

Kayque Girão: Sobre seu trabalho como tradutor e escritor, o que tem a dizer sobre o mercado editorial e a profissão de escritor? Rentável ou sofrida? Teria algumas lições a passar para aquele que tem algum desejo de se tornar tradutor ou escritor profissional com segurança?

Johann Heyss: Não conheço ninguém que viva só de direitos autorais como escritor, pois para isto é preciso ser um best-seller, o que pelo menos até o momento não é o meu caso. Mas ao traduzir um livro eu sou pago pelos direitos autorais de minha tradução, então posso dizer que vivo basicamente de direitos autorais.

Meu caminho como tradutor foi peculiar. Eu nem pensava em ser tradutor, mas resolvi que queria publicar meu primeiro livro, “Iniciação à Numerologia”, em inglês. Pensei na editora que achava mais foda, e era a Samuel Weiser, que publicava tantos livros sobre magick e thelema (depois a editora foi comprada pela Red Wheel, virando Red Wheel Weiser). Aí resolvi verter meu livro para o inglês, sem ter a menor experiência em tradução. Depois de dois meses trabalhando na versão para o inglês, mandei o livro para a Samuel Weiser. Uns quarenta dias depois, recebi um e-mail entusiasmado da vice-presidente e editora da Samuel Weiser me oferecendo um contrato e dois anos depois o livro foi lançado. Isto causou boa impressão na minha editora brasileira, a Nova Era, que faz parte do Grupo Record, e passaram a me oferecer livros para traduzir, todos da área esotérica. Daí surgiu uma vaga na editora Harlequin, de romances femininos de banca, que também faz parte do Grupo Record, e trabalhei para eles por quatro anos traduzindo uma média de um livro por mês, o que foi uma grande escola. Depois comecei a trabalhar para outras editoras, como a Underworld, Novo Século, Fundamento, e sigo traduzindo para a Nova Era.

Como escritor, publiquei meu primeiro livro com uma ajudinha de duas amigas queridas, Regina Sylvia a.k.a. Dyana e Ligia Amaral Lima, ambas autoras da casa. A Nova Era estava com uma coleção chamada “Iniciação”, que consistia em livros de bolso apresentando temas de esoterismo, espiritualidade e religião, e precisavam de um livro sobre numerologia. O então editor da Nova Era, Nelson Liano Jr., perguntou a Regina Sylvia (que assina seus livros como Dyana) se ela conhecia alguém, e ela me indicou, pois sabia que eu já tinha um livro prontinho à espera de editora (eu era colaborador da revista independente de contracultura Nave, da qual Regina Sylvia era editora). Eu comentei com Ligia Amaral Lima (autora de “Iniciação às Runas”) e ela me disse: “nada de mandar o livro por correio; eu vou com você e entregamos o livro nas mãos do Nelson). E assim foi, já saí da editora com um contrato.

Kayque Girão: É notável sua personalidade lapidada nas mais diversas vertentes artísticas. Uma das mais notáveis foi como músico experimentalista e sensível. E não o digo sem exagero, pois trabalhar ao lado de Yoko Ono não é algo que se diga modesto. Pode nos contar melhor como foi que chegou a trabalhar ao seu lado?

Johann Heyss: Na verdade, apesar de tê-la conhecido brevemente em uma vernissage quando morava em NY (1998), eu não a conheço de fato e tampouco trabalhei ao lado dela, quem me dera! Eu apenas coproduzi um disco com cantoras brasileiras reinterpretando composições dela (http://www.radio.uol.com.br/#/album/varios-artistas/mrs-lennon/20019).

Kayque Girão: Como um Thelemita que aceitou a Lei de Liberdade, como vê o atual cenário brasileiro e mundial em se tratando da “santa doutrina”? Muito diferentes?

Johann Heyss: Eu confesso que tenho problemas com as palavras “santa” e “doutrina”, e a liberdade suprema de questionar santidades e doutrinas é um dos pontos que mais me atraiu em Thelema – associado à consciência e senso de responsabilidade desta liberdade que o Thelemita desenvolve paralelamente.

Está havendo uma guinada conservadora no mundo todo, mas isto é uma reação aos inegáveis avanços da sociedade em termos de liberdade. As forças involutivas que buscam suprimir as liberdades estão reagindo e se infiltrando por toda parte. Mas o embate é inevitável, e conter a liberdade é o mesmo que suprimir a força da natureza: impossível. Mas não pense que sou exatamente otimista, pois até a liberdade maior ser conquistada, muita luta vai acontecer e está acontecendo. A penetração da religião evangélica no Brasil no momento é extremamente preocupante, e algo de concreto e imediato precisa ser feito no sentido de se neutralizar e diminuir ao máximo seu alcance. O problema com a religião evangélica é só um: suas interferências no Estado Laico e nos direitos de quem crê em outras crenças ou de quem não crê em crença nenhuma. De resto, cada um que acredite no quiser, e 93!

Kayque Girão: Qual seu posicionamento frente à sexualidade e a classificação dos gêneros? Alguma crítica ao modo como veem e falam do e sobre homossexualidade?

O Tarô de Thoth

O Tarô de Thoth

Johann Heyss: Não tenho o menor problema em falar sobre isso, nunca tive. Eu não acredito em hetero e nem em homossexualidade, eu acredito em sexualidade. E, como dizia o finado psicanalista Eduardo Mascarenhas, “a homo e a heterossexualidade são perversões da bissexualidade”. Não tenho posicionamento nenhum, sou o que sou, e sempre me senti à vontade para me vestir como quero, andar com quem quero, quando quero, e ir para a cama com quem quero, sem maiores elaborações ou ponderações.

Kayque Girão: Voltando ao odiado e amado Crowley, no estudo que fizeste de sua vida e obra, teve algo que lhe chamou a atenção? Por favor, compartilhe conosco suas impressões a respeito.

Johann Heyss: Eu acho impossível apontar uma coisa só na vida ou personalidade do Crowley, o cara era múltiplo demais.

Kayque Girão: Ao todo, quantos e quais livros você tem publicados no mercado de sua autoria? E atualmente está trabalhando em algum projeto literário novo na senda esotérica?

Johann Heyss:

  • Iniciação à Numerologia, 1996, publicado no Brasil, Estados Unidos e Alemanha;
  • O Tarô de Thoth, 2000, publicado no Brasil;
  • O Livro dos Números, 2002, publicado no Brasil, Alemanha, Rússia e República Tcheca;
  • O que é Numerologia (versão revista e aumentada de “Iniciação à Numerologia”), 2004, publicado no Brasil e na França;
  • Aleister Crowley: A Biografia de um Mago, 2010, publicado no Brasil;
  • O Oráculo dos Números, 2010, publicado no Brasil.

Tenho dois livros sobre numerologia prontos, que estão sendo negociados e serão lançados no momento oportuno. No momento estou escrevendo um livro de ficção que tem a ver com magick, mas mais não posso dizer por enquanto. Também estou começando a elaborar um tarô próprio, mas ainda está em fase embrionária.

Kayque Girão: Para finalizar, gostaria de compartilhar algo (tema livre) com os leitores que você não teve oportunidade ainda?

Johann Heyss: Acho que a entrevista foi bem abrangente, não senti falta de dizer nada que me ocorra agora.

Fontes de Referência

Vídeos: http://www.youtube.com/results?search_query=johann+heyss&page=1

Música: http://soundcloud.com/johannheyss

Blog: http://heyss.blogspot.com/

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As opiniões expressas tanto pelo entrevistado, quanto pelo entrevistador com relação à Lei de Thelema e ao Æon de Hórus são pessoais e é muito importante ter em mente que toda informação coletada a respeito da Era de Aquário/Leão deve ser validada, cada um por si e que a nossa pedra fundamental é O Livro da Lei, que pode ser aqui encontrado em português, inglês e ainda na reprodução digital de seu manuscrito.

Entrevista com Johann Heyss

Revisão: Jonatas Lacerda
Edição: Jonatas Lacerda
Versão: 1.0 - 29/02/2012 e.v.

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Kayque Girão

Kayque Girão é Thelemita e estudioso das Ciências Ocultas, com ênfase em Magia(k). Um buscador da senda dos mistérios, blogueiro e escritor amador.

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