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  <title>Thelema</title>
  <subtitle>Biblioteca digital sobre Thelema</subtitle>
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  <updated>2026-04-14T11:00:00Z</updated>
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    <name>Thelema</name>
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    <title>O Universo: A Equação 0=2</title>
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    <updated>2026-04-14T11:00:00Z</updated>
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    <content type="html">&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h1 id=&quot;capitulo-v:o-universo:a-equacao-02&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;Capítulo V:&lt;br&gt;O Universo:&lt;br&gt;A Equação 0=2 &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#capitulo-v:o-universo:a-equacao-02&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Cara Soror,&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;p&gt;Faz o que tu queres será o todo da Lei.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Sim, eu admito tudo! A culpa é toda minha. Revendo meus escritos antigos, percebo que a minha única tentativa de apresentar uma ontologia sólida foi meu desajeitado folheto informativo &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/a-espada-da-cancao/berashith/&quot;&gt;&lt;em&gt;Berashith&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fn1&quot; id=&quot;fnref1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Desde então, parece que continuei presumindo que todos sabem tudo sobre o assunto; indicando, citando, mas nunca me dedicando seriamente a demonstrar essa tese, ou até mesmo a enunciá-la em termos claros. O &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-aba-magick-o-livro-quatro/magick-em-teoria-e-pratica/a-teoria-magica-do-universo/&quot;&gt;Capítulo 0&lt;/a&gt; de &lt;em&gt;Magia em Teoria e Prática&lt;/em&gt; aborda isso superficialmente; o “Arranjo de Nápoles” no &lt;em&gt;Livro de Thoth&lt;/em&gt; evita isso com uma engenhosidade verdadeiramente diabólica. Pergunto-me por quê. É extremamente estranho, porque toda vez que penso na Equação, sinto uma profunda satisfação por este Enigma sempiterno da Esfinge finalmente ter sido desvendado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então, permita-me agora ter o prazer, e dar a você o conforto, de apresentar o problema desde o seu início e provar a solidez da solução – de mostrar que a contradição desta Equação é &lt;em&gt;impensável&lt;/em&gt;. Você está pronta? Avante! Reme!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A. Temos consciência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;B. Não podemos duvidar da existência de algo (seja “real” ou “ilusória”, não faz diferença), porque a própria dúvida é uma forma de consciência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;C. Agrupamos tudo aquilo de que temos consciência sob o nome conveniente de “Existência” ou “Universo”. Cosmos não é um termo muito adequado para este propósito, pois essa palavra implica em “ordem”, o que, no estágio atual de nossa argumentação, é uma mera suposição.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;D. Também tendemos a pensar que o Universo contém coisas das quais não temos consciência; mas isso é totalmente injustificável, embora seja difícil pensar sem fazer alguma suposição desse tipo. Por exemplo, podemos nos deparar com um novo ramo do conhecimento – digamos, histologia, Hamurabi, a língua dos iroqueses ou os poemas do Hermafrodita de Panormita. Parece estar tudo ali pronto e nos aguardando; simplesmente não conseguimos acreditar que estamos inventando tudo à medida que avançamos. Apesar disso, é puro sofisma; podemos estar apenas desdobrando o conteúdo de nossas próprias mentes. Por outro lado, uma coisa deixa de existir se a esquecemos? A resposta é que não conseguimos ter certeza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pessoalmente, estou convencido da existência de um Universo além da minha consciência imediata; mesmo assim, é verdade que ele não existe &lt;em&gt;para mim&lt;/em&gt; a menos que, e até que, ocupe seu lugar como parte da minha consciência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E. Todo o parágrafo D foi uma digressão, pois o que você pensar dele não tem relação alguma com o argumento desta carta. Mas ele teve que ser incluído, só para evitar que a sua mente elaborasse objeções irrelevantes. Então deixe-me continuar a partir de C.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;F. Algo existe&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fn2&quot; id=&quot;fnref2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Esse algo parece incalculavelmente vasto e complexo. Como surgiu?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Este é, resumidamente, o “Enigma do Universo”, que sempre foi a principal preocupação de todos os filósofos sérios desde que o ser humano começou a pensar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;G. A resposta ortodoxa e idiota, geralmente disfarçada sob termos obscuros na esperança de esconder do interlocutor o fato de que isso não é uma resposta, mas sim uma evasiva, é: Deus o criou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então, obviamente, quem criou Deus? Às vezes temos um Demiurgo, um Deus criador por trás do qual existe uma Grandeza eterna e informe – qualquer coisa para tornar a questão confusa!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Às vezes, o Universo é sustentado por um elefante; ele, por sua vez, se apoia em uma tartaruga… espera-se que, a essa altura, a outra pessoa esteja cansada e confusa demais para perguntar o que sustenta a tartaruga.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Às vezes, um grande Pai e uma grande Mãe se cristalizam a partir de uma enorme e nebulosa confusão de “Elementos” – e assim por diante. Mas ninguém responde à pergunta; pelo menos, nenhum desses inventores de Deus, com suas mentes irremediavelmente banais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H. A filosofia séria sempre começou por descartar todas essas puerilidades. Ela se dividiu, por necessidade, nestas escolas: a niilista, a monista e a dualista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;I. A última dessas escolas é, à primeira vista, a mais plausível; pois quase a primeira coisa que notamos ao inspecionar o Universo é aquilo que as escolas hindus chamam de “os Pares de Opostos”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso também é muito conveniente, pois se presta facilmente à teologia ortodoxa; assim temos Ormuzd e Arimã, os Devas e os Asuras, Osíris e Set etc., personificações do “Bem” e do “Mal”. Os inimigos podem ser equivalentes; mas, com mais frequência, a história narra uma revolta no céu. Nesse caso, o “Mal” é temporário; logo, especialmente com a ajuda financeira dos devotos, o “diabo” será “lançado no Abismo Sem Fundo” e “os Santos reinarão em glória com Cristo para todo o sempre, Amém”! Muitas vezes, um “redentor”, um “Deus moribundo”, é necessário para garantir a vitória da Onipotência; e isso geralmente é o que meninos vulgares chamariam de “história tocante”!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J. A escola monista (ou advaitista) é, ao mesmo tempo, mais sutil e refinada; parece aproximar-se mais da &lt;em&gt;derradeira&lt;/em&gt; realidade (em oposição ao exame superficial dos dualistas).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Parece-me que essa doutrina se baseia em um sorites&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fn3&quot; id=&quot;fnref3&quot;&gt;3&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; de validade duvidosa. Para dizer-lhe a verdade terrivelmente vergonhosa, odeio essa doutrina com tanta fúria que mal consigo confiar em mim mesmo para apresentá-la de forma justa! Mas tentarei. Enquanto isso, você pode estudá-la nos &lt;a href=&quot;https://amzn.to/3xgY3qp&quot;&gt;&lt;em&gt;Upaniṣadas&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, no &lt;a href=&quot;https://amzn.to/3oC5Exh&quot;&gt;&lt;em&gt;Bhagavad-Gita&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, em &lt;em&gt;O Enigma do Universo&lt;/em&gt; de Ernst Haeckel, e em dezenas de outros clássicos. O dogma parece incitar seus seguidores a divagações. Devo admitir a “poesia” da ideia; mas há algo em mim que a rejeita veementemente com uma violência excruciante e vingativa. Possivelmente, isso se deve ao fato de que parte do nosso próprio sistema corre em paralelo com as primeiras equações do deles.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;K. Os monistas percebem com clareza e precisão que é absurdo responder à pergunta “Como surgiram estas Múltiplas coisas (das quais temos consciência)?” dizendo que elas vieram da Multiplicidade; e “Multiplicidade”, neste contexto, inclui Duas. Portanto, o Universo deve ser um único fenômeno: torne-o eterno e todo o resto – isto é, remova qualquer tipo de &lt;em&gt;limite&lt;/em&gt; – e o Universo se explica por si só. Como, então, podem existir os Opostos, como os observamos? Não é a própria essência de nosso sorites original que o Múltiplo seja redutível ao Único? Eles percebem como isso é estranho; assim, o “diabo” do dualista é emulsionado e evaporado na “ilusão”, que eles chamam de “Māyā” ou algum termo equivalente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para eles, a “realidade” consiste unicamente em Brahman, o Ser supremo “sem quantidade nem qualidade”. São compelidos a negar-lhe todos os atributos, até mesmo o da Existência; pois fazê-lo os &lt;em&gt;limitaria&lt;/em&gt; instantaneamente e os lançaria de volta ao Dualismo. Tudo aquilo de que temos consciência deve, obviamente, possuir limites, ou não teria significado inteligível para nós; se quisermos “carne de porco”, devemos especificar suas qualidades e quantidades; no mínimo, devemos ser capazes de distingui-la “daquilo que não é carne de porco”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas – um momento, por favor!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;L. Existe no Advaitismo um perigo muito fascinante: de que, até certo ponto, a “Experiência Religiosa” tende a corroborar com essa teoria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma palavra sobre isso. Mentes vulgares, como as que se contentam com um Deus pessoal – Viṣṇu, Jesus, Melcarte, Mitra ou outro – muitas vezes se empolgam – chamemos isso de “Entusiasmo Energizado”, se quisermos ser sarcásticos! – a ponto de terem visões reais dos objetos de sua devoção. Mas essas pessoas sequer se perguntaram a questão fundamental: “Como é que pode?”, que é o nosso tema aqui. Desconsidere-as!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;M. Além de Viśvarūpadarśana, a visão da Forma de Viṣṇu, além daquela visão ainda mais elevada que corresponde na classificação hindu ao nosso “Conhecimento e Conversação do Sagrado Anjo Guardião”, está aquela chamada Ātmadarśana, a visão (ou &lt;em&gt;apreensão&lt;/em&gt;, uma palavra muito melhor) do Universo como um &lt;em&gt;único&lt;/em&gt; fenômeno, fora de todas as limitações, sejam elas de tempo, espaço, causalidade ou qualquer outra coisa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muito bem, então! Cá estamos nós, com a realização&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fn4&quot; id=&quot;fnref4&quot;&gt;4&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; direta da teoria Advaitista do Universo. Tudo se encaixa perfeitamente. Além disso, quando digo “realização”, quero que entenda que me refiro a isso num sentido tão intenso e absoluto que é impossível transmitir meu significado a alguém que não tenha vivenciado essa experiência&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fn5&quot; id=&quot;fnref5&quot;&gt;5&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como julgamos a “realidade” de uma impressão comum na consciência? Principalmente pela sua intensidade, pela sua persistência, pelo fato de ninguém poder nos fazer mudar de ideia sobre ela. Como se dizia do “Idealismo” de Berkeley: “seus argumentos são irrefutáveis, mas não têm convicção”. Nenhuma pergunta cética ou idealista pode nos persuadir de que um chute na bunda não seja “real” em qualquer sentido razoável da palavra. Além disso, a memória o reafirma. Por mais vívido que um sonho seja no momento, por mais que persista ao longo dos anos (embora seja raro que um sonho, a menos que seja repetido com frequência ou ligado a impressões da vigília por alguma feliz conjunção de circunstâncias, permaneça por muito tempo na mente com uma visão nítida), ele dificilmente é confundido com um evento da vida real. Ótimo: então, assim como a vida desperta está para o sonho, assim também – sim, ainda mais! – está a Experiência Religiosa, como descrita acima, para aquela vida comum a todos nós. Não é apenas fácil, é natural; não apenas natural, mas inevitável, para qualquer pessoa que tenha experimentado o “Samādhi” (esta palavra agrupa convenientemente os tipos mais elevados de visão&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fn6&quot; id=&quot;fnref6&quot;&gt;6&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;) considerar a vida normal como “ilusão” em comparação com este estado em que todos os problemas são resolvidos, todas as dúvidas dissipadas, todas as limitações abolidas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas mesmo além de Ātmadarśana vem a experiência chamada Śivadarśana&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fn7&quot; id=&quot;fnref7&quot;&gt;7&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, na qual este Ātman (ou Brahman), este Universo que destrói limites, é ele próprio abolido e aniquilado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(E, com isso, toda a teoria Advaitista desmorona!)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É normal dizer que nenhuma palavra pode descrever essa destruição final. Tal é o fato; e não há nada que se possa fazer a respeito disso, senão registrá-lo com ousadia, como fiz acima. Isso não importa para o nosso presente propósito; tudo o que precisamos saber é que o pilar mais forte da estrutura monista se rompeu abruptamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além disso, será que realmente faz sentido postular uma origem para o Universo, como inevitavelmente fazem? Simplesmente negar que tenha havido um começo, dizendo que esse “Um” é eterno, não me satisfaz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pior ainda, não consigo ver como chamar o Mal de “ilusão” pode nos ajudar. Quando o Cientista Cristão ouve que sua esposa foi brutalmente atacada por seu pequinês, ele tem que sorrir e dizer que “aí está a alegação de erro”. Isso não é bom o suficiente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N. Demorou muito para limpar o terreno. Eu não esperava isso; as proposições acima me são tão familiares, fluem tão claramente pela minha mente, que, até que eu as colocasse em ordem, não tinha ideia de quão longo e difícil seria todo o processo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda assim, é um longo caminho etc. Vimos que “Dois” (ou “Muitos”) são insatisfatórios como origem, até porque sempre podem ser reduzidos a “Um”; e o próprio “Um” não é melhor, porque, entre outras coisas, se vê obrigado a negar as próprias premissas sobre as quais foi fundado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Será que não seria melhor assumirmos que Ex nihilō nihil fit&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fn8&quot; id=&quot;fnref8&quot;&gt;8&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; é uma falsidade, que a origem de Todas as Coisas é o Nada? Vejamos!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O. Vamos primeiro dar uma olhada no aspecto matemático do Nada? (Incluindo sua equação idêntica na Lógica). Eu a desenvolvi há muito tempo, em 1902, por exemplo, no &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/a-espada-da-cancao/berashith/&quot;&gt;&lt;em&gt;Berashith&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, que você encontrará reimpresso em &lt;em&gt;A Espada da Canção&lt;/em&gt; e em meu &lt;em&gt;Collected Works&lt;/em&gt;, Vol. I.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O argumento pode ser resumido da seguinte forma:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando, no dia a dia dos negócios, escrevemos 0, na verdade deveríamos escrever 0ⁿ. É que o 0 implica que o objeto não se estende em nenhuma dimensão sendo discutida. Assim, uma linha pode ter dois pés de altura, mas em largura e profundidade o coeficiente é Zero. Poderíamos descrevê-la como 2ₐ×0ₗ×0ₚ ou n²ᵃ×⁰ˡ×⁰ᵖ.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que propus ao considerar “O que queremos dizer por Nada?” foi considerar cada qualidade possível de qualquer objeto como uma dimensão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por exemplo, poderíamos descrever esta página como sendo nₐ + n′ₗ + n″ₚ + 0 &lt;em&gt;r&lt;/em&gt;oxidão + 0 &lt;em&gt;e&lt;/em&gt;legância + 0 &lt;em&gt;v&lt;/em&gt;elocidade + 0 &lt;em&gt;t&lt;/em&gt;ensão e assim por diante, até que tivéssemos anotado e medido todas as qualidades que ela possui e excluído tudo o que ela não possui. Por conveniência, podemos escrever essa expressão como Xₐ₊ₗ₊ₚ₊ᵣ₊ₑ₊ᵥ₊ₜ – usando as iniciais das qualidades que chamamos de dimensões.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Só mais uma explicação em matemática pura: para interpretar X¹, X¹⁺¹ ou X², e assim por diante, assumimos que a referência seja às dimensões espaciais. Assim, suponhamos que X¹ seja uma linha de um centímetro de comprimento, X² um plano de um centímetro quadrado e X³ um cubo medindo um centímetro em cada dimensão. Mas e quanto a X⁴? Não há mais dimensões espaciais. A matemática moderna (infelizmente, creio eu) concordou em considerar essa quarta dimensão como o tempo. Bem, e X⁵? Para interpretar essa expressão, podemos começar a considerar outras qualidades, como capacidade elétrica, cor, atributos morais e assim por diante. Mas essa observação, embora necessária, nos afasta mais do que nos aproxima da nossa tese principal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;P. O que acontece quando colocamos um sinal de menos antes do índice (aquela letra pequena no canto superior direito) em vez de um sinal de mais? É bem simples. X² = X¹⁺¹ = X¹·X¹. Com um sinal de menos, dividimos em vez de multiplicar. Assim, X³⁻² = X³÷X² = X¹, exatamente como se você tivesse simplesmente subtraído o 2 do 3 no índice.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, finalmente, chegamos ao ponto de real importância para nossa tese: como devemos interpretar X⁰? Podemos escrevê-lo, obviamente, como X¹⁻¹ ou Xⁿ⁻ⁿ. Ótimo, vamos dividir. Então X¹÷X¹ = 1. Claramente isso é igual para qualquer valor de X.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;P: Ah, mas o que começamos a fazer foi descobrir o significado do &lt;em&gt;Nada&lt;/em&gt;. Não é correto escrevê-lo simplesmente como 0; pois esse 0 implica um índice 0¹, ou 0², ou 0ⁿ. E se o nosso Nada for o Nada absoluto, então não há apenas nenhum número, como também nenhum índice. Portanto, devemos escrevê-lo como 0⁰.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Qual é o valor desta expressão? Procedemos como antes; dividimos.&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;p&gt;0⁰ = 0ⁿ⁻ⁿ = 0ⁿ ÷ 0ⁿ = (0ⁿ ÷ 1) × (1 ÷ 0ⁿ).&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;É claro que 0ⁿ ÷ 1 continua sendo 0; mas 1 ÷ 0ⁿ = ∞.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou seja, temos um choque entre o “infinitamente grande” e o “infinitamente pequeno”; isso elimina o “infinito” (e o Advaitismo com ele!) e nos deixa com um número indeterminado, porém finito, de absoluta variedade. Isto é: 0⁰ só pode ser interpretado como “O Universo que conhecemos”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;R. Bem, isso foi o suficiente como uma demonstração. Algumas pessoas criticaram a álgebra; mas o equivalente lógico é precisamente paralelo. Suponha que eu queira descrever meu escritório em um aspecto: posso dizer “Não há cachorros no meu escritório” ou “Cachorros não estão no meu escritório”. Posso fazer um pequeno diagrama: C é o mundo dos cachorros; E é meu escritório. Aqui está:&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;p&gt;&lt;picture&gt;&lt;source type=&quot;image/webp&quot; srcset=&quot;https://www.thelema.com.br/img/VzXUbWdFIO-177.webp 177w&quot;&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://www.thelema.com.br/img/VzXUbWdFIO-177.png&quot; alt=&quot;Dois quadrados separados, um com a letra C e outro com a letra E, representando cães e escritório&quot; width=&quot;177&quot; height=&quot;79&quot;&gt;&lt;/picture&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Os quadrados estão bem separados. Todo o mundo fora do quadrado C é o mundo sem cachorros; fora do quadrado E, o mundo do não-escritório. Mas suponha agora que eu queira tornar o Zero absoluto, como o nosso 0⁰. Devo dizer: “Nenhum cachorro não está no meu escritório”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou, “Não há ausência-de-cachorro no meu escritório”. Isso é o mesmo que dizer: “Alguns cachorros &lt;em&gt;estão&lt;/em&gt; no meu escritório”; veja o diagrama novamente:&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;p&gt;&lt;picture&gt;&lt;source type=&quot;image/webp&quot; srcset=&quot;https://www.thelema.com.br/img/qo8MIXuScw-177.webp 177w&quot;&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://www.thelema.com.br/img/qo8MIXuScw-177.png&quot; alt=&quot;Dois quadrados com as letras C e E, um fazendo intersecção no outro&quot; width=&quot;177&quot; height=&quot;79&quot;&gt;&lt;/picture&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;No Diagrama 1, “o mundo onde não há cães” incluía todo o meu escritório; no Diagrama 2, essa ausência de cães não existe mais; portanto, um ou mais deles devem ter entrado de alguma forma.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É isso aí; sei que pode ser um pouco difícil no início; felizmente, existe uma maneira diferente – a maneira chinesa – de enunciar o teorema em termos muito mais simples.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;S. Os chineses, assim como nós, partem da ideia do “Nada Absoluto”. Eles “fazem um esforço e chamam isso de Dào”; mas é exatamente isso que o Dào vem a significar quando o examinamos. Eles perceberam muito bem, como fizemos acima, que simplesmente afirmar o Nada não explica o Universo; e procedem a fazê-lo por meio de uma equação matemática ainda mais simples do que a nossa, que não envolve operações além de simples adição e subtração. Eles dizem: “Nada obviamente significa Nada; não tem qualidades nem quantidades”. (Os advaitistas disseram o mesmo e depois se estupidificaram completamente ao chamá-lo de Um!) “Mas”, continuam os sábios do Império do Meio, “é sempre possível reduzir qualquer expressão ao Nada tomando quaisquer dois termos iguais e opostos”. (Assim, n+(-n) = 0). “Portanto, deveríamos ser capazes de obter qualquer expressão que desejemos &lt;em&gt;a partir&lt;/em&gt; do Nada; basta termos o cuidado de que os termos sejam precisamente opostos e iguais”. (0 = n+(-n)). Então fizeram isso e começaram a diagramar o Universo como o Yì — um par de opostos, sendo os princípios de Yáng ou masculino ativo, e Yīn ou feminino e passivo. Eles representaram o Yáng como uma linha contínua (⚊) e o Yīn como uma linha interrompida (⚋). (A primeira manifestação na Natureza desses dois é Tài Yáng, o Sol, e Tài Yīn, a Lua). Como isso ficou um pouco grande e impreciso, eles dobraram essas linhas e obtiveram os quatro Xiàng. Em seguida, pegaram três de cada vez e obtiveram os oito Guà. Estes representam o desenvolvimento do Yì original até a Ordem Natural dos Elementos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Chamarei o princípio masculino de M e o feminino de F.&lt;/p&gt;
&lt;table&gt;
&lt;thead&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;th&gt; &lt;/th&gt;
&lt;th&gt; &lt;/th&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/thead&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;M1. ☰ Qián: “Pai-Céu”.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;F1. ☷ Kūn: “Mãe-Terra”.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;M2. ☲ Lí: O Sol.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;F2. ☵ Kǎn: A Lua.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;M3. ☳: Zhèn: Fogo.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;F3. ☱ Duì: Água.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;M4. ☴ Xùn: Ar.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;F4. ☶ Gèn: Terra.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;p&gt;Observe como eles preservaram admiravelmente a ideia de equilíbrio. M1 e F1 são perfeitos. M2 e F2 ainda mantêm o equilíbrio em seus traços. Os quatro “elementos” mostram imperfeição; no entanto, todos estão equilibrados entre si. Observe também como os ideogramas são apropriados. M3 mostra as chamas tremeluzindo na lareira, F3, a onda sobre o fundo sólido do mar; M4, o ar mutável, com o espaço impenetrável acima, e finalmente F4, a fina crosta da Terra mascarando as energias internas do planeta. Eles prosseguem e dobram esses Guà, alcançando assim os sessenta e quatro Hexagramas do &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-ccxvi-yi-jing/&quot;&gt;Yì Jīng&lt;/a&gt;, que não é apenas um Mapa, como também uma História da Ordem da Natureza.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É o puro entusiasmo e deleite na Harmonia e Beleza do Sistema que me trouxeram até aqui; meu único e essencial propósito é demonstrar como o Universo foi criado por esses Sábios a partir do Nada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando você tiver assimilado esses dois conjuntos de Equações, quando tiver compreendido como 0=2 é a solução única, simples e necessária para o Enigma do Universo, haverá, em certo sentido, pouco mais para você aprender sobre a Teoria da Magia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Você deve, no entanto, lembrar-se constantemente de que a equação do Universo, por mais complexa que pareça, inevitavelmente converge para o Zero; pois alcançar isso é a fórmula do seu Trabalho como Mística. Para refrescar sua memória e ampliar certos pontos mencionados acima, permita-me citar o &lt;em&gt;Magick «em Teoria e Prática»&lt;/em&gt;, páginas 152-3, nota de rodapé 2.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Todos os elementos devem ter estado separados em algum momento – esse seria o caso com calor extremo. Agora, quando os átomos chegam ao Sol, experimentam esse calor imenso e extremo, e todos os elementos voltam a ser eles mesmos. Imagine que cada átomo de cada elemento possua a memória de todas as suas experiências em combinação. Aliás, esse átomo (fortalecido com essa memória) não seria o mesmo átomo; contudo, ele o é, porque não ganhou nada de nenhum outro lugar além dessa memória. Portanto, com o passar do tempo e em virtude da memória, uma coisa pode se tornar algo mais do que ela mesma; assim, um desenvolvimento real é possível. Pode-se então entender a razão pela qual qualquer elemento decide passar por essa série de encarnações, porque assim, e somente assim, ele pode avançar; e ele sofre a perda de memória que tem durante essas encarnações porque sabe que sairá dela inalterado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto, pode haver um número infinito de deuses, individuais e iguais, embora diversos, cada um supremo e absolutamente indestrutível. Esta é também a única explicação de como um “Ser Perfeito” poderia criar um mundo no qual a guerra, o mal etc., existem. Deus é apenas uma aparência, porque (como o “bem”) não pode afetar a substância em si, mas apenas multiplicar suas combinações. Isso é algo semelhante ao monoteísmo místico; porém, a objeção àquela teoria é que Deus tem que criar coisas que são todas partes de si mesmo, de modo que sua interação é falsa. Se pressupusermos muitos elementos, sua interação é natural.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não é uma objeção a essa teoria perguntar quem criou os elementos – os elementos pelo menos existem, e Deus, quando o procuramos, não está lá. O teísmo é obscūrum per obscūrius&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fn9&quot; id=&quot;fnref9&quot;&gt;9&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Uma estrela masculina é construída do centro para fora; uma feminina, da circunferência para dentro. É isso que queremos dizer quando afirmamos que a mulher não tem alma. Isso explica plenamente a diferença entre os sexos.”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Todo “ato de amor sob vontade” tem o duplo resultado: (1) a criação de uma criança que combina as qualidades de seus pais; (2) o recolhimento por êxtase no Nada. Consulte o que escrevi em outro lugar sobre “A Fórmula do Tetragrammaton”; a importância disso neste momento é mostrar como 0 e 2 aparecem constantemente na Natureza como a Ordem comum dos Eventos.&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;p&gt;Amor é a lei, amor sob vontade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fraternalmente,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;666&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;hr class=&quot;footnotes-sep&quot;&gt;
&lt;section class=&quot;footnotes&quot;&gt;
&lt;ol class=&quot;footnotes-list&quot;&gt;
&lt;li id=&quot;fn1&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Consulte os &lt;em&gt;Collected Works&lt;/em&gt; de Crowley. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fnref1&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn2&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Você precisa ler &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/o-soldado-e-o-corcunda-e/&quot;&gt;&lt;em&gt;O Soldado e o Corcunda: ! e ?&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, no &lt;em&gt;The Equinox&lt;/em&gt; I (1). &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fnref2&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn3&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«De acordo com o dicionário Oxford, sorites é um “polissilogismo no qual o atributo da primeira proposição se torna sujeito da segunda, o atributo da segunda, sujeito da terceira, e assim sucessivamente, e no qual a conclusão une o sujeito da primeira e o atributo da última”. Vide também o paradoxo de sorites ou paradoxo do monte: ao remover grãos de um monte de areia, em que momento o monte deixa de ser um monte?» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fnref3&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn4&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Escrito como &lt;em&gt;realization&lt;/em&gt; no original, que pode significar “realização”, “compreensão”, “percepção” etc. Julgue o significado por si só.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fnref4&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn5&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Discuti isso e os pontos a seguir de maneira abrangente no &lt;em&gt;Livro 4&lt;/em&gt;, Parte I, pp. 63-89 «nos capítulos sobre &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-aba-magick-o-livro-quatro/misticismo/dhyana&quot;&gt;Dhyāna&lt;/a&gt; e &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-aba-magick-o-livro-quatro/misticismo/samadhi&quot;&gt;Samādhi&lt;/a&gt;.». &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fnref5&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn6&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;“Visão” é uma palavra &lt;em&gt;terrivelmente&lt;/em&gt; inadequada; “transe” é melhor, mas os idiotas sempre confundem isso com hipnotismo. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fnref6&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn7&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Possivelmente quase idêntico ao Nirodha-Samāpatti budista. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fnref7&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn8&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Expressão em latim que significa “nada surge do nada”.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fnref8&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn9&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Latim para explicar “o obscuro por meio do ainda mais obscuro”» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/05-o-universo-a-equacao-zero-igual-a-dois/#fnref9&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/section&gt;
</content>
  </entry>
  <entry>
    <title>A Cabala: O Melhor Treinamento para a Memória</title>
    <link href="https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/04-a-cabala-o-melhor-treinamento-para-a-memoria/" />
    <updated>2026-03-09T23:00:00Z</updated>
    <id>https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/04-a-cabala-o-melhor-treinamento-para-a-memoria/</id>
    <content type="html">&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h1 id=&quot;capitulo-iv:a-cabala:o-melhor-treinamento-para-a-memoria&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;Capítulo IV:&lt;br&gt;A Cabala:&lt;br&gt;O Melhor Treinamento para a Memória &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/04-a-cabala-o-melhor-treinamento-para-a-memoria/#capitulo-iv:a-cabala:o-melhor-treinamento-para-a-memoria&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Cara Soror,&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;p&gt;Faz o que tu queres será o todo da Lei.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Agora você precisa aprender Cabala. Aprenda este Alfabeto da Magia. Você deve
aceitá-lo com fé, assim como uma criança aceita o próprio alfabeto dela. Ninguém
jamais descobriu por que a ordem das letras é como é. Provavelmente não há uma
resposta para isso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se você soubesse o que estou endereçando no &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-ccxvi-yi-jing/&quot;&gt;&lt;em&gt;Yì Jīng&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;! – a ordem
dos sessenta e quatro hexagramas. Estou convencido de que ela é extremamente
significativa, que implica um sublime sistema filosófico. Já avancei o
suficiente para ter certeza de que existe um ritmo necessário; e está me matando
aos poucos descobrir por que cada par sucede o anterior. Perdoe estas lágrimas!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas o nosso Alfabeto Mágico não é composto primariamente de letras, mas sim de
figuras; não de sons, mas sim de ideias matemáticas. Sir Humphrey Davy, ao sair
de sua famosa iluminação (com alguma ajuda de óxido nitroso para entrar nela),
exclamou: O Universo é composto unicamente de ideias&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/04-a-cabala-o-melhor-treinamento-para-a-memoria/#fn1&quot; id=&quot;fnref1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Nós, analisando isso
um pouco, dizemos: O Universo é uma expressão matemática.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sir James Jeans poderia ter dito isso, mas seu banqueiro o aconselhou a confiar
em Deus. A forma mais simples dessa expressão é 0=2, já amplamente explicada em
outros lugares. Esse 2 pode ser expresso de inúmeras maneiras. Todo número
primo, incluindo alguns que não pertencem à série dos “números naturais”, é um
indivíduo. Os demais números, com talvez algumas exceções (como o 418)&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/04-a-cabala-o-melhor-treinamento-para-a-memoria/#fn2&quot; id=&quot;fnref2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, são
compostos por seus primos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cada uma dessas ideias pode ser explicada, investigada e compreendida por
diversos meios. Em primeiro lugar, os números hebraicos, gregos e arábicos
também são letras. Em seguida, cada uma dessas letras é descrita por um dos
(arbitrariamente compostos) “elementos da Natureza”: os Quatro (ou Cinco)
Elementos, os Sete (ou Dez) Planetas e os Doze Signos do Zodíaco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos esses elementos estão dispostos em um desenho geométrico composto por dez
“Sephiroth” (números) e vinte e dois “caminhos” que os unem; isso é chamado de
Árvore da Vida.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Toda ideia pode e deve ser atribuída a um ou mais desses símbolos primários;
assim, o verde, em diferentes tonalidades, é uma qualidade ou função de Vênus,
da Terra, do Mar, de Libra e outros. O mesmo se aplica a ideias abstratas;
desonestidade significa “um Mercúrio aflito”, generosidade um Júpiter bom,
embora nem sempre forte; e assim por diante.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Árvore da Vida precisa ser aprendida de cor; você deve conhecê-la de trás para
frente, de frente para trás, de todos os lados e de cabeça para baixo; ela deve
se tornar o pano de fundo automático de todos os seus pensamentos. Você deve
continuar pendurando tudo o que surgir em seu caminho no galho correto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No início, é claro, tudo isso é terrivelmente confuso; mas persista, e chegará o
momento em que todas as peças se encaixarão no quebra-cabeça, e você contemplará
– com grande admiração e espanto! – a maravilhosa beleza e simetria do sistema
cabalístico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E então – que arma você terá forjado!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que poder de analisar, ordenar e manipular os seus pensamentos!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E quando alguém elogiar sua memória ou a clareza de seus pensamentos, lembre-se
de atribuir o mérito à Cabala!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Está bem” – parece que até consigo te ouvir ronronar – “essa máquina parece
adorável. O projeto é muito elegante; e esse seu broche é um charme. Só tem um
problema: como faço essa maldita coisa funcionar?”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ah sim, como aquela criatura do Apocalipse, o ferrão está no rabo&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/04-a-cabala-o-melhor-treinamento-para-a-memoria/#fn3&quot; id=&quot;fnref3&quot;&gt;3&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sinceramente, não precisa se preocupar; ela funciona com rolamentos ou algo do
tipo, e sempre há as “Treze Fontes de Óleo Magnífico jorrando da Barba do
Macroprosopo” caso ela faça algum ruído quando ligar. Mas, falando sério, toda a
matemática necessária é simples Adição e Multiplicação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Sim!” – você responde com grosseria – “É o que você pensa; mas você não avançou
muito na Cabala!”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É verdade, irmã. O próprio &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-al-vel-legis-o-livro-da-lei/&quot;&gt;&lt;em&gt;Livro da Lei&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; insiste no fato de conter
uma Cabala que estava além da minha compreensão na época de seu ditame, está
além da minha compreensão agora e sempre estará além da minha compreensão nesta
encarnação. Permita-me direcionar sua atenção espiritual para &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-al-vel-legis-o-livro-da-lei/&quot;&gt;AL&lt;/a&gt;
I:54; I:56; II:54-55; II:76; III:47&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/04-a-cabala-o-melhor-treinamento-para-a-memoria/#fn4&quot; id=&quot;fnref4&quot;&gt;4&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Naquela época já havia informações suficientes e compreensíveis para me
assegurar de que o Autor do Livro conhecia pelo menos tanta Cabala quanto eu;
posteriormente, descobri mais do que o suficiente para ter certeza, sem erro, de
que ele sabia muito mais, e de uma ordem muito superior, do que eu; finalmente,
vislumbres de luz, lançados pelo tempo e por estudos intensos, sobre muitas
outras passagens obscuras, não deixam dúvida alguma em minha mente de que ele é,
de fato, o maior cabalista de todos os tempos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Eu te perguntei como ela funciona”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não seja tão irritadiça, queixosa e impaciente; seu zelo é louvável, mas é uma
perda de tempo tentar me apressar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bem, quando você tiver decorado este Alfabeto de Números (em seu formato
correto), com o máximo de conjuntos de atribuições que conseguir memorizar sem
se confundir, poderá tentar alguns exercícios fáceis, começando pelo passado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(“Quantos conjuntos de atribuições?” – Bem, certamente, os alfabetos hebraico e
grego com os nomes e números de cada letra e seu significado; algumas listas de
nomes de deuses, com uma ideia clara do caráter, qualidades, funções e
importância de cada um; a escala de cores “do Rei”; todas as atribuições do
Tarô, é claro; depois animais, plantas, substâncias, perfumes, uma ou duas
listas de arcanjos, anjos, inteligências e espíritos – isso deve ser suficiente
para começar.)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora você está armada! Pergunte a si mesma: por que a influência de Tiphareth é
transmitida a Yesod pelo Caminho de Samekh, uma cerca, 60, Sagitário, o
Arqueiro, Arte, azul — e assim por diante; mas a Hod pelo Caminho de Ayin, um
olho, 70, Capricórnio, o Bode, o Diabo, Índigo etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Treze é o número de Achad (אחד), Unidade, e Ahebah (אהבה), Amor; então, que
palavra deve surgir quando você a expande pela Díade Criativa e obtém 26? E
quando você a multiplica por 4 e obtém 52? Então, suponha que o Pentagrama
também se ocupe, 13×5 = 65, e quanto a isso?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, nem pense em rastejar até mim e pedir as respostas; descubra você mesma
que tipo de palavras elas devem ser e, em seguida, verifique seu resultado
consultando esses números no &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/sepher-sephiroth/&quot;&gt;&lt;em&gt;Sepher Sephiroth&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;: &lt;em&gt;The Equinox&lt;/em&gt; Vol.
I, Nº 8, Suplemento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando você for realmente hábil em todos esses cálculos bem conhecidos,
“prepare-se para entrar na Região Incomensurável” e desvendar o Desconhecido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Você deve construir a sua própria Cabala&lt;/em&gt;!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ninguém pode fazer isso por você. Qual é o seu próprio verdadeiro Número? Você
deve encontrá-lo e provar que está correto. Em poucos anos, você deverá ter
construído um Palácio de Glória Inefável, um Jardim de Deleite Indescritível.
Nem o Tempo nem o Destino podem domar essas torres tranquilas, esses Minaretes
de Música, nem murchar uma única flor nessas aleias de Perfume!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hum! Que maldade a minha, mas acabei de pensar que talvez fosse melhor se você
criasse seu próprio &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/sepher-sephiroth/&quot;&gt;&lt;em&gt;Sepher Sephiroth&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;! Que sugestão absolutamente
grotesca! No entanto, eu realmente sugiro isso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Afinal, é bastante simples. Para cada palavra que encontrar, some seu valor e
anote-as ao lado do número correspondente em um caderno reservado para isso.
Isso pode parecer tedioso e bobo; por que você deveria fazer tudo de novo, algo
que eu já fiz por você? O motivo é simples: fazer isso lhe ensinará Cabala como
nada mais poderia. Além disso, você não ficará sobrecarregada de palavras que
não significam nada para você; e se por acaso precisar de uma palavra para
explicar algum número específico, poderá procurá-la no meu &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/sepher-sephiroth/&quot;&gt;&lt;em&gt;Sepher
Sephiroth&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por meio desse método, você também poderá descobrir uma rica fonte de palavras
próprias que eu tenha deixado passar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sem dúvida, um Professor Realmente Bom teria dito: “Cuidado! Usem meu
dicionário, e somente o meu! Todos os outros são espúrios!” Mas eu não sou um
P.R.B. desse tipo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para começar, é claro, você deve anotar as palavras que certamente surgirão em
seu caminho: números como 11, 13, 31, 37 e seus múltiplos; os nomes de Deus e
dos principais anjos; os nomes planetários e geomânticos; e seu próprio nome
particular com suas ramificações. Depois disso, deixe que seu trabalho no Plano
Astral a guie. Ao investigar o nome e outras palavras comunicadas a você por
seres que encontrar lá, ou invocar, muitas outras surgirão em suas devidas
conexões. Muito em breve, você terá um pequeno e belo &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/sepher-sephiroth/&quot;&gt;&lt;em&gt;Sepher
Sephiroth&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; só seu. Lembre-se de buscar, acima de tudo, a coerência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A propósito, é uma excelente prática fazer alguns cálculos mentais durante suas
caminhadas; adquira o hábito de somar todos os nomes que encontrar em sua
leitura matinal. Nietzsche observou com propriedade que os melhores pensamentos
surgem caminhando; e já me aconteceu, mais de uma vez, que ideias realmente
importantes me vieram à mente, como que iluminadas por uma lanterna, enquanto eu
caminhava.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Você deve ter notado que, nesta breve exposição, me limitei à Gematria, a
relação direta entre número e palavra, omitindo qualquer referência a Notariqon,
a arte maldita de formar palavras a partir de iniciais, como (na vida profana)
Wren e Gestapo e sua horrenda prole, ou a Temurah, a arte de alterar a posição
das letras em uma palavra, uma espécie de cifra; pois estas são quase sempre
frívolas. Basear quaisquer cálculos sérios nelas seria absurdo.&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;p&gt;Amor é a lei, amor sob vontade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fraternalmente,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;666&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;PS: Você deveria estudar &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-lviii-cabala/&quot;&gt;&lt;em&gt;O Templo do Rei Salomão&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; no &lt;em&gt;Equinox&lt;/em&gt; Vol.
I, Nº 5, para uma exposição mais elaborada da Cabala.&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&quot;footnotes-sep&quot;&gt;
&lt;section class=&quot;footnotes&quot;&gt;
&lt;ol class=&quot;footnotes-list&quot;&gt;
&lt;li id=&quot;fn1&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Sir Humphry Davy (1778–1829), químico e inventor britânico teria escrito a
frase “Nada existe além de pensamentos! – o universo é composto de
impressões, ideias, prazeres e dores!” enquanto investigava os efeitos da
inalação de óxido nitroso (gás do riso) como anestésico.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/04-a-cabala-o-melhor-treinamento-para-a-memoria/#fnref1&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn2&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Crowley escreveu uma análise completa do número 418 em seu
&lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-lviii-cabala/um-ensaio-sobre-numeros/&quot;&gt;&lt;em&gt;Liber LVIII&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/04-a-cabala-o-melhor-treinamento-para-a-memoria/#fnref2&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn3&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«“E tinham caudas semelhantes às dos escorpiões, e aguilhões nas suas
caudas; e o seu poder era para danificar os homens por cinco meses”.
Apocalipse 9:10. Em outras palavras, “o pior fica pro final”.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/04-a-cabala-o-melhor-treinamento-para-a-memoria/#fnref3&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn4&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«“Não mudes nem mesmo o estilo de uma letra; pois vê! tu, ó profeta, não
verás todos estes mistérios escondidos ali” (I:54). “[…] Todas as
palavras são sagradas e todos os profetas verdadeiros; salvo apenas que eles
entendem um pouco; resolvem a primeira metade da equação, deixam a segunda
inatacada. Mas tu tens tudo na luz clara e algo, mas não tudo, na escuridão”
(I:56). “[…] A pontuação como quiseres; as letras? não as mudes em
estilo ou valor! Tu obterás a ordem &amp;amp; o valor do Alfabeto Inglês: tu
encontrarás novos símbolos aos quais atribui-los” (II:54-55). “4 6 3 8 A B K
2 4 A L G M O R 3 Y X 24 89 R P S T O V A L. O que significa isto, ó
profeta? Tu não sabes; nem saberás nunca. Lá vem alguém para te seguir: ele
o exporá […]” (II:76). “Este livro será traduzido para todas as línguas:
mas sempre com o original pela mão da Besta; pois na forma casual das letras
e sua posição umas com as outras: nestas há mistérios que nenhuma Besta
adivinhará. Que ele não busque tentar: mas um vem depois dele, de onde não
digo, que descobrirá a Chave disso tudo. Então esta linha traçada é uma
chave; então este círculo esquadrado em sua falha também é uma chave. E
Abrahadabra […]” (III:47).» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/04-a-cabala-o-melhor-treinamento-para-a-memoria/#fnref4&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/section&gt;
</content>
  </entry>
  <entry>
    <title>Hieróglifos: Vida e Linguagem Necessariamente Simbólicas</title>
    <link href="https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/03-hieroglifos-vida-e-linguagem-necessariamente-simbolicas/" />
    <updated>2026-03-02T23:00:00Z</updated>
    <id>https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/03-hieroglifos-vida-e-linguagem-necessariamente-simbolicas/</id>
    <content type="html">&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h1 id=&quot;capitulo-iii:hieroglifos:-vida-e-linguagem-necessariamente-simbolicas&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;Capítulo III:&lt;br&gt;Hieróglifos: Vida e Linguagem Necessariamente Simbólicas &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/03-hieroglifos-vida-e-linguagem-necessariamente-simbolicas/#capitulo-iii:hieroglifos:-vida-e-linguagem-necessariamente-simbolicas&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Cara Soror,&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;p&gt;Faz o que tu queres será o todo da Lei.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;A irritação na sua última carta é muito natural! Você escreveu: —&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Mas por quê? Por que todo esse simbolismo elaborado? Por que não dizer
diretamente o que se quer dizer? Certamente o assunto já é bastante complexo –
é preciso mesmo usar uma máscara para torná-lo mais claro? Eu já te conheço
bem o suficiente para ter certeza de que você não vai me enrolar com nenhuma
bobagem de santidade sobre o inefável, sobre a linguagem humana ser inadequada
para revelar tais Mistérios, sobre a necessidade de construir uma nova
linguagem para explicar um novo sistema de pensamento; é claro que sei que
isso teve que ser feito no caso da química, da matemática avançada, aliás, de
quase todos os assuntos técnicos; mas sinto que você tem alguma outra
explicação, mais profunda, na manga. Afinal, muito do que busco aprender
contigo já é algo familiar para muitas das grandes mentes da humanidade há
muitos séculos. De fato, a Cabala é uma linguagem especial, e já é bastante
antiga; não há muito material novo que se encaixe nessa estrutura. Mas por
que, em primeiro lugar, recorreram a esse jargão simbólico?”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Você expressou muito bem a questão; e quando reflito sobre o assunto, estou
pouco confiante de que a explicação que estou prestes a te dar lhe satisfará, ou
mesmo que se sustentará! Como último recurso, terei que afirmar que somos
justificados pela experiência, pelo sucesso empírico na comunicação do
pensamento que acompanhou e continua a acompanhar nossos esforços.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas para dar uma resposta completa, terei que voltar ao início e reformular o
problema original; e peço que não pense que estou me esquivando da pergunta ou
adotando o método irlandês de respondê-la por outra pergunta, embora eu saiba
que possa parecer que sim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Permita-me começar pela reformulação do nosso problema inicial: o que queremos é
a Verdade; queremos uma aproximação ainda maior à Realidade; e queremos
descobrir e discutir os meios adequados para atingir esse objetivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Muito bem; comecemos pela mais simples de todas as perguntas possíveis – e a
mais difícil – “O que é alguma coisa?”, “O que nós sabemos?” e outras questões
que surgem naturalmente a partir destas.&lt;/p&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;Eu vejo uma árvore.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Ouço-a — farfalhar ou ranger ao vento.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Toco-a — dura.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Cheiro-a — acre.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Provo-a — amarga.&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;p&gt;Agora, todas as informações fornecidas por esses cinco sentidos precisam ser
reunidas, embora nenhuma delas concorde de modo algum. A lógica pela qual
construímos nossa complexa ideia de uma árvore tem mais furos que uma esponja.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas já estamos nos adiantando muito: primeiro precisamos analisar a impressão
única e simples. “Eu vejo uma árvore”. Esse fenômeno é o que chamamos de
“evento-ponto”. É a convergência de dois elementos, o observador e aquilo que é
observado. É único e simples; contudo, não podemos conceber nenhum dos dois como
algo que não seja complexo. E o Evento-Ponto não nos diz absolutamente nada
sobre nenhum dos dois; ambos, como Herbert Spencer e sabe-se lá quantos outros
já demonstraram, são incognoscíveis; ele existe por si só, isolado e distante.
Aconteceu; inegavelmente é Realidade. No entanto, não podemos confirmá-lo, pois
jamais poderá acontecer novamente exatamente da mesma forma. O que é ainda mais
desconcertante é que, como leva tempo para o olho transmitir uma impressão à
consciência (ela pode se alterar de mil maneiras diferentes nesse processo!),
tudo o que realmente existe é uma memória do Evento-Ponto, não o Evento-Ponto em
si. Então o que é essa Realidade da qual temos tanta certeza? Obviamente, ela
não tem um nome, já que nunca aconteceu antes, nem pode acontecer novamente!
Para sequer discutir o assunto, precisamos inventar um nome, e esse nome (como
todos os nomes) não pode ser nada além de um símbolo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mesmo assim, como frequentemente se ressalta, tudo o que fazemos é “registrar o
comportamento de nossos instrumentos”. E não estamos em situação muito melhor
depois disso; pois nosso símbolo, referindo-se a um fenômeno único em si mesmo,
e não apreensível por outro, pode não significar nada para os nossos
semelhantes. O que acontece, claro, é que Eventos-Ponto semelhantes, embora não
sejam idênticos, ocorrem com muitos de nós, e assim somos capazes de construir
uma linguagem simbólica. Minha memória da misteriosa Realidade se assemelha o
suficiente à sua para nos levar a concordar que ambas pertencem à mesma classe.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas permita-me, além disso, pedir-lhe que reflita sobre a própria formação da
linguagem. Exceto no caso de palavras onomatopeicas e algumas outras, não há
nenhuma conexão lógica entre uma coisa e o som do nome que lhe damos. “Au-au” é
um nome mais racional do que “cachorro”, que é uma mera convenção adotada pelos
portugueses, enquanto outras nações preferem &lt;em&gt;dog&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;chien&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;hund&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;cane&lt;/em&gt;,
&lt;em&gt;kalb&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;kutta&lt;/em&gt; e assim por diante. Veja bem, são todos símbolos, minha querida
criança, e não adianta você espernear!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas não para por aí. Quando tentamos transmitir um pensamento por escrito, somos
obrigados a nos sentar firmemente e construir uma Cabala sagrada do nada. Por
que uma curva aberta à direita soaria como o oceano, mas se aberta no topo, soa
como você&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/03-hieroglifos-vida-e-linguagem-necessariamente-simbolicas/#fn1&quot; id=&quot;fnref1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;? E todas essas letras simbólicas arbitrárias são combinadas por
meio de dispositivos igualmente simbólicos e arbitrários para assumir
significados convencionais, essas palavras novamente são combinadas em frases
por um procedimento não menos autoritário.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E então as pessoas se perguntam como é possível haver erros e mal-entendidos na
transmissão de pensamentos de uma pessoa para outra! Em vez disso, considerem
uma intervenção milagrosa da Providência quando até mesmo uma das ideias mais
simples “chega lá”. Ora, sendo assim, é evidentemente sensato construir o
próprio alfabeto, com definições precisas, para lidar com um assunto abstruso e
técnico como a Magia. Palavras “comuns” como Deus, self, alma, espírito e outras
foram usadas tantas vezes e de tantas maneiras diferentes, geralmente por
autores que desconheciam ou não se importavam com a necessidade de definições,
que usá-las hoje em qualquer ensaio científico é quase ridículo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Irmã, por enquanto isso é tudo; por favor, chega de reclamações; sente-se
quietinha com seu &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-777/&quot;&gt;&lt;em&gt;777&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/03-hieroglifos-vida-e-linguagem-necessariamente-simbolicas/#fn2&quot; id=&quot;fnref2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; e
memorize-o!&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;p&gt;Amor é a lei, amor sob vontade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fraternalmente,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;666&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;hr class=&quot;footnotes-sep&quot;&gt;
&lt;section class=&quot;footnotes&quot;&gt;
&lt;ol class=&quot;footnotes-list&quot;&gt;
&lt;li id=&quot;fn1&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«A curva aberta à direita é a letra C que no inglês tem o mesmo som de
&lt;em&gt;sea&lt;/em&gt;, “mar”, enquanto a curva aberta no topo é U, que no inglês soa como
&lt;em&gt;you&lt;/em&gt;, “você”.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/03-hieroglifos-vida-e-linguagem-necessariamente-simbolicas/#fnref1&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn2&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«&lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-777/&quot;&gt;&lt;em&gt;Liber 777&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, descrito pelo
autor como “Um completo dicionário de correspondências de todos os elementos
mágicos, reimpresso com várias inserções, fazendo-o o único livro de
referência, de fácil compreensão, da área já publicado”. Crowley recomendava
que seus estudantes memorizassem as principais colunas destas tabelas de
correspondências, assim como fez enquanto avançava pelos graus da Ordem
Hermética da Aurora Dourada.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/03-hieroglifos-vida-e-linguagem-necessariamente-simbolicas/#fnref2&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/section&gt;
</content>
  </entry>
  <entry>
    <title>A Necessidade da Magia para Todos</title>
    <link href="https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/02-a-necessidade-da-magia-para-todos/" />
    <updated>2026-02-21T00:00:00Z</updated>
    <id>https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/02-a-necessidade-da-magia-para-todos/</id>
    <content type="html">&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h1 id=&quot;capitulo-ii:a-necessidade-da-magia-para-todos&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;Capítulo II:&lt;br&gt;A Necessidade da Magia para Todos &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/02-a-necessidade-da-magia-para-todos/#capitulo-ii:a-necessidade-da-magia-para-todos&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Cara Soror,&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Faz o que tu queres será o todo da Lei.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Fico muito feliz em saber que você ficou tão satisfeita com minha explicação sobre o que é Magia e em que se baseiam suas teorias. É bom também saber o quanto você se interessou pelo vislumbre que teve de algumas de suas práticas no mundo; mais ainda, que você tenha compreendido que essa informação aparentemente obscura e irrelevante tem uma relação direta com sua vida pessoal de hoje. Ainda assim, não me surpreende que você tenha acrescentado: “Mas por que &lt;em&gt;eu&lt;/em&gt; deveria me dedicar ao estudo e investir meu tempo e energia para adquirir proficiência na Ciência e na Arte da Magia?”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ah, bem, talvez você não tenha compreendido minhas observações em uma de nossas primeiras conversas tão perfeitamente quanto acha! Pois o ponto crucial da minha explicação era que a Magia não é algo alheio ao fluxo principal da sua vida, como a música, a jardinagem ou colecionar jade poderiam ser. Não, cada ato da sua vida é um ato mágico; sempre que, por ignorância, descuido, desajeitamento ou qualquer outro motivo, você não alcança sucesso artístico perfeito, inevitavelmente experimenta fracasso, desconforto e frustração. Felizmente para todos nós, a maioria dos atos essenciais à continuidade da vida são involuntários; o “inconsciente” se acostumou tanto a cumprir sua “Verdadeira Vontade” que não há necessidade de interferência; quando essa necessidade surge, chamamos isso de doença e buscamos restaurar a máquina ao cumprimento livre e espontâneo de sua função.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mas isso é apenas parte da história. Como as coisas são, todos nós nos aventuramos em um Universo de possibilidades imensuráveis, incalculáveis, de situações jamais contempladas pela tendência da Evolução. O ser humano é um monstro marinho; quando ele decidiu que seria melhor viver em terra firme, teve que desenvolver pulmões em vez de brânquias. Quando queremos viajar sobre a neve fofa, temos que inventar o esqui; quando desejamos trocar pensamentos, precisamos organizar um código convencional de sons, de nós em cordas, de caracteres esculpidos ou escritos – em suma – embarcar no oceano infinito de hieróglifos ou símbolos de um tipo ou de outro. (Em breve terei que explicar a suprema importância de tais sistemas; na verdade, o próprio Universo não é, e nem poderia ser, nada além de uma organização de caracteres simbólicos!)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então cá estamos, presos numa teia de circunstâncias; se quisermos fazer algo além de ter uma vida vegetativa automática, devemos dedicarmo-nos conscientemente à Magia, “a Ciência e a Arte” (permita-me lembrá-la!) “de fazer com que Mudanças ocorram em conformidade com a Vontade”. Observe que a menor negligência ou erro significa que acontecem coisas que não se conformam a ela; quando isso ocorre, apesar dos nossos esforços, ficamos (temporariamente) perplexos; quando é a nossa própria ignorância do que deveríamos querer, ou a falta de habilidade em adaptar os nossos meios ao fim correto, então criamos um conflito na nossa própria Natureza: o nosso ato é suicida. Essa luta interior está na base de quase todas as neuroses, como Freud “descobriu” recentemente – como se isso não tivesse sido ensinado, e ensinado sem os inúmeros erros dele, pelos grandes mestres do passado! A doutrina taoísta, em particular, é a mais precisa e enfática neste ponto; aliás, pode parecer a alguns de nós que exagera; pois nada é permitido nesse esquema além do ajuste e da adaptação às circunstâncias sem atritos. “Benevolência e retidão” são, na verdade, depreciadas! Que tais ideias sequer tenham existido (diz Lǎozǐ) é mera evidência da desordem universal. Os sectários taoístas parecem assumir que a Perfeição consiste na ausência de qualquer perturbação do Fluxo da Nesciência; e isso é muito semelhante à ideia budista de Nibbāna.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nós, que aceitamos a Lei de Thelema, mesmo que concordemos com essa doutrina na teoria, não podemos admitir que, na prática, o plano funcionaria; nosso objetivo é que o nosso Nada, idealmente perfeito em si mesmo, desfrute de si mesmo através da realização de todas as possibilidades. Todos esses fenômenos ou “eventos-ponto” são igualmente “ilusão”; o Nada é sempre Nada; mas a projeção do Nada nessa tela do fenomênico não apenas explica, como também constitui o Universo. É o único sistema que reconcilia todas as contradições inerentes ao Pensamento e à Experiência; pois nele a “Realidade” &lt;em&gt;é&lt;/em&gt; “Ilusão”, o “Livre-arbítrio” &lt;em&gt;é&lt;/em&gt; “Destino”, o “Self” &lt;em&gt;é&lt;/em&gt; o “Não-Self”; e assim por diante para cada enigma da Filosofia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Uma boa analogia é um pedaço de barbante infinito. Como em uma correia de transmissão, você não consegue dar um nó nele; todas as complexidades que você consegue imaginar são nós-de-tolo, que se desfazem ao menor toque. Sempre ou Zero ou Dois! Mas cada novo rearranjo lança mais luz sobre os possíveis emaranhados, ou seja, sobre a própria Natureza do Barbante. Ele é sempre “Nada” quando você o puxa; mas se torna “Tudo” à medida que você brinca com ele&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/02-a-necessidade-da-magia-para-todos/#fn1&quot; id=&quot;fnref1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, já que não há limite para as combinações que você pode formar a partir dele, exceto em sua imaginação (à qual a coisa toda pertence!) e que cresce enormemente com a Experiência. Portanto, vale muito a pena se realizar de todas as maneiras imagináveis.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então (você dirá) é impossível “fazer algo errado”, já que todos os fenômenos são igualmente “Ilusão” e a resposta é sempre “Nada”. Na teoria, dificilmente se pode negar essa proposição; mas na prática – como posso dizer?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“O estado de Ilusão que, por conveniência, chamo de minha consciência atual é tal que o curso de ação A é mais natural para mim do que o curso de ação B”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ou: A é um atalho para o Nada; A tem menos probabilidade de gerar conflito interno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso serve?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ofereça a um cachorro um osso suculento e um maço de feno; ele &lt;em&gt;naturalmente&lt;/em&gt; escolherá o osso, enquanto um cavalo escolherá o feno. Então, enquanto você se imagina uma Bela Dama em busca da Sabedoria Oculta, você vem até mim; se você pensasse que fosse um Menestrel Negro&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/02-a-necessidade-da-magia-para-todos/#fn2&quot; id=&quot;fnref2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, você tocaria banjo e cantaria canções calculadas para atrair a moeda corrente do Reino de um Público exigente! As duas ações são, em última análise, idênticas - veja &lt;em&gt;AL&lt;/em&gt; I, 22&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/02-a-necessidade-da-magia-para-todos/#fn3&quot; id=&quot;fnref3&quot;&gt;3&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; – e sua percepção desse fato faria de você uma Iniciada de posição muito elevada; mas no mundo cotidiano, você é “na verdade” a Bela Dama, e deixa o menestrel envelhecer e definhar, contratando um menino órfão para carregar seu banjo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora, o que me incomoda é o seguinte: expliquei ou não essa questão da “Magia”? – “Por que eu (que acabei de ouvir falar dela, pelo menos como um assunto sério de estudo) deveria adquirir conhecimento de seus princípios e dos poderes conferidos por seu domínio?” Devo suborná-la com promessas de saúde, riqueza, poder sobre os outros, conhecimento, habilidade taumatúrgica, sucesso em todas as ambições mundanas – como eu poderia honestamente fazer? Espero que não haja tal necessidade – e, no entanto, devo confessar? – foi apenas porque todas as “coisas boas da vida” me pareceram repentinamente inúteis, que dei os primeiros passos em direção à conquista daquela Sabedoria que, enquanto desfruto plenamente do “Banquete da Vida”, me garante contra a saciedade, o veneno ou a interrupção, pelo conhecimento de que tudo é um Sonho, e me dá o Poder de transformar esse sonho à vontade em qualquer forma que agrade à minha Inclinação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Deixe-me resumir, de forma bem sucinta: como de costume, meu entusiasmo me levou a adornar meu sábio discurso com imagens poéticas!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por que você deveria estudar e praticar Magia? Porque você não consegue evitar, e é melhor fazer isso bem do que mal. Querendo ou não, você está em campo; por que continuar errando seus passes longos, cortando seus cruzamentos, desperdiçando suas cobranças, puxando suas bolas em profundidade, chutando por cima do gol e não acertando seu toque final – são 6 a 0 contra você, e não é permitido abandonar o jogo. Falta muito para o apito final, e o céu ameaça tempestade antes da noite que se aproxima&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/02-a-necessidade-da-magia-para-todos/#fn4&quot; id=&quot;fnref4&quot;&gt;4&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Amor é a lei, amor sob vontade.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fraternalmente,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;666&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;hr class=&quot;footnotes-sep&quot;&gt;
&lt;section class=&quot;footnotes&quot;&gt;
&lt;ol class=&quot;footnotes-list&quot;&gt;
&lt;li id=&quot;fn1&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;N ± N = Dois ou Nada; um é o processo Mágico, o outro o Místico. Você ouvirá muito sobre isso um dia! &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/02-a-necessidade-da-magia-para-todos/#fnref1&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn2&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«De acordo com o dicionário Merriam-Webster, “Os espetáculos de menestréis, que geralmente se apresentavam com o rosto pintado de preto «blackface», exibiam representações exageradas e imprecisas de pessoas negras em canções, danças e diálogos cômicos. A popularidade dos shows de menestréis em seu auge desempenhou um papel significativo na promoção de estereótipos raciais negativos. Os shows profissionais de menestréis caíram em desuso e praticamente desapareceram em meados do século XX.”» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/02-a-necessidade-da-magia-para-todos/#fnref2&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn3&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«“Agora, portanto, vos sou conhecida por meu nome Nuit, e por ele por um nome secreto que lhe darei quando ele por fim me conhecer. Já que sou o Espaço Infinito, e as Infinitas Estrelas dele, fazei assim também. Nada amarreis! Que não haja diferença feita entre vós entre qualquer uma coisa &amp;amp; qualquer outra coisa; pois disso vem dor.”» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/02-a-necessidade-da-magia-para-todos/#fnref3&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn4&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«A metáfora original é com o jogo de golfe, mas como é um esporte pouco conhecido no Brasil, e como a maioria dos jargões não têm tradução, adaptamos para o futebol.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/magia-sem-lagrimas/02-a-necessidade-da-magia-para-todos/#fnref4&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/section&gt;
</content>
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  <entry>
    <title>O Nobre Caminho Óctuplo</title>
    <link href="https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/" />
    <updated>2026-01-02T21:02:00Z</updated>
    <id>https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/</id>
    <content type="html">&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h1 id=&quot;o-nobre-caminho-octuplo&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;O Nobre Caminho Óctuplo &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#o-nobre-caminho-octuplo&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Em vez de produzir uma dissolução do Ātman individual no Ātman universal, o método do Buda produziu uma submersão do Karma no oceano ilimitado do Nibbāna.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Capítulo I do Livro II de “As Perguntas do Rei Milinda”, Nāgasena estabelece que aquele que escapa do renascimento o faz através da Sabedoria (Paññā) e do Raciocínio (Yoniśomanasikāra) e por outras “boas Qualidades”. A Razão apreende o objeto e a Sabedoria o corta, enquanto as boas qualidades parecem ser a ação unida dessas duas, assim obtemos Boa Conduta (Śīlam), Fé (Saddhā), Perseverança (Vīriyam), Atenção Plena (Sati) e Meditação (Samādhi), todas as quais, em vez de serem estados separados, são apenas qualidades de um estado único de Meditação em vários estágios naquele estado de Samādhi que Nāgasena chama de “o líder” … “Todas as boas qualidades têm a meditação como sua principal, então inclinam-se para ela, conduzindo em direção a ela, são como várias encostas subindo a montanha da meditação”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fn1&quot; id=&quot;fnref1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Assim como Yama, Niyama, Āsana, Prāṇāyāma, Pratyāhāra, Dhāraṇā e Dhyāna são de Samādhi. Além disso, Nāgasena diz: “Cultivem em si mesmos, ó Bhikṣus, o hábito da meditação. Aquele que se estabelece nela conhece as coisas como elas realmente são”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fn2&quot; id=&quot;fnref2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sob a Fé, classificam-se a Tranquilização (Sampasādana) e a Aspiração (Sampakkhandana). Sob Perseverança, a prestação de Suporte – tensão (Paggāha). Sob Atenção Plena, Repetição (Apilāpana) e “ater-se” (Upagaṇhanā). Sob Boa Conduta, todo o Caminho Real do Aspirante a Arhat – Os cinco Poderes Mortais (Indriyabala); As sete Condições do Estado de Arhat (Bogghangā); O Caminho, prontidão de memória, (Satipaṭṭhānā); Os quatro tipos de Esforço Correto (Sammappadhāna); Os quatro Estágios de Êxtase (Ghāṇa); As oito formas de Emancipação espiritual (Mokṣa); Os quatro modos de Auto concentração (Samādhi)&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fn3&quot; id=&quot;fnref3&quot;&gt;3&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;; Os oito estados de Contemplação Intensa (Samāpatti).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seria perda de tempo comparar os estados acima com os estados do Yoga hindu, ou enumerar outras semelhanças que existem aos montes, mas há um ponto que não devemos ignorar: O Nobre Caminho Óctuplo, que contém a própria essência dos ensinamentos de Gauṭama, como ele disse:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Há um Caminho do Meio, ó Monges, que evita os Dois Extremos e é alcançado pelo Tathāgata: um Caminho que conduz à Visão Interior e dá Entendimento, que leva à Paz da Mente, à Sabedoria Superior, ao Grande Despertar, ao Nibbāna!”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fn4&quot; id=&quot;fnref4&quot;&gt;4&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Vamos examinar agora estas oito verdades&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fn5&quot; id=&quot;fnref5&quot;&gt;5&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. A primeira é:&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h2 id=&quot;i.-compreensao-corretaou-visoes-corretas.&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;I. Compreensão Correta&lt;br&gt;ou Visões Corretas. &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#i.-compreensao-corretaou-visoes-corretas.&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;A Compreensão Correta é o primeiro passo prático na concretização das Quatro Nobres Verdades, isto é, na compreensão das Três Características – os três princípios fundamentais do Budismo. Além de representar Malkuth, as quatro Nobres Verdades (vistas de forma elementar) representam as quatro Sephiroth inferiores – Malkuth, Yesod, Hod e Netzach. O estado das Visões Corretas traz consigo uma transcendência sobre todas as visões errôneas, isto é, todas as visões grosseiras e inábeis, todos os dogmas, afirmações, todas as dúvidas, que são tão inférteis quanto os elementos quando não combinados, aplicando-lhes o que chamamos em outro lugar de Serpente Pirrônica da Seleção.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A consecução das Visões Corretas é alcançada em três etapas sucessivas. (1) O Aspirante contempla os males da vida; (2) ele medita sobre os mesmos; (3) por meio de uma força de vontade vigorosa, ele começa a despojar a mente da Causa do Sofrimento, ou seja, a Mudança.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante esta fase, uma série de humilhações deve ser enfrentada, e não apenas o Nephesch deve ser conquistado, mas também os estados inferiores do Ruach, até que a iluminação da Segunda Nobre Verdade do Caminho Óctuplo destrua o degrau das Visões Corretas sobre o qual o Aspirante se encontra, assim como o fogo de Deus consumiu a Pirâmide Elemental – a Torre do Tarô.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tendo alcançado a maestria da Compreensão Correta, o aspirante começa a ver as coisas não como elas são, mas em suas proporções corretas. Suas visões se equilibram, ele entra em Tiphareth, o Plexo Solar. “Ele vê fatos nus por trás das vestes de hipóteses com as quais as pessoas os vestiram e pelas quais se tornaram obscurecidos; e ele percebe que, por trás das opiniões mutáveis e conflitantes das pessoas, existem princípios permanentes que constituem a Realidade eterna na Ordem Cósmica”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fn6&quot; id=&quot;fnref6&quot;&gt;6&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em Tiphareth, o aspirante atinge nada menos que aquele estado de conversação com seu Sagrado Anjo Guardião, seu Yechidah, “O princípio permanente por trás das opiniões conflitantes”. Uma vez alcançada a Compreensão Correta, ele descobre um Mestre que nunca o abandonará até que se torne um com ele.&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h2 id=&quot;ii.-resolucoes-corretasou-aspiracoes-corretas.&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;II. Resoluções Corretas&lt;br&gt;ou Aspirações Corretas. &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#ii.-resolucoes-corretasou-aspiracoes-corretas.&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Tendo percebido a natureza mutável de todas as coisas, até mesmo das mentes das pessoas, e tendo adquirido aquela visão glorificada pela qual ele pode distinguir entre o permanente e o impermanente, ele aspira à obtenção de um conhecimento perfeito daquilo que está além da mudança e do sofrimento, e resolve que ele irá, por esforço extenuante&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fn7&quot; id=&quot;fnref7&quot;&gt;7&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, alcançar a paz além; onde seu coração pode encontrar descanso, sua mente se tornar firme, imperturbável e serena”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fn8&quot; id=&quot;fnref8&quot;&gt;8&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Nesse estágio, o Bodhisattva do Trabalho começa a girar dentro do coração do aspirante e a quebrar a harmonia dos elementos apenas para sintonizar suas aspirações por um tempo a uma discórdia mais nobre que toda harmonia, e eventualmente àquela Paz que ultrapassa o Entendimento.&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h2 id=&quot;iii.-fala-correta.&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;III. Fala Correta. &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#iii.-fala-correta.&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;A Fala Correta é um aprofundamento das Aspirações Corretas. Consiste em uma disciplina na qual o homem não apenas conversa com seu Sagrado Anjo Guardião, mas também, externa e internamente, vive de acordo com a sagrada conversação Dele, transformando toda a sua vida em um estupendo exercício mágico para entrar naquele Silêncio que está além de todo pensamento.&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h2 id=&quot;iv.-atos-corretosou-conduta-correta.&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;IV. Atos Corretos&lt;br&gt;ou Conduta Correta. &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#iv.-atos-corretosou-conduta-correta.&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Tendo se tornado obediente ao seu Sagrado Anjo Guardião (o Guru Espiritual do aspirante) ou à Lei Universal, como os budistas preferem chamá-la, a pessoa naturalmente entra no estado de Conduta Correta, que traz consigo poderes sobrenaturais ou mágicos. Agora o self é posto de lado, tanto da ação quanto da fala, e o aspirante esforçado progride apenas por meio de uma coragem e resistência estupendas. Os budistas canônicos, no entanto, negam veementemente o valor desses poderes mágicos, Iddhis ou Siddhis, e atribuem a purificação do aspirante esforçado, a consecução do estado de “ações imaculadas”, ao grande amor no qual ele deve agora consagrar todas as coisas. Em detalhes, as diferenças entre o Budismo e o Yoga são verbais; em essência, a pessoa, neste estágio, torna-se a amante do Mundo, e o amor é a varinha do Magista, aquela varinha que conquista e subjuga, vivifica, frutifica e reabastece os mundos, e como o Caduceu de Hermes, é formada por duas cobras entrelaçadas.&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h2 id=&quot;v.-meio-de-vida-correto.&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;V. Meio de Vida Correto. &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#v.-meio-de-vida-correto.&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Até este estágio, a pessoa era apenas um discípulo de seu Sagrado Anjo Guardião, mas agora ela cresce para ser seu igual, e se torna na carne um Adepto calçado em chamas, cujos pés brancos não são manchados pela poeira e pela lama da terra. Ela ganhou controle perfeito sobre seu corpo e sua mente; e não apenas sua fala e ações são corretas, mas sua própria vida é correta; de fato, suas ações se tornaram um Templo onde ela pode, à vontade, retirar-se para orar. Ela se tornou uma sacerdotisa para si mesma, sua própria Guardiã, ela pode administrar a si mesma o santo sacramento de Deus em Verdade e em Retidão, ela se tornou Isenta dos grilhões da Terra. Ela é a Pessoa Suprema, um passo a mais e ela entra no Santuário de Deus e se torna um com a Irmandade da Luz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Até este estágio, o progresso significou Trabalho, trabalho terrível e titânico, uma grande luta por união que se compara aproximadamente aos cinco métodos de Yoga.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A partir deste quinto estágio, o trabalho dá lugar ao conhecimento. Cabalisticamente, o aspirante entra em Daäth.&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h2 id=&quot;vi.-esforco-correto.&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;VI. Esforço Correto. &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#vi.-esforco-correto.&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Agora a pessoa é Mestre da Virtude e do Vício e não mais seu escravo, servo, inimigo ou amigo. A LVX desceu sobre ela, e assim como o orvalho da lua dentro do Cakra Sahasrāra, caindo sobre o Ājñā-lótus de duas pétalas, faz com que as folhas se abram, agora esta luz celestial a eleva para além do mundo, como asas erguem um pássaro dos campos da terra, envolvendo-a, estendendo-se para sua mão direita e para sua esquerda como as asas do Globo Solar que excluem da esfera de rubi as serpentes gêmeas que se entrelaçam sob ela&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fn9&quot; id=&quot;fnref9&quot;&gt;9&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“… Tendo se purificado, ele compreende a vida perfeita; sendo um praticante da Santidade, ele é um conhecedor da Santidade; tendo praticado a Verdade, ele se tornou realizado no conhecimento da Verdade. Ele percebe o funcionamento da Lei interna das coisas e é amoroso, sábio e iluminado. E sendo amoroso, sábio e iluminado, ele faz tudo com um propósito sábio, com pleno conhecimento do que está fazendo e do que realizará. Ele não desperdiça nenhum dracma de energia, mas realiza tudo com calma e clareza de propósito e com inteligência penetrante. Este é o estágio de Poder Magistral, no qual o esforço é libertado da contenda e do erro, e a perfeita tranquilidade mental é mantida sob todas as circunstâncias. Aquele que o alcançou realiza tudo aquilo em que se dedica”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fn10&quot; id=&quot;fnref10&quot;&gt;10&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h2 id=&quot;vii.-pensamento-correto.&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;VII. Pensamento Correto. &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#vii.-pensamento-correto.&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Ele está tão cheio de Entendimento agora que se torna, por assim dizer, a própria mente do universo, nada permanece incompreendido; ele fica cara a cara com seu objetivo, ele vê a SI MESMO como alguém que olha em um espelho.&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h2 id=&quot;viii.-meditacao-corretaou-o-estado-correto-de-uma-mente-pacifica.&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;VIII. Meditação Correta,&lt;br&gt;ou o Estado Correto de uma Mente Pacífica. &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#viii.-meditacao-corretaou-o-estado-correto-de-uma-mente-pacifica.&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;O vidro desaparece e com ele o reflexo, a ilusão de Māra ou de Māyā. Ele é a Realidade! Ele é a Verdade! Ele é o Ātman! Ele é Deus. Então a Realidade desaparece. A Verdade desaparece. O Ātman desaparece. Deus desaparece. Ele próprio desaparece. Ele é passado; ele é presente; ele é futuro. Ele está aqui, ele está lá. Ele é tudo. Ele não está em lugar nenhum. Ele não é nada. Ele é abençoado, ele alcançou a Grande Libertação. Ele É; ele NÃO É. Ele é um com o Nibbāna&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fn11&quot; id=&quot;fnref11&quot;&gt;11&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&quot;footnotes-sep&quot;&gt;
&lt;section class=&quot;footnotes&quot;&gt;
&lt;ol class=&quot;footnotes-list&quot;&gt;
&lt;li id=&quot;fn1&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;“As Perguntas do Rei Milinda”, ii, 1, 7, 9, 13. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fnref1&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn2&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ibid&lt;/em&gt;., 13. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fnref2&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn3&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Note-se que este é o terceiro sentido em que esta palavra trabalhadora é empregada. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fnref3&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn4&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;O Sūtra da Fundação do Reino da Verdade. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fnref4&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn5&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;[Respeitamos a seguinte nobre tentativa de reescrever o Budismo na Cifra Universal, sem ignorar que os budistas flatulentos de hoje eructarão seus protestos cacodílicos. Um relato budista ortodoxo pode ser encontrado em “A Espada da Canção”, de A. Crowley, no artigo “Ciência e Budismo”. — Ed.] &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fnref5&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn6&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;“The Noble Eightfold Path” por James Allen, em “Buddhism”, vol. i, nº 2, p. 213. Um ensaio muito esclarecedor sobre este assunto difícil. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fnref6&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn7&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;O mesmo que o “inflamado em oração” de Abramelin. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fnref7&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn8&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ibid&lt;/em&gt;., p. 213. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fnref8&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn9&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;As duas serpentes e a haste central do Caduceu são representadas no Yoga por Iḍā, Piṅgala e Suṣumṇā. As asas fechadas, se referem ao lótus Ājñā; abertas e exibindo o disco solar, ao Cakra Sahasrāra. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fnref9&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn10&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ibid&lt;/em&gt;., p. 216. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fnref10&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn11&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Outra maneira, talvez mais abrangente, de atribuir o Nobre Caminho Óctuplo à Árvore da Vida é a seguinte: O primeiro e o segundo estágios, Compreensão Correta e Resolução Correta, podem, por sua natureza purificadora, ser adequadamente comparados a Yama e Niyama, e também às naturezas Terrena e Lunar de Malkuth e Yesod. O terceiro e o quarto, Fala Correta e Ação Correta, em seu anseio e empenho, são por natureza tão desequilibrados quanto Hod e Netzach, representados por Fogo e Água e por Mercúrio e Vênus, respectivamente. Em seguida, vem o quinto estágio, o Equilíbrio do Modo de Vida Correto; este também é um estágio de isenção do movimento mundano, e um estágio que traz tudo abaixo dele a uma finalidade e que pode ser comparado a Tiphereth em seu Aspecto Solar ou ao Cakra Maṇipūra. O sexto e o sétimo estágios, Esforço Correto e Pensamento Correto, são estágios de “poder definitivamente direcionado”, intimamente relacionados a Geburah e Chesed, Marte e Júpiter. E então, finalmente, vem o oitavo estágio, a Meditação Correta, novamente um resumo dos três estágios abaixo dele, que podem ser comparados aos Três Supernos ou ao Cakra Sahasrāra. [Compare com o ensaio “Ciência e Budismo” em “A Espada da Canção”, de A. Crowley, e os escritos de Ananda Metteya. Aqui estão, então, três homens que trabalharam individualmente e coletivamente, mas que, no entanto, aparentemente sustentam visões irreconciliáveis sobre o que é o Budismo. Que melhor prova é necessária para o fato de que todo estudo intelectual culmina no caos mental?] &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-nobre-caminho-octuplo/#fnref11&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/section&gt;
</content>
  </entry>
  <entry>
    <title>Registros de 1901</title>
    <link href="https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/" />
    <updated>2025-09-27T14:23:00Z</updated>
    <id>https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/</id>
    <content type="html">&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h1 id=&quot;registros-de-1901&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;«Registros de 1901» &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#registros-de-1901&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Agora que terminamos nosso longo relato da Filosofia Vedānta e das teorias de Yoga que evoluíram diretamente dela, deixaremos a teoria de lado e passaremos aos fatos práticos, e veremos como Frater P. aplicou o conhecimento previamente exposto, provando aquilo em que, até então, ele só podia acreditar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que segue é uma tabela condensada de suas práticas de meditação registradas entre janeiro e abril de 1901.&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; class=&quot;bordered-table headered-table small-text-table overflow-x-auto&quot;&gt;
&lt;table&gt;
&lt;thead&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;th&gt;Objeto Meditado.&lt;/th&gt;
&lt;th&gt;Tempo.&lt;/th&gt;
&lt;th&gt;Observações.&lt;/th&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/thead&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Globo Alado&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn1&quot; id=&quot;fnref1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;4 min.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;A meditação inteira foi ruim.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Tejas-Ākāśa&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn2&quot; id=&quot;fnref2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;3 min.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Não houve dificuldade em tornar o objeto claro; mas a mente divagava.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Āpas-Vāyu&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn3&quot; id=&quot;fnref3&quot;&gt;3&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;?&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Resultado não muito bom.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Globo Alado e Espada Flamejante&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn4&quot; id=&quot;fnref4&quot;&gt;4&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;?&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;A meditação sobre ambos foi apenas razoável.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Pêndulo&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn5&quot; id=&quot;fnref5&quot;&gt;5&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; (N)&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn6&quot; id=&quot;fnref6&quot;&gt;6&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;?&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Bom em relação ao plano mantido pelo pêndulo; mas os pensamentos divagavam.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Globo Alado.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;?&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;O resultado foi muito bom.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Tejas-Vāyu (N).&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;?&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Razoável.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Ankh&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn7&quot; id=&quot;fnref7&quot;&gt;7&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; (verde).&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;?&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Nada mal.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Pentagrama (N).&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;?&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Muito bom.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;A L.I.L.&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn8&quot; id=&quot;fnref8&quot;&gt;8&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; (N).&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;?&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Queimando até a extinção. Muito bom, mas o nível do óleo desceu muito irregularmente&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn9&quot; id=&quot;fnref9&quot;&gt;9&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Cruz.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;?&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Resultado razoável.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Cruz.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;10m. 15s.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Três quebras.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Ísis&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn10&quot; id=&quot;fnref10&quot;&gt;10&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; (N).&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;18m. 30s.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Cinco quebras. Uma prática muito difícil, pois Ísis se comportava como um objeto vivo&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn11&quot; id=&quot;fnref11&quot;&gt;11&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Globo Alado.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;29m.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Sete quebras. O resultado teria sido muito melhor se não fosse por um epiceno eunuco com uma suposta flauta. Minha mente girava em torno de vários métodos para matá-lo.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Tejas-Ākāśa.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;18m.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Sete quebras.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;R.R. et A.C.&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn12&quot; id=&quot;fnref12&quot;&gt;12&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;19m.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Sete quebras.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Pêndulo.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;?&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Após 3m. perdi o controle e desisti.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Globo Alado (N).&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;10m.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Dez quebras&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn13&quot; id=&quot;fnref13&quot;&gt;13&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Ovo preto e raio branco entre pilares&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn14&quot; id=&quot;fnref14&quot;&gt;14&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; (N).&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;10m.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Cinco quebras.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Símbolo da Aurora Dourada&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn15&quot; id=&quot;fnref15&quot;&gt;15&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; (N).&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;?&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Muito ruim. Frio intenso, poeira, tremores etc., impediam a concentração&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn16&quot; id=&quot;fnref16&quot;&gt;16&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;Símbolo da Aurora Dourada (N).&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;10m.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Quatro quebras.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td&gt;R.R. et A.C.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;23m.&lt;/td&gt;
&lt;td&gt;Nove quebras.&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;p&gt;&lt;picture&gt;&lt;source type=&quot;image/webp&quot; srcset=&quot;https://www.thelema.com.br/img/5-_RP0IDkh-240.webp 240w, https://www.thelema.com.br/img/5-_RP0IDkh-360.webp 360w, https://www.thelema.com.br/img/5-_RP0IDkh-800.webp 800w&quot; sizes=&quot;auto&quot;&gt;&lt;source type=&quot;image/png&quot; srcset=&quot;https://www.thelema.com.br/img/5-_RP0IDkh-240.png 240w, https://www.thelema.com.br/img/5-_RP0IDkh-360.png 360w, https://www.thelema.com.br/img/5-_RP0IDkh-800.png 800w&quot; sizes=&quot;auto&quot;&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://www.thelema.com.br/img/5-_RP0IDkh-240.jpeg&quot; alt=&quot;Tabela mostrando a forma geométrica dos 25 tatvas&quot; width=&quot;800&quot; height=&quot;1068&quot; srcset=&quot;https://www.thelema.com.br/img/5-_RP0IDkh-240.jpeg 240w, https://www.thelema.com.br/img/5-_RP0IDkh-360.jpeg 360w, https://www.thelema.com.br/img/5-_RP0IDkh-800.jpeg 800w&quot; sizes=&quot;auto&quot;&gt;&lt;/picture&gt;
&lt;br&gt;Diagrama 84.
&lt;br&gt;Os Cinco Tatvas, com suas vinte e cinco subdivisões.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Sobre esta entrada em particular, P. escreveu: “Acho que as quebras são mais longas em si do que antigamente; pois me pego concentrando-me nelas e esquecendo completamente a principal. Mas não tenho como dizer quanto tempo demora até que o erro seja descoberto”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Algumas meditações muito mais elaboradas e difíceis foram experimentadas por P. nessa época; elas são de natureza muito semelhante às de &lt;a href=&quot;https://amzn.to/42faBx2&quot;&gt;Santo Loyola&lt;/a&gt;. Damos o relato em suas próprias palavras:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Tentei imaginar o som de uma cachoeira. Era muito difícil de conseguir; e faz os ouvidos cantarem por muito tempo depois. Porém, mesmo que eu realmente tenha conseguido, não era forte o suficiente para abafar os sons físicos externos. Também tentei imaginar o ‘puff-puff’ de um motor. O resultado foi melhor do que o anterior, mas fez a pele da minha cabeça começar a vibrar. Em seguida, tentei imaginar o sabor do chocolate; o que se mostrou extremamente difícil; e depois disso, o tique-taque de um relógio. Isso se mostrou mais fácil, e o resultado foi muito bom; mas havia uma tendência a desacelerar com o ouvido direito, o que, no entanto, era fácil de testar aproximando um relógio do ouvido&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn17&quot; id=&quot;fnref17&quot;&gt;17&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante todo esse período de viagem difícil, o trabalho é fatigante, árduo e incerto. A regularidade é impossível, em termos de horas e até dias, e a mente, tão ocupada com outras coisas, parece se recusar a se recompor. Quase sempre eu estava cansado demais para fazer duas (quanto mais três) meditações; e o cansaço do dia seguinte era outro fator hostil. Espero que meu retorno aqui (à Cidade do México) opere milagres”.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Três dias depois deste registro, em certa quarta-feira à noite, encontramos um experimento mental extraordinário registrado no diário de P.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;D.A. deu a seguinte sugestão de prática de meditação para P.:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“1. Imagine que estou diante de você com meu traje de alpinismo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. Quando você tiver visualizado a figura, proíba-a de mover seus membros etc.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. Em seguida, permita que a figura mude, &lt;em&gt;como um todo&lt;/em&gt;, sua iluminação, posição e aparência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4. Observe atentamente e lembre-se de qualquer fenômeno relacionado a isso”.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;P. tentou tudo isso, tendo o seguinte resultado:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“A figura de D.A.: foi claramente vista apoiada em um machado de gelo, mas a princípio era um pouco difícil de fixar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A figura imediatamente se moveu 35° para a minha esquerda e ali permaneceu; então observei um Tiphereth escarlate acima da cabeça e o caminho azul de ג (gimel) subindo. Ao redor da cabeça havia uma luz azulada, e Tiphereth estava cercado por raios como os de um sol. Percebi então que a figura tinha o poder de se duplicar a várias distâncias; mas a figura principal estava bem estável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Acima e cobrindo a figura, erguia-se um demônio com a forma de alguma fera antediluviana. Não sei dizer por quanto tempo observei mentalmente a figura, mas depois de um tempo ela se tornou obscura e difícil de ver, e para evitar que desaparecesse, foi preciso querer que ela permanecesse. Depois de mais algum tempo, o Plesiossauro (?) acima da figura tornou-se uma vasta forma sombria, incluindo a própria figura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tendo terminado o experimento, D.A. fez a seguinte pergunta a P. ‘Como você julga a distância das réplicas secundárias de mim?’&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;P. respondeu: ‘Apenas pelo tamanho’.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os comentários de D.A. sobre o exposto foram como segue:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1. Que o teste falhou parcialmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. Que ele esperava que sua figura se movesse com mais frequência&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn18&quot; id=&quot;fnref18&quot;&gt;18&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. A vasta forma sombria era muito satisfatória e promissora&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn19&quot; id=&quot;fnref19&quot;&gt;19&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No dia seguinte, P. registra primeiro: Meditação sobre o Globo Alado para se recompor. Ele então imaginou D.A. sentado à frente, com os braços em volta dos joelhos e as mãos entrelaçadas. Ao redor da figura, havia uma aura de superfícies ondulantes, seguida de um movimento de focalização que aproximou bastante as superfícies. ‘A figura então começou a crescer rapidamente em todas as dimensões até atingir uma forma vasta e, à medida que crescia, deixava para trás pequenos homens velhos definhados e murchos, sentados em posições semelhantes, mas com feições alteradas, tanto que eu diria que se devia a outras razões além do definhamento’”.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;p&gt;&lt;picture&gt;&lt;source type=&quot;image/webp&quot; srcset=&quot;https://www.thelema.com.br/img/l3O1iCfTmd-240.webp 240w, https://www.thelema.com.br/img/l3O1iCfTmd-360.webp 360w, https://www.thelema.com.br/img/l3O1iCfTmd-478.webp 478w&quot; sizes=&quot;auto&quot;&gt;&lt;source type=&quot;image/png&quot; srcset=&quot;https://www.thelema.com.br/img/l3O1iCfTmd-240.png 240w, https://www.thelema.com.br/img/l3O1iCfTmd-360.png 360w, https://www.thelema.com.br/img/l3O1iCfTmd-478.png 478w&quot; sizes=&quot;auto&quot;&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://www.thelema.com.br/img/l3O1iCfTmd-240.jpeg&quot; alt=&quot;Três setas curvadas em círculos apontando para o sentido horário, dispostas em triângulo, com vários circulos menores no centro.&quot; width=&quot;478&quot; height=&quot;464&quot; srcset=&quot;https://www.thelema.com.br/img/l3O1iCfTmd-240.jpeg 240w, https://www.thelema.com.br/img/l3O1iCfTmd-360.jpeg 360w, https://www.thelema.com.br/img/l3O1iCfTmd-478.jpeg 478w&quot; sizes=&quot;auto&quot;&gt;&lt;/picture&gt;
&lt;br&gt;Diagrama 85.
&lt;br&gt;Aura de Superfícies Ondulantes.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;D.A. considerou esta meditação muito satisfatória, mas que, mesmo assim, P. deveria tentar novamente no dia seguinte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isso, porém, não foi possível; já que no dia seguinte, sexta-feira, ele estava sofrendo de severa dor de cabeça e neuralgia; então, para se recompor, ele meditou sobre uma cruz por uma hora e quinze minutos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A próxima meditação com objeto vivo que ele tentou é descrita no diário da seguinte forma:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Meditar sobre a imagem de D.A. sentado com as mãos sobre os joelhos como um Deus&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn20&quot; id=&quot;fnref20&quot;&gt;20&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Espirais foram vistas subindo por ele até uma grande altura e depois descendo até se expandirem a um tamanho enorme. Fora isso, nenhuma outra mudança ocorreu.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Os comentários de D.A. sobre esses experimentos notáveis são os seguintes:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O segredo oculto é que a mudança de tamanho e distância não está de acordo com as leis ópticas. Ninguém consegue manter objetos vivos “completamente imóveis”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn21&quot; id=&quot;fnref21&quot;&gt;21&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Uma de duas coisas pode ocorrer:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(a) A figura permanece no mesmo lugar, mas muda de tamanho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(b) A figura permanece com o mesmo tamanho aparente, mas altera a distância.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Além disso, as teorias Yogī sobre este experimento eram:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(1) Que um objeto vivo é o reflexo do Real, sendo o objeto vivo puramente irreal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(2) Que a partir deste tipo de meditação pode ser descoberto o caráter da pessoa meditada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Exemplo: P. A. é piedoso?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;R. Se ele crescer, sim, ele é muito piedoso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;P. B. é um vilão?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;R. Se ele murchar, ele é um &lt;em&gt;pequeno&lt;/em&gt; vilão, não alguém a ser temido. Também de coisas ocultas comuns — por exemplo, mudanças de rosto, expressões etc. Existem também outras teorias sobre a desintegração do homem. Teorias sobre o perigo desse processo tanto para o meditador quanto para o meditado&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn22&quot; id=&quot;fnref22&quot;&gt;22&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A próxima prática era meditar sobre a imagem de D.A. de pé.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A figura permaneceu no mesmo lugar, mas se alterou bastante, como uma forma refletida em lentes de várias curvaturas. A tendência geral era aumentar ligeiramente, mas a ideia mais fixa era a de uma figura com cerca de 2,7 metros de altura, mas de largura normal. Em seguida, de altura normal e cerca do dobro da largura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O comentário de D.A. sobre esta meditação foi que o resultado não foi bom.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele tentou essa prática novamente no dia seguinte, resultando em muitas imagens sobrepostas de vários tamanhos e a distâncias variadas. Uma das figuras tinha bigodes como os chifres de um búfalo. A expressão das figuras tornou-se ousada e feroz, especialmente a um metro e vinte de distância, onde havia duas imagens muito reais, uma pequena e uma grande, respectivamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O comentário de D.A. sobre essa meditação foi que ela era muito clara e representava um sucesso completo”.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;No dia quinze de abril de 1901 encontramos P. escrevendo em seu diário:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Concordo em projetar meu «corpo» astral para Soror F.&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn23&quot; id=&quot;fnref23&quot;&gt;23&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; em Hong Kong todos os sábados à noite, às nove horas, que deve encontrá-la pronta às 16h06 de domingo, pelo horário de Hong Kong. Ela deve começar às 10h de domingo, pelo horário de Hong Kong, para chegar até mim às 12h02 de sábado”.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Essas viagens espirituais deveriam começar no dia 31 de maio; mas essa data parece ter sido antecipada, pois dois dias depois lemos o seguinte:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“22h00 Envolvido em um ovo de luz branca, viajei para Hong Kong. Esta cidade é branca e fica em uma colina rochosa, a parte baixa é estreita e suja. Encontrei F. em um quarto branco e verde-claro. Ela estava vestida com um tecido branco macio com lapelas de veludo. Conversamos um pouco. Lembro-me de tentar levantar um vaso &lt;em&gt;cloisonné&lt;/em&gt; da prateleira até uma mesa, mas não consigo me lembrar se consegui ou não. Disse ‘Avē̆ Soror’&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn24&quot; id=&quot;fnref24&quot;&gt;24&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; em voz alta (e acho que de forma audível) e permaneci por algum tempo&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn25&quot; id=&quot;fnref25&quot;&gt;25&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Esta projeção astral é uma operação de Chokmah; pois o Chiah deve vivificar a casca de Nephesch. Após retornar, P. registra que em sua jornada de volta viu “seu Espelho Mágico do Universo muito claramente em suas cores”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No final de abril, P. elaborou para si a seguinte tarefa diária:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“(1) Trabalhar as primeiras cinco das sete operações mentais&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn26&quot; id=&quot;fnref26&quot;&gt;26&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(2) A assunção de formas-Deus&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn27&quot; id=&quot;fnref27&quot;&gt;27&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(3) Meditar sobre símbolos simples com a ideia de descobrir seu significado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(4) Ascensão nos planos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(5) Visões Astrais&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn28&quot; id=&quot;fnref28&quot;&gt;28&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(6) Adonai ha Aretz&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn29&quot; id=&quot;fnref29&quot;&gt;29&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(7) Práticas de meditação sobre homens e coisas&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn30&quot; id=&quot;fnref30&quot;&gt;30&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(8) Evocações elementais&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn31&quot; id=&quot;fnref31&quot;&gt;31&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(9) Meditação para vivificar telesmata&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn32&quot; id=&quot;fnref32&quot;&gt;32&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(10) Projeções astrais&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn33&quot; id=&quot;fnref33&quot;&gt;33&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Trabalho Físico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(2) Desenhos cuidadosos dos Deuses em suas cores.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(6) Figura de Adonai ha Aretz em cores. [Ver ilustração.]&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(8) Conclusão das Torres-de-vigia e instrumentos&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn34&quot; id=&quot;fnref34&quot;&gt;34&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(9) A confecção de talismãs simples.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante cada dia, este programa de trabalho deveria ser dividido da seguinte forma:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(1) De manhã, a Operação ש de ש e a Assunção de uma Forma-Deus.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(2) Antes do Almoço. Uma prática de projeção Astral.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(3) Após o Almoço. Ascensão em um plano, ou Visão, ou Adonai ha Aretz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;(4) Ao entardecer. Uma cerimônia mágica do mesmo tipo, ou qualquer uma das anteriores, exceto projeção astral&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn35&quot; id=&quot;fnref35&quot;&gt;35&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;”.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;p&gt;&lt;picture&gt;&lt;source type=&quot;image/webp&quot; srcset=&quot;https://www.thelema.com.br/img/6VRvBpY1_v-240.webp 240w, https://www.thelema.com.br/img/6VRvBpY1_v-360.webp 360w, https://www.thelema.com.br/img/6VRvBpY1_v-800.webp 800w&quot; sizes=&quot;auto&quot;&gt;&lt;source type=&quot;image/png&quot; srcset=&quot;https://www.thelema.com.br/img/6VRvBpY1_v-240.png 240w, https://www.thelema.com.br/img/6VRvBpY1_v-360.png 360w, https://www.thelema.com.br/img/6VRvBpY1_v-800.png 800w&quot; sizes=&quot;auto&quot;&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://www.thelema.com.br/img/6VRvBpY1_v-240.jpeg&quot; alt=&quot;Uma imagem telesmática de Adonai, conforme descrita no texto.&quot; width=&quot;800&quot; height=&quot;1096&quot; srcset=&quot;https://www.thelema.com.br/img/6VRvBpY1_v-240.jpeg 240w, https://www.thelema.com.br/img/6VRvBpY1_v-360.jpeg 360w, https://www.thelema.com.br/img/6VRvBpY1_v-800.jpeg 800w&quot; sizes=&quot;auto&quot;&gt;&lt;/picture&gt;
&lt;br&gt;Diagrama 86
&lt;br&gt;A Figura Brilhante de Adonai-ha-Aretz.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Em 3 de março, encontramos P. vagando pelos refúgios naturais do Nevado de Colima&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn36&quot; id=&quot;fnref36&quot;&gt;36&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Ali ele viveu por duas semanas, retornando à Cidade do México no dia 18, apenas para deixá-la novamente dois dias depois em uma expedição ao Nevado de Toluca&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn37&quot; id=&quot;fnref37&quot;&gt;37&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Em 16 de abril, viajou para Amecameca, de onde visitou Soror F., por projeção, e dali subiu Popocatépetl&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn38&quot; id=&quot;fnref38&quot;&gt;38&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, em cujas encostas acampou, donde resolveu o ש de ש em sete Operações Mentais:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“1. Raio de Brilho Branco Divino descendo sobre o Ovo Ākāśico situado entre os dois pilares.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;2. Aspire pela Serpente e concentre-se na Espada Brilhante. Imagine o golpe da Espada na junção de Daäth (nuca).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;3. Faça o Ovo ficar cinza, por meio de uma espiral tripla de luz.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;4. Faça o Ovo ficar quase branco. (Repita a fórmula espiral.)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;5. Repita 2. Acima da cabeça. Triângulo de Fogo (vermelho).&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;6. Invoque a Luz. Retire-se. Veja o Símbolo da Aurora Dourada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;7. Que todas as coisas se desvaneçam na Luz Ilimitada”.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;No dia 22 de abril, P., após se despedir de D.A., que lhe fora amigo e mestre, partiu para San Francisco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nesta cidade, no dia 1º de maio, ele reiniciou solenemente as Operações da Grande Obra e comprou uma haste de aço para servir de varinha e ferramentas para trabalhar nela. No dia 2, comprou ouro, prata e uma joia para fazer uma Coroa; e no dia 3, partiu para o Japão.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Durante a viagem foram registradas as seguintes práticas:&lt;/p&gt;
&lt;div markdown=&quot;&quot; class=&quot;bordered-table headered-table small-text-table overflow-x-auto&quot;&gt;&lt;table&gt;
&lt;tbody&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;4 de maio.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Pṛthvī-Āpas&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn39&quot; id=&quot;fnref39&quot;&gt;39&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;45m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Também fiz uma Viagem Astral ao Japão, na qual me vi cruzando grandes quantidades de pérolas de coral emaranhadas com algas e conchas. Depois de viajar por algum tempo, cheguei a um local onde vi a forma de um rei em pé acima da de Vênus, cercado por muitas sereias; todas pareciam ter acabado de ser congeladas. Acima das ninfas que se curvavam em direção a elas, havia muitos anjos amarelo-claros acorrentados, e entre eles estavam Arcanjos de uma prata pálida que lançavam raios de ouro. Acima de tudo estava a Luz Sem Forma. Os Arcanjos me mostraram tipos curiosos de seres com chifres cavalgando ao longo de um círculo em diferentes direções.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;5 «de maio».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Concentração sobre a Posição I&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn40&quot; id=&quot;fnref40&quot;&gt;40&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Isso resultou em muitos sonhos estranhos.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;6 «de maio».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Concentração sobre a Posição I.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;32m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Dez quebras. Superior no final; bem melhor após a décima quebra. A concentração deve ter durado cerca de 6 ou 7 minutos.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;7 «de maio».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Posição I.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;15m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Três quebras, mas o final foi muito duvidoso, pois fiquei com muito sono.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Posição I.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;6m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Três quebras. Pareceu-me que desmaiei de repente.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Fui para Devachan&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn41&quot; id=&quot;fnref41&quot;&gt;41&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; em Jornada Astral. Encontrei-me cercado por um maravilhoso brilho perolado e, em seguida, entre grandes árvores, entre cujos galhos voavam pássaros brilhantes. Depois disso, vi um capitão em seu navio e também um apaixonado contemplando sua noiva. Os habitantes reais desta terra para a qual fui eram como chamas, e os imaginários eram retratados como nós, seres físicos, somos. Então, as imagens da minha visão passaram rapidamente por mim. Vi um montanhista; meu pai pregando comigo em sua antiga casa; minha mãe, a mãe dele; um homem praticando Rāja Yoga em forma de deus branco. Por fim, uma onda de luz pálida, ou melhor, de textura sedosa, passou através de mim; então um dos estranhos habitantes passou por mim inconsciente de minha presença, e eu retornei.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Símbolo da Aurora Dourada.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;14m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Três quebras.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;8 de maio.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Posição I.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;22m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Sete quebras.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Cruz do Calvário.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;50m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Será que dormi?&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;11 «de maio».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Projetei Abrahadabra como um pantáculo&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn42&quot; id=&quot;fnref42&quot;&gt;42&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;12 «de maio».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Realizei um Cerimonial Mágico à noite, seguido de uma tentativa de Projeção Astral. Prefiro a divisão sétupla da Sociedade Teosofista Esotérica para esses propósitos práticos. Acho que a Projeção Astral Física deveria ser precedida por um “afrouxamento das cintas da alma&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn43&quot; id=&quot;fnref43&quot;&gt;43&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;” (cerimonial). Como fazê-lo é o grande problema. Sou inclinado a acreditar em drogas — se ao menos soubéssemos a droga certa.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;13 «de maio».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Desenhei um pantáculo.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;16 «de maio».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Pintei um pantáculo perverso de magia negra.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Realizei uma cerimônia mágica à noite.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ritual menor de banimento do Pentagrama e Hexagrama.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Invocação de Thoth e dos Elementos pelas Chaves 1-6&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn44&quot; id=&quot;fnref44&quot;&gt;44&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; e Rituais de Abertura da A∴ D∴&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn45&quot; id=&quot;fnref45&quot;&gt;45&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Consagrei a Coroa de Lāmen e a Varinha de Abrahadabra com grande força.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;16 «de maio (sic)».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Fiz as sete Operações ש de ש.&lt;br&gt;
Trabalhei em um Z para o Ritual 5&lt;sup&gt;&lt;sup&gt;○&lt;/sup&gt;&lt;/sup&gt;=6&lt;sup&gt;&lt;sup&gt;○&lt;/sup&gt;&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn46&quot; id=&quot;fnref46&quot;&gt;46&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;17 «de maio».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Posição I.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;12m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Não foi bom.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Invocação Noturna de Mercúrio, Chokmah e Thoth.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;18 «de maio».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Completei o Z para o Ritual 5&lt;sup&gt;&lt;sup&gt;○&lt;/sup&gt;&lt;/sup&gt;=6&lt;sup&gt;&lt;sup&gt;○&lt;/sup&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;19 de maio.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p&gt;Assunção da forma divina de Harpócrates: durou nove minutos: o resultado foi bom, pois obtive uma aura distinta ao meu redor.&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p&gt;Projeção Astral Física. Formei uma esfera que assumiu uma forma humana, mas bastante semelhante a um cadáver. Então projetei um raio cinza&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn47&quot; id=&quot;fnref47&quot;&gt;47&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; do lado esquerdo da minha cabeça; isso foi muito cansativo e não houve resultado físico.&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p&gt;Concentrei-me no self imaginário por dez minutos e então projetei o self nele com força assustadora. Chiah &lt;em&gt;quase&lt;/em&gt; atravessado&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn48&quot; id=&quot;fnref48&quot;&gt;48&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p&gt;A esfera vermelha &lt;em&gt;escureceu&lt;/em&gt; e glorificou-se e retornou para iluminar Tiphereth. O resultado foi bom.&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;20 «de maio».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p&gt;Meditação sobre Tejas-Āpas.&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p&gt;Meditação sobre um objeto vivo com o resultado usual de duas figuras.&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p&gt;Visão Astral&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn49&quot; id=&quot;fnref49&quot;&gt;49&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Eu me vi em um mar fervente com gêiseres jorrando ao meu redor. De repente, monstros em forma de leões, touros e dragões surgiram das profundezas, e ao redor deles corriam muitos anjos flamejantes, e formas divinas titânicas mergulhavam, giravam e se erguiam entre as águas. Acima de tudo, havia um templo branco de mármore, através do qual uma chama rosa tremeluzia. Lá estava Afrodite com uma tocha em uma mão e uma taça na outra&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn50&quot; id=&quot;fnref50&quot;&gt;50&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, e acima dela pairavam Arcanjos. Então, de repente, tudo era um imenso vazio, e enquanto eu olhava para ele, contemplei a aurora da criação. Rajadas de fogo líquido flamejavam e rodopiavam pela escuridão. Então, nada além do brilho do fogo e da água. Fiquei fora por quinze minutos.&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;
&lt;p&gt;Sete minutos de exercício respiratório, quinze segundos em cada sentido. (Inspirando, retendo e expirando.)&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;ol start=&quot;5&quot;&gt;
&lt;li&gt;Leão Branco em Cinza.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;5m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Resultado ruim.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;21 «de maio».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Posição I.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;45m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Razoável.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Elaborei uma fórmula “dupla” para Projeção Astral Física. Primeiro projeto com o Sinal do Entrante; o simulacro responde com o sinal de Harpócrates&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn51&quot; id=&quot;fnref51&quot;&gt;51&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Então, assim que o sinal do Entrante enfraquece, troco a consciência como para Visões Astrais. Depois disso, ataco o corpo a partir do Simulacro com o sinal do Entrante para trazer força. Este ciclo se repete até que o Simulacro seja pelo menos capaz de falar audivelmente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tentei isso e comecei invocando as forças de Chokmah e Thoth, mas omiti declarar o propósito da Operação em tantas palavras. No entanto, com três projeções (em cada sentido), obtive uma sombra cinzenta, de forma um tanto humana. Mas encontrei dificuldade onde menos esperava — em transferir a consciência para o Simulacro.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;22 de maio.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Forma divina de Thoth.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;16m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Resultado razoável.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Ākāśa-Ākāśa. Durante a meditação, a seguinte Visão foi vista. Todas as coisas ao meu redor estavam cercadas por lampejos ou listras prateadas. Mas ao redor do cadáver humano que vi diante de mim havia menos deles, e se moviam de maneira mais lenta. Acima de mim havia uma pirâmide de luz pulsante, e ao meu redor cortinas roxas. Cinco castiçais de prata foram trazidos, e então vi um trono com um pentagrama em brilho branco acima dele. Havia uma rosa de cinco por cinco pétalas dentro; e acima o arco-íris Qesheth. Erguendo-se do chão estavam demônios sem forma — todos rostos! Assim como X.A.R.P.&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn52&quot; id=&quot;fnref52&quot;&gt;52&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; etc. são malignos. Acima estavam os Deuses de E.H.N.B.; e acima deles rodas svastikas girando, e novamente acima disso a Luz inefável.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;24 «de maio».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Ankh verde.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;7 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Ruim.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Trabalhei na explicação do 5&lt;sup&gt;○&lt;/sup&gt;=6&lt;sup&gt;○&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Cruz em Brilho.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;10 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Resultado médio.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Thoth à minha frente.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;5m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Ruim.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;3 de junho.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Visão Astral. Vestido com vestes de Abramelin brancas e vermelhas, com coroa, varinha, ankh, rosa-cruz etc., etc., fiz uma Jornada Astral para Hong Kong. Encontrei Soror F. sentada ou ajoelhada em um templo. No Altar, havia instrumentos elementais, também o Símbolo da Aurora Dourada. Ela esperava com admiração, quase com medo. Ao entrar, ela me viu e se assustou. Então ouvi as palavras “carregue” ou “deseje carregar”; aparentemente em referência à ideia de carregar um símbolo físico. O quarto estava cheio de incenso, que usei para me materializar. Na ocasião, eu estava muito cansado e realmente sem condições de viajar.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;15 de junho.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;O Buda me apareceu no Céu do Norte e disse: “Não tema por dinheiro&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn53&quot; id=&quot;fnref53&quot;&gt;53&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Vá e trabalhe, como pretendia”. &lt;em&gt;Eu vou&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;14 de julho.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Triângulo de Fogo.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;10 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;De mediano a ruim.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Globo Alado.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;6 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Ruim.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;R.R. et A.C.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;?&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Muito bom.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;[Em algum lugar nesta jornada (Yokohama para Hong-Kong) TORNOU-SE a GRANDE PAZ.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;15 «de julho».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;R.R. et A.C.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;16 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Uma melhora.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;16 «de julho».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Svastika.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;6 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Muito ruim.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;R.R. et A.C.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;4 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Muito ruim.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;H.P.K.&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn54&quot; id=&quot;fnref54&quot;&gt;54&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;10 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Melhor.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Pentagrama.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;16 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Nada mal.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;18 «de julho».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Cruz do Calvário.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;15 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Ruim, mas eu estava com muito sono.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;H.P.K. em lótus.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;16 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Dez quebras; contadas com muito rigor.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;R.R. et A.C.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;8 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Uma quebra. Fiquei com muito sono; mas isso parece surpreendentemente bom.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Operação da Esfera Escarlate (Tiphereth)&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;10 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Bom. Apenas uma ou duas quebras.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Posição de Buda.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;5 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Sem esperança; eu estava quase dormindo.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;19 «de julho».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Globo Alado.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;9 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Cinco quebras.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;H.P.K. em Lótus.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;9 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Cinco quebras. O Deus não estava muito claro.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;R.R. et A.C.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;8 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Ruim.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Posição I.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;13 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Mediano.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Thoth.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;?&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Sono irremediável.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Tentei meditar sobre o espectro solar como uma faixa. Trabalhar em cada cor separadamente, ou iluminar cada uma por uma, não é ruim; mas tomados juntos não são bons.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;20 de julho.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Thoth.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;10 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Bastante ruim.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Cruz.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;15m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Não muito bom.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Símbolo da Aurora Dourada.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;10 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Não foi bom.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;[Meus pensamentos parecem terrivelmente divagantes ultimamente.]&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Ísis.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;19 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Não tão ruim.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Globo Alado.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;12 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Ruim, sonolento.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;23 «de julho».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Triângulo de Fogo com a Cruz no centro.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;1 5m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Muito errante.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Pantáculo de Abrahadabra.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;17 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Muito bom, embora talvez o todo dificilmente estivesse absolutamente claro.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;25 «de julho».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Tentei Projeção Astral Física duas vezes. Na primeira, a pessoa contratada para vigiar minha amada Soror F. viu o braço físico &lt;em&gt;dobrado&lt;/em&gt; enquanto o meu estava reto.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;26 «de julho».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Fiz o ritual de H.P.K. à noite para entrar no silêncio. Acho que o resultado foi bastante bom.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;27 «de julho».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Nirvāṇa&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn55&quot; id=&quot;fnref55&quot;&gt;55&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;38 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Se eu não estava dormindo, então o resultado foi muito bom.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Círculo branco.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;13 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Razoável.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;[Neste dia, tive minha primeira percepção clara &lt;em&gt;na consciência&lt;/em&gt;&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn56&quot; id=&quot;fnref56&quot;&gt;56&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; da natureza ilusória dos objetos materiais.]&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;H.P.K. em Lótus.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;17 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Bom, pois empreguei minha identidade para resolver problemas&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn57&quot; id=&quot;fnref57&quot;&gt;57&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;R.R. et A.C.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;5 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Muito ruim.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;28 «de julho».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Nirvāṇa.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;15 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Cruz do Calvário.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;24 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Dez quebras. Não se estabeleceu até depois de 8 quebras.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;29 «de julho».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Ascensão em planos. De Malkuth a Kether; isso levou trinta e seis minutos. O resultado não foi muito bom.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Cruz do Calvário.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;22 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Quatro quebras.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;30 «de julho».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Buda.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;15 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Cruz do Calvário.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;11 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Cinco quebras, mas tive dor de cabeça.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Cem inspirações em posição reclinada, usando cinto. 7 minutos e 50 segundos. (4,7 segundos por respiração.)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dez inspirações o mais lentas possível. 7m. 26s. (44,6 segundos por respiração.)&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;31 de julho.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Fui dormir fazendo Buda.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Buda.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;32 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Pareceu muito mais.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Pêndulo, 1.000 movimentos simples.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;23,5 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;O pêndulo manteve-se em seu plano&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn58&quot; id=&quot;fnref58&quot;&gt;58&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. No final de 940 movimentos, o pêndulo quis oscilar para a direita várias vezes.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Cruz do Calvário.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Cansado demais para estabelecê-la.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;1 de agosto.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Posição I.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;10 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Nada mal.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;2 «de agosto».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Buda.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;8 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Hoje em dia parece muito difícil estabelecer.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Cruz Vermelha.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;22 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Dez quebras.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Nirvāṇa&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn59&quot; id=&quot;fnref59&quot;&gt;59&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;13 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Nada mal.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Tentei colocar (astralmente) uma mosca no nariz de um homem. Pareceu perturbá-lo muito; mas ele não tentou se afastar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tentei o mesmo com um chinês, grande sucesso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tentei fazer um chinês olhar ao redor, sucesso instantâneo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Tentei o mesmo com um europeu, mas não consegui.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;3 «de agosto».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Tentei em vão duas “volições práticas”, mas estava muito mal para fazer qualquer trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;4 «de agosto».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Nirvāṇa, egoísmo, poder mágico, hierofante etc.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;28 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Após esta meditação, cheguei à seguinte decisão: não devo me apegar à Paz&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn60&quot; id=&quot;fnref60&quot;&gt;60&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Ela certamente se tornou real para mim, mas se eu fizer dela um Deus, ela se tornará apenas uma ilusão. Estou pronto para receber o Poder Mágico, pois não devo abusar dele. Preciso realizar a Obra Concluída.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;Buda.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;33 m.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;A melhor Meditação que já fiz até agora. Considero esta uma meditação &lt;em&gt;real&lt;/em&gt;; por 13 minutos esqueci completamente o tempo.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;&amp;nbsp;&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Subi nos planos&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fn61&quot; id=&quot;fnref61&quot;&gt;61&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; de ת‎˙‎י‎˙‎ס‎˙‎ת‎˙‎ג‎˙‎כ de Malkuth a Kether.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;5 de agosto.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Meditei sobre Thoth a respeito de Frāter I.A.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;tr&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot;&gt;
&lt;p&gt;6 «de agosto».&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;td markdown=&quot;&quot; colspan=&quot;3&quot;&gt;
&lt;p&gt;Cheguei a Colombo.&lt;/p&gt;
&lt;/td&gt;
&lt;/tr&gt;
&lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Chegamos agora a outro ponto de virada no progresso de P. Até o primeiro dia deste ano de 1901, ele havia estudado os métodos ocidentais de magia sozinho. A partir dessa data, inicialmente sob a tutela de D.A., e depois exclusivamente sob sua própria tutela, começou a estudar Rāja Yoga, praticando meditação e alguns exercícios respiratórios simples. Agora iria, se não inteiramente sob a tutela de um Guru, trabalhar diariamente com alguém com quem, antes de sua partida da Inglaterra, realizara tantas operações mágicas extraordinárias. E este era ninguém menos que Frāter I.A.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por conta de problemas de saúde, Frāter I.A. viajara para o Ceilão para ver se um clima mais quente não lhe restauraria o que um clima mais frio havia tirado; e agora que mais uma vez seu velho amigo P. se juntou a ele, os dois estavam determinados a trabalhar com os sistemas orientais sob um céu oriental e somente por métodos orientais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No dia 1º de agosto encontramos P. escrevendo: “Eu não existo: não há Deus: não há lugar: não há tempo: e por isso descrevo e determino com precisão estas coisas”. E cinco dias depois ele começou o que chamou de “Os Escritos da Verdade”. Antes de começarmos, será necessário nos aprofundarmos nas doutrinas do Budismo, pois Frāter I.A. agora era, em seu íntimo, um seguidor de Gotama, estando bastante desgostoso com seu Guru tâmil; e foi sob sua orientação que P. compreendeu a importância fundamental da Concentração por meio da meditação.&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&quot;footnotes-sep&quot;&gt;
&lt;section class=&quot;footnotes&quot;&gt;
&lt;ol class=&quot;footnotes-list&quot;&gt;
&lt;li id=&quot;fn1&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Quer dizer o globo alado egípcio comum, mas conforme visualizado pelo olho da mente; a meditação então ocorre na imagem na mente. O mesmo acontece com as práticas seguintes. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref1&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn2&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Tejas-Ākāśa é o Elemento Fogo. É simbolizado por um triângulo vermelho de fogo com um ovo preto no centro. Consulte o &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-777/&quot;&gt;&lt;em&gt;777&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; col. LXXV, p. 16. Veja o Diagrama 84. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref2&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn3&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Āpas-Vāyu é o Elemento Água e é simbolizado por um ovo negro do Espírito no Crescente Prateado da Água «Sic.: a descrição é do símbolo de Āpas -Ākāśa.». Consulte o &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-777/&quot;&gt;&lt;em&gt;777&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, col. LXXV, p. 16. Veja o Diagrama 84. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref3&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn4&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;O símbolo da Aurora Dourada da Espada Flamejante. Veja o &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/ritual-do-grau-1-10-de-zelator/&quot;&gt;Diagrama 12&lt;/a&gt;. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref4&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn5&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Por isso entende-se observar a oscilação de um pêndulo imaginário. A dificuldade é mantê-lo em um plano enquanto ele tenta oscilar; e também alterar sua velocidade. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref5&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn6&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Nestes registros “M” significa manhã e “N” noite. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref6&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn7&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;A Chave Egípcia da Vida. Veja o Diagrama 61. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref7&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn8&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Lâmpada da Luz Invisível «&lt;em&gt;Lamp of the Invisible Light&lt;/em&gt;». &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref8&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn9&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Na mente. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref9&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn10&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;A forma visualizada da deusa Ísis. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref10&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn11&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Ou seja, ela continuou se afastando da linha de visão mental. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref11&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn12&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Veja o Diagrama 80. Uma rosa escarlate em uma cruz de ouro. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref12&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn13&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Neste ponto, P. fez a seguinte resolução: “Estou determinado a aumentar consideravelmente os meus poderes com a ajuda do Altíssimo, até que eu possa meditar em um objeto por vinte e quatro horas”. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref13&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn14&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;O ovo Ākāśico do espírito colocado entre os Pilares da Misericórdia e da Severidade com um raio de luz descendo sobre ele a partir de Kether. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref14&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn15&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;O Símbolo da Aurora Dourada sobre o qual foi meditado consistia em um triângulo branco encimado por uma cruz vermelha. Veja o &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/ritual-do-grau-0-0-de-neofito/&quot;&gt;Diagrama 4&lt;/a&gt;. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref15&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn16&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Esta meditação ocorreu enquanto P. estava em uma viagem. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref16&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn17&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Essas meditações são chamadas de Cognições Objetivas, obtém-se sensações suprafísicas pela concentração em certos centros nervosos. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref17&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn18&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Normalmente, nesses experimentos de fato a figura se move com mais frequência. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref18&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn19&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Normalmente é assim. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref19&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn20&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Na postura que muitos dos deuses egípcios assumem. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref20&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn21&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Pergunta: Isso se deve ao hábito de esperar que os seres vivos se movam? Acho que consigo mantê-los imóveis. — &lt;em&gt;Nota de P&lt;/em&gt;. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref21&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn22&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Este perigo também é experimentado por aqueles que realizam Operações de Magia Negra. A Corrente da vontade frequentemente retorna e fere o Magista que a desejou. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref22&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn23&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Soror F. é a mesma pessoa que Soror S.S.D.F. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref23&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn24&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Latim para “saudações, irmã”.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref24&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn25&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Esta descrição de Hong Kong é tão precisa quanto se poderia esperar de uma visita tão curta. A conversa foi posteriormente confirmada por carta, e também novamente quando se encontraram vários anos depois. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref25&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn26&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Ele resolveu a Operação ש de ש em sete partes. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref26&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn27&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;A Operação ש de ש, veja também a Invocação Mágica do Gênio Superior: capítulo “O Feiticeiro”. E &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-o-vel-manus-et-sagittae&quot;&gt;&lt;em&gt;Liber O&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; iii &lt;em&gt;The Equinox&lt;/em&gt;, &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/equinox/volume/1/numero/2&quot;&gt;Vol. I, N° 2&lt;/a&gt;. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref27&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn28&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Ver capítulo &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vidente/&quot;&gt;“O Vidente”&lt;/a&gt;, também &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-o-vel-manus-et-sagittae&quot;&gt;&lt;em&gt;Liber O&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; v &lt;em&gt;The Equinox&lt;/em&gt;, &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/equinox/volume/1/numero/2&quot;&gt;Vol. I, N° 2&lt;/a&gt;. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref28&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn29&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;A invocação do Anjo Guardião sob a forma de um talismã.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;em&gt;Como desenhá-lo&lt;/em&gt;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Desenhe o nome אדני da seguinte forma:&lt;br&gt;&lt;br&gt;א = Uma coroa alada irradiando brilho branco.&lt;br&gt;&lt;br&gt;ד = A cabeça e o pescoço de uma bela mulher com uma expressão severa e fixa, e cabelos longos, escuros e ondulados. (Malkuth.)&lt;br&gt;&lt;br&gt;נ = Os braços e as mãos, que são nus e fortes, estendidos para a direita e para a esquerda em ângulos retos com o corpo, na mão esquerda uma taça de ouro e na direita espigas de milho maduras. De seus ombros escuros, asas abertas.&lt;br&gt;&lt;br&gt;י = Um manto verde-amarelo escuro, sobre o peito do qual há um lāmen dourado quadrado decorado com quatro cruzes gregas escarlates. Em volta de sua cintura há um largo cinto de ouro sobre o qual em letras escarlates está escrito o nome אדני הארצ nas letras do alfabeto de Honório. Seus pés são cor de carne e ela usa sandálias douradas. Sua longa cortina verde-amarela é raiada de oliva, e sob seus pés rolam nuvens negras iluminadas com manchas lúgubres de cor.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;em&gt;Como executá-la.&lt;/em&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;(1) Comece com o Ritual menor de Banimento do pentagrama.&lt;br&gt;&lt;br&gt;(2) Formule a rosa-cruz ao redor da sala (Primeiro, de cima para baixo; segundo da esquerda para a direita; terceiro a rosa como um círculo dextro-rotativo).&lt;br&gt;&lt;br&gt;(3) Os sinais de L.V.X. do 5&lt;sup&gt;○&lt;/sup&gt;=6&lt;sup&gt;○&lt;/sup&gt; em direção aos quatro pontos cardeais.&lt;br&gt;&lt;br&gt;(4) Formule diante de si, em brilho branco piscante, as oito letras assim:&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;picture&gt;&lt;source type=&quot;image/webp&quot; srcset=&quot;https://www.thelema.com.br/img/tiDdv0JeLe-186.webp 186w&quot;&gt;&lt;source type=&quot;image/png&quot; srcset=&quot;https://www.thelema.com.br/img/tiDdv0JeLe-186.png 186w&quot;&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://www.thelema.com.br/img/tiDdv0JeLe-186.jpeg&quot; alt=&quot;Uma cruz formada pelo nome Adonai Ha-Aretz na horizonta le vertical&quot; width=&quot;186&quot; height=&quot;270&quot;&gt;&lt;/picture&gt;&lt;br&gt;&lt;br&gt;(5) Anexe-se ao seu Kether e imagine que você vê uma luz branca lá.&lt;br&gt;&lt;br&gt;(6) Tendo assim formulado as letras, respire fundo e pronuncie o nome lentamente fazendo as letras brilharem.&lt;br&gt;&lt;br&gt;(7) Invoque a imagem Telesmática. Deixe-a preencher o Universo.&lt;br&gt;&lt;br&gt;(8) Então, enquanto vibra o Nome novamente, absorva-o em si mesmo; e então sua aura irradiará brancura.&lt;br&gt;&lt;br&gt;Você deve obter seu Brilho Branco Divino antes de formular a Imagem. Existem dois métodos: o espiral de envolvimento e o de expansão, respectivamente. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref29&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn30&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Semelhante às Práticas de Meditação de D.A. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref30&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn31&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Semelhante ao ritual de Júpiter de Fra. I.A. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref31&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn32&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Isso é feito fazendo os telesmata brilharem por meio da meditação. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref32&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn33&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Isso é feito projetando uma imagem física do self na frente de alguém por meio da meditação. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref33&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn34&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;As Tábuas Elementais do Dr. Dee; veja os Diagramas em &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/a-visao-e-a-voz/&quot;&gt;“A Visão e a Voz”&lt;/a&gt;. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref34&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn35&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Ideias para Concentração Mental. Concentração na Esfera Escarlate em Tiphereth. Deixe-a subir lentamente para Daäth e escurecer, depois para Kether e se tornar um brilho branco; de lá, lance-a cintilante, ou traga-a para baixo e mantenha-a em Tiphereth. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref35&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn36&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Um dos dois vulcões do complexo vulcânico de Colima, no México. Seu ponto mais alto é de 4339 metros.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref36&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn37&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Um estratovulcão mexicano com 4690 metros de altitude.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref37&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn38&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Outro estratovulcão mexicano, este com 5393 metros.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref38&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn39&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Em todos os casos em que apenas o nome é mencionado, entende-se uma prática de meditação. Pṛthvī-Āpas corresponde à água da terra. É simbolizado por um crescente prateado desenhado dentro de um quadrado amarelo. Veja o Diagrama 84. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref39&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn40&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Ou seja, o Self em Ākāśa entre os pilares com o raio branco descendo. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref40&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn41&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Céu. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref41&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn42&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Uma Estrela de Onze pontas. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref42&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn43&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;P. em vários momentos usou a “Invocação do Não Nascido” conforme consta na “Goetia”; também os rituais do Pentagrama em &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-o-vel-manus-et-sagittae&quot;&gt;&lt;em&gt;Liber O&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref43&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn44&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;As seis primeiras Chaves Angélicas do Dr. Dee. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref44&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn45&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Aurora Dourada.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref45&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn46&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;A explicação do Ritual do 5&lt;sup&gt;○&lt;/sup&gt;=6&lt;sup&gt;○&lt;/sup&gt;. Consulte o Capítulo &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-adepto/&quot;&gt;“O Adepto”&lt;/a&gt;. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref46&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn47&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;A cor de Chokmah. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref47&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn48&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Veja a Figura VI em “A Kabbalah Revelada” de S. L. Mathers. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref48&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn49&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;É de se notar que esta Visão é de natureza ígnea e que foi vivenciada logo após a meditação em Tejas-Āpas. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref49&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn50&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Muito semelhante à forma mais antiga da “Temperança” no Tarô. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref50&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn51&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Veja &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/publicacoes/liber-o-vel-manus-et-sagittae&quot;&gt;&lt;em&gt;Liber O&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, &lt;em&gt;The Equinox&lt;/em&gt;, &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/equinox/volume/1/numero/2&quot;&gt;Vol. I, Nº 2&lt;/a&gt;; a figura “Sinais dos Graus”, i; e &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/equinox/volume/1/numero/1&quot;&gt;Vol. I, Nº 1&lt;/a&gt;; figuras “Observador Silente” e “Força Cega”. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref51&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn52&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;As quatro letras da linha do Ar na “Pequena Tabela da União”, que une as quatro grandes Torres de Vigia dos Elementos (vide o sistema do Dr. Dee, também o manuscrito da Aurora Dourada intitulado “O Concurso das Forças”). Assim, o T de Nanta representa a Terra da Terra – a Imperatriz de Pantáculos no Tarô, e essa letra é usada como inicial para nomes de anjos extraídos do canto terrestre da tábua da Terra. Para mais informações, consulte o &lt;em&gt;The Equinox&lt;/em&gt;, &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/equinox/volume/1/numero/5&quot;&gt;Vol. I, Nº 5&lt;/a&gt;.&lt;br&gt;&lt;br&gt;&lt;picture&gt;&lt;source type=&quot;image/webp&quot; srcset=&quot;https://www.thelema.com.br/img/o1Pk2i391w-240.webp 240w, https://www.thelema.com.br/img/o1Pk2i391w-360.webp 360w, https://www.thelema.com.br/img/o1Pk2i391w-570.webp 570w&quot; sizes=&quot;auto&quot;&gt;&lt;source type=&quot;image/png&quot; srcset=&quot;https://www.thelema.com.br/img/o1Pk2i391w-240.png 240w, https://www.thelema.com.br/img/o1Pk2i391w-360.png 360w, https://www.thelema.com.br/img/o1Pk2i391w-570.png 570w&quot; sizes=&quot;auto&quot;&gt;&lt;img loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot; src=&quot;https://www.thelema.com.br/img/o1Pk2i391w-240.jpeg&quot; alt=&quot;Tabela enoquiana&quot; width=&quot;570&quot; height=&quot;490&quot; srcset=&quot;https://www.thelema.com.br/img/o1Pk2i391w-240.jpeg 240w, https://www.thelema.com.br/img/o1Pk2i391w-360.jpeg 360w, https://www.thelema.com.br/img/o1Pk2i391w-570.jpeg 570w&quot; sizes=&quot;auto&quot;&gt;&lt;/picture&gt;&lt;br&gt;Diagrama 87.&lt;br&gt;A Tabela do Espírito &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref52&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn53&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Uma ordem de pagamento havia sido enviada, pagável somente em Hong Kong, mediante solicitação pessoal. Consequentemente, ele temia que, por ficar muito tempo no Japão, pudesse ficar “sem recursos”. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref53&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn54&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Harpócrates. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref54&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn55&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Meditação sobre o Nirvāṇa. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref55&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn56&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Ou seja, não mais pela razão ou pela imaginação. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref56&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn57&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Harpócrates sendo o Deus meditativo. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref57&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn58&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Neste exercício, o pêndulo tende a oscilar para fora do plano. Aqui estão os dois métodos de Frater P. para corrigi-lo:&lt;br&gt;&lt;br&gt;(a) Fixe a mente nos dois pontos de oscilação do pêndulo e mova o pêndulo bruscamente como um ponteiro de cronógrafo, mantendo-os fixos e com o mesmo tamanho. O pêndulo retorna ao seu plano.&lt;br&gt;&lt;br&gt;(b) Acompanhe a oscilação cuidadosamente, mantendo o tamanho exato. Isso é mais legítimo, porém é mais difícil. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref58&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn59&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Invocou o anjo do Nirvāṇa como H.P.K. em um lótus. Observe a completa ignorância de P. sobre o budismo nesta época. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref59&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn60&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Ou seja, a Paz que o envolvia há tantos dias. Consulte a entrada de 14 de julho. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref60&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn61&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;ק=Kether ג=Caminho de Gimel ת=Tiphereth ס=Caminho de Samekh י=Yesod ת=Caminho de Tau. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/registros-de-1901/#fnref61&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/section&gt;
</content>
  </entry>
  <entry>
    <title>Invisibilidade</title>
    <link href="https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/z2-iii-invisibilidade/" />
    <updated>2025-09-02T16:05:00Z</updated>
    <id>https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/z2-iii-invisibilidade/</id>
    <content type="html">&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h1 id=&quot;livro-iii.&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;ש&lt;br&gt;Livro III. &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/z2-iii-invisibilidade/#livro-iii.&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;h2 id=&quot;parte-:invisibilidade&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;Parte א:&lt;br&gt;Invisibilidade &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/z2-iii-invisibilidade/#parte-:invisibilidade&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;A. O manto de Ocultação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;B. O Magista.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;C. As guardas de ocultação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;D. A luz astral a ser moldada no Manto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E. A equação dos símbolos na esfera de sensação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;F. A Invocação do Superior: a colocação de uma Barreira do lado externo da Forma Astral: a vestimenta dela com obscuridade através da invocação apropriada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;G. Formulando claramente a ideia de tornar-se invisível: a formulação da distância exata em que o manto deve envolver o corpo físico; a consagração com água e fogo para que seu vapor comece a formar a base do manto.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;H. O início é formular mentalmente um manto de ocultação em volta do operador. A afirmação em voz alta da razão e do objetivo do trabalho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;I. Comunicado de que está tudo pronto para o início da operação. Operador fica no lugar do Hierofante neste estágio: colocando sua mão esquerda no centro do triângulo, e segurando em sua mão direita a Varinha de Lótus pela ponta preta, em prontidão para concentrar em torno de si o Manto de Trevas e de Mistério. (N.B. – Nesta operação como nas outras duas sob o domínio de ש um pantáculo ou Telesma, adequado ao assunto em questão, &lt;em&gt;pode&lt;/em&gt; ser utilizado: este é tratado conforme indicado «previamente» para Telesmata.)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;J. Agora o operador recita um exorcismo de um manto de Trevas para cercá-lo e torná-lo invisível, e segurando a varinha pela ponta preta, dando a volta três vezes completamente, que ele trace um círculo triplo ao seu redor, dizendo: “Em nome do Senhor do Universo” etc. “Eu te conjuro, ó Manto de Trevas e de Mistério, que me envolvas, para que eu me torne invisível; para que, vendo-me, os homens não vejam nem entendam; mas que possam ver aquilo que não veem, e não compreendam o que eles contemplam! Assim seja!”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;K. Agora vá para o Norte, fique de frente para o Leste e diga: “Eu coloquei meus pés no Norte e disse: ‘Eu me envolverei em Mistério e Ocultação’”. Então repita a oração: “A voz de minha Alma Superior” etc., e comande a Circum-ambulação Mística.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;L. Mova-se como de costume para o Sul, e pare, formulando-te como envolto em trevas: à direita o pilar de fogo, à esquerda o pilar de nuvem: ambos alcançando das trevas à glória dos Céus.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;M. Agora mova-se de entre esses pilares que você formulou para o Oeste, e diga: “Invisível, eu não posso passar pelo Portão do Invisível, a não ser em virtude do nome de ‘Escuridão’”. Então formule forçosamente ao teu redor o manto de Trevas, e diga: “Escuridão é o meu nome, e ocultação: eu sou o Grandioso Invisível dos caminhos das Sombras. Eu não tenho medo, embora velado nas Trevas; pois dentro de mim, embora invisível, está a Magia da Luz!”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;N. Repita os processos em L.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O. Repita os processos em M, mas diga: “Sou Luz envolta em Trevas, sou o portador das forças do Equilíbrio”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;P. Agora, concentrando mentalmente ao teu redor o manto de ocultação, passe para o oeste do altar no lugar do Neófito, fique de frente para o leste, permaneça de pé e recite uma conjuração pelos nomes adequados para a formulação de um manto de Invisibilidade ao teu redor e sobre ti.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Q. Agora dirija-se ao Manto de Trevas assim: “Manto de Ocultação, por muito tempo estiveste escondido! Abandone a luz; para que possas me ocultar diante dos homens!” Então, cuidadosamente formule o manto de ocultação ao teu redor e diga: “Eu te recebo como cobertura e como guarda”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Então as Palavras Místicas.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;R. Ainda formulando o manto, diga: “Antes de toda manifestação mágica vem o conhecimento da Luz Oculta”. Então vá para os Pilares e dê os sinais e passos, palavras etc. Com o Sinal do Entrante, projeta agora toda a tua vontade em um grande esforço para perceber a ti mesmo realmente &lt;em&gt;desaparecendo&lt;/em&gt; e tornando-te invisível aos olhos mortais: e ao fazer isso, tu deves obter o efeito de seu corpo físico de fato, gradualmente tornando-te parcialmente invisível para teus olhos naturais: como se um véu ou nuvem estivesse se formulando entre eles e ti. (E toma muito cuidado para não perder o autocontrole neste ponto.) Mas também neste ponto há um certo Êxtase Divino e uma exaltação desejável: pois aqui há uma sensação de uma força exaltada.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;S. De novo formula o manto como se te escondendo e te envolvendo, e assim envolto nele circum-ambula o círculo três vezes.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;T. Formulando intensamente o Manto, posiciona-te no Leste e proclama: “Assim formulei para mim mesmo este Manto de Trevas e de Mistério, como ocultação e guarda”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;U. Agora recita uma invocação de todos os Nomes Divinos de Binah; para que possas reter o Manto de Trevas sob teu próprio controle e orientação apropriados.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;V. Agora declara claramente ao manto o que deseja realizar com ele.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;W. Tendo obtido o efeito desejado, e ficando invisível, é necessário que tu conjures as forças da Luz para agir contra aquele Manto de Trevas e de Mistério, de modo a desintegrá-lo, para que nenhuma força procure usá-lo como um meio para uma obsessão etc. Portanto, realize uma conjuração como dito acima, e então abra o Manto e saia do meio dele, e então desintegre aquele Manto pelo uso de uma conjuração das forças de Binah, para desintegrar e espalhar suas partículas; mas afirmando que por tua ordem elas serão novamente prontamente atraídas. Mas de modo algum aquele manto de terrível Mistério deve ser deixado sem tal desintegração; visto que rapidamente atrairia um ocupante que se tornaria um terrível vampiro atacando aquele que o chamou à existência. E depois de frequentes realizações desta operação, a coisa pode quase ser feita &lt;em&gt;per nūtum&lt;/em&gt;&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/z2-iii-invisibilidade/#fn1&quot; id=&quot;fnref1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&quot;footnotes-sep&quot;&gt;
&lt;section class=&quot;footnotes&quot;&gt;
&lt;ol class=&quot;footnotes-list&quot;&gt;
&lt;li id=&quot;fn1&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Do latim “à vontade”.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/z2-iii-invisibilidade/#fnref1&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/section&gt;
</content>
  </entry>
  <entry>
    <title>A Consecução pelo Yoga</title>
    <link href="https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/" />
    <updated>2025-08-18T23:22:00Z</updated>
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    <content type="html">&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h1 id=&quot;a-consecucao-pelo-yoga&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;A Consecução pelo Yoga &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#a-consecucao-pelo-yoga&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;De acordo com o &lt;em&gt;Śiva Saṃhitā&lt;/em&gt;, há duas doutrinas nos Vedas: as doutrinas de “Karma Kāṇḍa” (obras sacrificiais etc.) e “Jñāna Kāṇḍa” (ciência e conhecimento). “Karma Kāṇḍa” é duplo – bom e mau, e, de acordo com a forma como vivemos, “há muitos prazeres no céu” e “há muitos sofrimentos no inferno”. Tendo compreendido a verdade de “Karma Kāṇḍa”, o Yogī renuncia às obras de virtude e vício, e se engaja em “Jñāna Kāṇḍa” – conhecimento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Lemos no &lt;em&gt;Śiva Saṃhitā&lt;/em&gt;&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fn1&quot; id=&quot;fnref1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Na devida estação, várias criaturas nascem para desfrutar das consequências de seu karma&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fn2&quot; id=&quot;fnref2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Assim como por engano a madrepérola é confundida com prata, assim também, por erro do próprio karma, o homem confunde Brahmā com o universo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Estando demasiadamente e profundamente envolvido com o mundo manifestado, surge a ilusão sobre aquilo que é manifestado – o sujeito. Não há outra causa (para essa ilusão). Veramente, veramente, eu lhe digo a verdade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se o praticante de Yoga deseja cruzar o oceano do mundo, ele deve renunciar a todos os frutos de suas obras, tendo cumprido todos os deveres de seu āśrama”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fn3&quot; id=&quot;fnref3&quot;&gt;3&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Jñāna Kāṇḍa” é a aplicação da ciência ao “Karma Kāṇḍa”, as obras do bem e do mal, isto é, da Dualidade. Pouco a pouco, ele corrói o primeiro, como um ácido forte corrói um pedaço de aço, e finalmente, quando o último átomo é destruído, ele deixa de existir como ciência, ou como método, e se torna a Meta, ou seja, o Conhecimento. Isso é descrito com a mais bela explicação na obra acima mencionada, como se segue:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“34. Aquela Inteligência que incita as funções nos caminhos da virtude e do vício “sou eu”. Todo este universo, móvel e imóvel, vem de mim; todas as coisas são vistas através de mim; todas são absorvidas em mim&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fn4&quot; id=&quot;fnref4&quot;&gt;4&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;; porque não existe nada além do espírito, e “eu sou esse espírito”. Não existe nada mais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;35. Assim como em incontáveis copos cheios de água muitos reflexos do sol são vistos, mas a substância é a mesma; similarmente, os indivíduos, como copos, são incontáveis, mas o espírito vivificante, como o sol, é um.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;49. Todo este universo, móvel ou imóvel, surgiu da Inteligência. Renunciando a tudo o mais, abriga-te nela.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;50. Assim como o espaço permeia um jarro tanto por dentro quanto por fora, da mesma forma, dentro e além deste universo em constante mudança existe um Espírito universal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;58. Já que o conhecimento dessa Causa do universo destrói a ignorância, o Espírito é Conhecimento; e esse Conhecimento é eterno.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;59. O Espírito, do qual este universo múltiplo que existe no tempo toma sua origem, é único e impensável.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;62. Tendo renunciado a todos os falsos desejos e correntes, o Saṃnyāsī e o Yogī certamente veem em seu próprio espírito o Espírito universal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;63. Tendo visto o Espírito que traz felicidade ao seu próprio espírito, eles esquecem este universo e desfrutam da felicidade inefável do Samādhi”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fn5&quot; id=&quot;fnref5&quot;&gt;5&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Assim como no Ocidente há vários sistemas de Magia, no Oriente existem vários sistemas de Yoga, cada um se propondo a conduzir o aspirante do reino de Māyā ao da Verdade em Samādhi. Os mais importantes são:&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;Jñāna Yoga. – União pelo Conhecimento.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Rāja Yoga. – União pela Vontade.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Bhakti Yoga. – União pelo Amor.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Haṭha Yoga. – União pela Coragem.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Mantra Yoga. – União pela Fala.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Karma Yoga. – União pelo Trabalho&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fn6&quot; id=&quot;fnref6&quot;&gt;6&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;Segundo o &lt;em&gt;Bhagavad Gītā&lt;/em&gt;, desses seis métodos, os dois principais são: Yoga por Sāṅkhya (Rāja Yoga) e Yoga por Ação (Karma Yoga). Mas a diferença entre os dois está em sua forma e não em sua substância; pois, como o próprio Kṛṣṇa diz:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Tanto a renúncia (Rāja Yoga) quanto o Yoga pela ação (Karma Yoga) conduzem à mais alta bem-aventurança; dos dois, o Yoga pela ação é verdadeiramente melhor do que a renúncia pela ação … Crianças, e não Sábios, falam do Sāṅkhya e do Yoga como se fossem diferentes; aquele que está devidamente estabelecido em um obtém os frutos dos dois. Aquele lugar que é conquistado pelo Sāṅkhya também é alcançado pelos Yogīs. Vê bem aquele que vê que o Sāṅkhya e o Yoga são um”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fn7&quot; id=&quot;fnref7&quot;&gt;7&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Ou, em outras palavras, aquele que entende o equilíbrio da ação e da renúncia (da adição e da subtração) é como aquele que percebe que, na verdade, o círculo é a linha, o fim é o começo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para mostrar quão extraordinariamente e intimamente ligados estão os métodos do Yoga aos da Magia, citaremos os três versos seguintes do &lt;em&gt;Bhagavad Gītā&lt;/em&gt;, que, com proveito, o leitor pode comparar com as citações já feitas das obras de Abramelin e Éliphas Lévi.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Quando a mente, aturdida pelas Escrituras (Śruti), permanecer imóvel, fixa na contemplação (Samādhi), então alcançarás o Yoga”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fn8&quot; id=&quot;fnref8&quot;&gt;8&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Tudo o que fizeres, tudo o que comeres, tudo o que ofereceres, tudo o que deres, tudo o que fizeres de austeridade, ó Kaunteya, faze-o como uma oferenda a Mim.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fixa tua mente em Mim; devota-te a Mim; sacrifica-te a Mim; prostra-te diante de Mim; assim harmonizado no SELF (Ātman), tu virás a Mim, tendo-Me como teu objetivo supremo”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fn9&quot; id=&quot;fnref9&quot;&gt;9&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Estes dois últimos versos foram retirados de “O Yoga da Ciência Real e o Segredo Real”; e se colocados em uma linguagem ligeiramente diferente, poderiam facilmente ser confundidos com uma passagem de “O Livro da Magia Sagrada”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro nem tanto. Ele foi tirado de “O Yoga pelo Sāṅkhya”, e lembra mais o Quietismo de Molinos e Madame de Guyon do que as operações de um magista cerimonial. E era justamente esse Quietismo que P. ainda não havia experimentado plenamente; e ocorreu que, percebendo isso, uma vez que a chave do Yoga lhe fora oferecida, ele preferiu abrir a porta da Renúncia e fechar a da Ação, e abandonar os métodos ocidentais pelos quais já havia avançado tanto, em vez de continuar neles. Este foi o primeiro grande Sacrifício que ele fez no caminho da Renúncia – abandonar tudo o que havia alcançado até então, isolar-se do mundo e, como um Eremita em uma terra desolada, buscar a salvação por si mesmo, através de si mesmo e a partir de Si mesmo. Por fim, como veremos, ele renunciou até mesmo a essa renúncia, pela qual agora sacrificou tudo, e, por uma unificação de ambos, uniu o Oriente ao Ocidente, as duas metades daquele todo perfeito que estavam separadas desde aquela noite em que o sopro de Deus se moveu sobre a face das águas e os membros de um mundo vivo lutavam para sair do Caos da Noite Antiga.&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&quot;footnotes-sep&quot;&gt;
&lt;section class=&quot;footnotes&quot;&gt;
&lt;ol class=&quot;footnotes-list&quot;&gt;
&lt;li id=&quot;fn1&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Śiva Saṃhitā&lt;/em&gt;, ii. 43. 45. 51. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fnref1&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn2&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Trabalho e os efeitos do trabalho. A chamada lei de Causa e Efeito nos mundos moral e físico. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fnref2&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn3&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Os quatro āśramas são (1) Viver como um Brahmacārin – passar uma parte da vida com um professor brâmane. (2) Viver como um Gṛhastha – criar uma família e realizar os sacrifícios obrigatórios. (3) Viver como um Vānaprastha – retirar-se para a solidão e meditar. (4) Viver como um Sannyāsin – aguardar a libertação do espírito no Espírito Supremo. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fnref3&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn4&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;No momento do Pralayā. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fnref4&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn5&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Śiva Saṃhitā&lt;/em&gt;, cap. I. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fnref5&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn6&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Além destes, existem vários Yogas menos conhecidos, em sua maioria variantes dos anteriores, tais como: Aṣṭāṅga, Laya e Tāraka. Veja &lt;em&gt;Haṭha Yoga Pradīpikā&lt;/em&gt;, p. iii. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fnref6&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn7&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Bhagavad Gītā&lt;/em&gt;. Quinto Discurso, 2-5. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fnref7&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn8&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Ibid. Segundo Discurso, 53. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fnref8&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn9&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Ibid. Nono Discurso, 27, 34. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-consecucao-pelo-yoga/#fnref9&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/section&gt;
</content>
  </entry>
  <entry>
    <title>O Vedānta</title>
    <link href="https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/" />
    <updated>2025-07-28T23:22:00Z</updated>
    <id>https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/</id>
    <content type="html">&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h1 id=&quot;o-vedanta&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;O Vedānta &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#o-vedanta&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Antes de abordarmos a teoria e a prática do Yoga, é essencial que o leitor possua algum conhecimento superficial da filosofia Vedānta; e embora o que segue não pretenda de forma alguma ser uma explicação compreensiva do assunto, espera-se que ela seja o suficiente como um guia para levar o buscador dos reinos ocidentais da Magia e da ação até as terras orientais do Yoga e da renúncia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Para começar, o pensamento fundamental de toda filosofia e religião, tanto oriental quanto ocidental, é que o universo é apenas uma aparência, e não uma realidade, ou, como diz Deussen:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Todo o universo externo, com suas infinitas ramificações no espaço e no tempo, assim como a soma envolvida e intrincada de nossas percepções internas, é meramente a forma sob a qual a realidade essencial se apresenta a uma consciência como a nossa, mas não é a forma na qual ela pode subsistir fora de nossa consciência e independente dela; isto é, a soma total da experiência externa e interna sempre e somente nos diz como as coisas são constituídas para nós e para nossas capacidades intelectuais, não como elas são em si mesmas e à parte de inteligências como a nossa” &lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn1&quot; id=&quot;fnref1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Aqui está toda a filosofia do Mundo em cem palavras; a imperecível questão que tem deixado a mente do ser humano perplexa desde o crepúsculo dos Vedas até a sufocante maré do Ceticismo atual: o que é o “Ding an sich”; o que é o αυτό καθ’ αυτό&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn2&quot; id=&quot;fnref2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;; o que é o Ātman?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Está bem claro que a coisa que percebemos e experimentamos não é a “coisa em si”, pois ela é apenas o que “NÓS vemos”. Mesmo assim, rejeitamos essa ideia por ser absurda – ou mesmo não rejeitando-a, não vivemos à altura de nossa afirmação: pois chamamos de aparição ou sombra aquilo que é realidade para uma criança e engano ou ilusão para um homem. Assim, pouco a pouco, geramos uma nova realidade sobre a velha realidade, uma nova falsidade sobre a velha falsidade, a saber, que a coisa que vemos é “uma ilusão” e não é “uma realidade”, raramente considerando que a verdadeira diferença entre uma e outra é apenas a diferença de nome. Então, depois de um tempo, começamos a acreditar na “ilusão” tão firme e concretamente quanto antes acreditávamos na “realidade”, raramente considerando que toda crença é ilusória e que o conhecimento só é verdadeiro enquanto permanecer desconhecido&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn3&quot; id=&quot;fnref3&quot;&gt;3&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora, conhecimento é identificação, não com o lado interno ou externo de uma coisa, mas com aquilo que não pode ser explicado por nenhum dos dois, e que é a essência da coisa em si&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn4&quot; id=&quot;fnref4&quot;&gt;4&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, e que os Upaniṣadas chamam de Ātman. Portanto, a identificação com este Ātman (a “Superalma” de Emerson) é o objetivo da Religião e da Filosofia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;“Em verdade, para aquele que viu, ouviu, compreendeu e conheceu o Ātma – para ele todo este universo é conhecido”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn5&quot; id=&quot;fnref5&quot;&gt;5&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Porque existe apenas um Ātman e não muitos Ātmans.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O primeiro véu contra o qual devemos alertar o aspirante é o emaranhado da linguagem, das palavras e dos nomes. O mero novato responderá: “É claro que você não precisa me explicar que, se eu chamo uma coisa de ‘A’ ou ‘B’, isso não faz diferença para essa coisa em si”. E, no entanto, não apenas o principiante, como também muitos dos filósofos mais astutos caíram nessa armadilha, e não apenas uma, mas cem vezes; o motivo é que eles não permaneceram em silêncio&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn6&quot; id=&quot;fnref6&quot;&gt;6&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; sobre aquilo que só pode ser “conhecido” e não “acreditado”, e aquilo que nunca pode ser nomeado sem gerar uma dualidade (uma inverdade) e, consequentemente, um mundo inteiro de ilusões. É a crucificação de todo pretenso Salvador, este ensinamento de uma verdade sob o símbolo de uma mentira, esta pretensa explicação do inexplicável para a multidão, esta passagem pela rameira “canaille”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn7&quot; id=&quot;fnref7&quot;&gt;7&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; da linguagem (o Conscientemente Conhecido) no lugar da Virgem do Mundo (o Conscientemente Desconhecido)&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn8&quot; id=&quot;fnref8&quot;&gt;8&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nenhuma filosofia jamais compreendeu esta terrível limitação tão firmemente quanto o Vedānta. “Todo o conhecimento experimental, os quatro Vedas e toda a série de ciência empírica, como são enumerados em Chāndogya, 7. I. 2-3, são ‘nāma eva’, ‘mero nome’”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn9&quot; id=&quot;fnref9&quot;&gt;9&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Como diz o Ṛgveda, “eles o chamam de Indra, Mitra, Varuṇa, Agni, e ele é o celestial Garutmān de asas nobres. Àquilo que é Um, os sábios dão muitos títulos: eles o chamam de Agni, Yama, Mātariśvan”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn10&quot; id=&quot;fnref10&quot;&gt;10&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, descobrimos que “dualidade” no Oriente é sinônimo de “uma mera questão de palavras”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn11&quot; id=&quot;fnref11&quot;&gt;11&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; e, além disso, que quando algo é (ou pode ser) descrito por uma palavra ou um nome, o conhecimento a respeito disso é Avidyā, “ignorância”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim que os olhos de um homem se abrem&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn12&quot; id=&quot;fnref12&quot;&gt;12&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, ele vê “o bem e o mal” e se torna presa das ilusões que se propôs a conquistar. Ele arranca algo para fora de si, e não importa se o que ele tirou é a Religião, a Ciência ou a Filosofia; pois no vácuo que ele assim cria, entre ele e ela, arde a febre que ele jamais subjugará até que tenha aniquilado ambos&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn13&quot; id=&quot;fnref13&quot;&gt;13&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Deus, Imortalidade, Liberdade são aparências e não realidades, são Māyā e não Ātman; o Espaço, o Tempo e a Causalidade&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn14&quot; id=&quot;fnref14&quot;&gt;14&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; são aparências e não realidades, também são Māyā e não Ātman. Tudo o que não é Ātman é Māyā, e Māyā é ignorância, e ignorância é pecado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A queda filosófica do Ātman produz o Macrocosmo e o Microcosmo, Deus e não-Deus – o Universo, ou o poder que afirma uma separação, uma individualidade, uma autoconsciência – Eu sou! Isto é explicado em &lt;em&gt;Bṛhadāraṇyaka&lt;/em&gt;, I.4.I. da seguinte forma:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“No princípio, somente o Ātman, na forma de um homem&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn15&quot; id=&quot;fnref15&quot;&gt;15&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, era este universo. Ele olhou em volta; não viu nada além de si mesmo. Então, ele bradou no início: ‘Isso sou eu’. Daí se originou o nome Eu. Portanto, hoje, quando alguém é chamado, ele responde primeiro: ‘Isso sou eu’; e somente então ele nomeia o outro nome que carrega”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn16&quot; id=&quot;fnref16&quot;&gt;16&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Esta Consciência do “Eu” é o segundo véu que o homem encontra em sua jornada ascendente e, a menos que ele o evite e escape de suas malhas ocultas, que são mil vezes mais perigosas do que os emaranhados do véu das palavras, ele nunca chegará àquela consciência superior, àquela superconsciência (Samādhi), que o consumirá de volta ao Ātman de onde ele veio.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim como a queda do Ātman surge do grito “Isso sou eu”, assim também a queda da Autoconsciência do homem-universo surge através dessa Autoconsciência gritando “Eu sou isso”, identificando assim a sombra com a substância; dessa queda surge o primeiro véu que tivemos a chance de mencionar, o véu da dualidade, das palavras, da crença.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Encontramos essa dualidade até mesmo nos textos dos &lt;em&gt;Upaniṣads&lt;/em&gt; mais antigos, como no &lt;em&gt;Bṛhadāraṇyaka&lt;/em&gt;, 3. 4. 1. “É a tua alma que está dentro de tudo”. E também novamente no mesmo &lt;em&gt;Upaniṣad&lt;/em&gt; (1. 4. 10.): “Aquele que adora outra divindade (que não o Ātman) e diz ‘é uma e eu sou outro’ não é sábio, mas é como um cão de estimação dos deuses”. E permaneceremos cães de estimação enquanto nos apegarmos à crença em um sujeito cognoscente e um objeto conhecido, ou à adoração de qualquer coisa, mesmo do próprio Ātman, enquanto permanece separado de nós. Um dilema como esse não demora muito para induzir um daqueles períodos de “secura espiritual’, uma daquelas “noites escuras da alma” tão familiares a todos os místicos e até mesmo a meros estudantes de misticismo. E tal noite parece ter se encerrado em torno de Yājñavalkya quando ele exclamou:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Após a morte, não há consciência. Pois onde há, por assim dizer, uma dualidade, ali se vê o outro, se cheira, se ouve, se endereça, se compreende e se conhece; mas quando tudo se torna para ele o seu próprio self, como poderia cheirar, ver, ouvir, endereçar, compreender ou conhecer alguém? Como poderia conhecer aquele por meio de quem conhece tudo isso, como poderia conhecer o conhecedor”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn17&quot; id=&quot;fnref17&quot;&gt;17&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;?&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Assim, o Ātman Supremo se torna incognoscível, por conta do Ātman individual&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn18&quot; id=&quot;fnref18&quot;&gt;18&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; permanecer desconhecido; além disso, permanecerá incognoscível enquanto a consciência de uma Supremacia separada existir no coração do indivíduo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim que o buscador percebe isso, nasce uma nova realidade, e as nuvens da noite recuam e se dissipam diante da luz de um amanhecer, brilhante além de tudo o que o precedeu. Destrua essa consciência, e o Incognoscível pode se tornar o Conhecido, ou pelo menos o Desconhecido, no sentido do não descoberto. Assim, encontramos o antigo Vedantista pressupondo um Ātman e um σύμβολον&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn19&quot; id=&quot;fnref19&quot;&gt;19&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; dele, para que ele pudesse melhor transmutar a alma individual desconhecida para o conhecido, e a Alma Suprema incognoscível para o desconhecido, e então, do cognoscível através do conhecido para o conhecedor, retornar ao Ātman e ao Equilíbrio — Zero.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele afirma que todo conhecimento é Māyā, e somente por meio de paradoxos a Verdade é revelada.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Só quem não o conhece, o conhece,&lt;br&gt;
Quem o conhece, o desconhece;&lt;br&gt;
Desconhecido é ele para os sábios,&lt;br&gt;
Mas conhecido pelos ignorantes”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn20&quot; id=&quot;fnref20&quot;&gt;20&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Essas noites escuras de Ceticismo se abatem sobre todos os sistemas, assim como se abatem sobre todos os indivíduos, sem datas pré-determinadas, mas como uma reação após muito trabalho árduo; e geralmente são precursoras de uma nova e mais elevada compreensão de outra terra desconhecida a ser explorada. Assim, repetidamente as encontramos surgindo e se dissolvendo como uma névoa estranha sobre os reinos do Vedānta. Para dispersá-las, precisamos consumi-las naquele mesmo fogo que consumiu tudo o que nos era querido; precisamos voltar nossas máquinas de guerra e destruir nossos doentes e feridos, para que aqueles que são fortes e íntegros possam avançar mais rapidamente para a vitória.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já nos dias do Ṛgveda, antes que o princípio existisse, não havia “nem não-ser, nem ser”. Esse pensamento ecoa repetidamente pelos reinos da filosofia, azedando o leite do entendimento humano com seu amargo ceticismo.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“O não-ser era isto no princípio,&lt;br&gt;
Dele surgiu o ser.&lt;br&gt;
De fato, autoformado a partir de si mesmo…&lt;br&gt;
O ser e o além,&lt;br&gt;
Exprimível e inexprimível,&lt;br&gt;
Fundado e sem fundamento,&lt;br&gt;
Consciência e inconsciência,&lt;br&gt;
Realidade e irrealidade”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn21&quot; id=&quot;fnref21&quot;&gt;21&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Todas essas são tentativas vãs de obscurecer a mente do devoto, levando-o a acreditar naquela Origem que ele não conseguia de forma alguma compreender, acumulando símbolos de vastidão extravagante. Tudo, como dizem os cabalistas, baseava-se no Zero, tudo, exceto uma coisa, e essa única coisa salvou a mente do homem da terrível paralisia da dúvida que havia abalado e arruinado suas corajosas certezas, suas esperanças audaciosas e suas resoluções invencíveis. O homem, lentamente, através de todas as suas dúvidas, começou a perceber que, se de fato tudo era Māyā, uma questão de palavras, ao menos ele existia. “Eu sou”, gritou ele, e não mais “Eu sou isso”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn22&quot; id=&quot;fnref22&quot;&gt;22&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E com o &lt;em&gt;Īśopaniṣad&lt;/em&gt; ele sussurrou:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Na densa escuridão entra&lt;br&gt;
Aquele que concebeu o tornar-se como nada,&lt;br&gt;
E em escuridão ainda mais densa&lt;br&gt;
Aquele que concebeu o tornar-se como algo”.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Abandonando esse limbo da Causalidade, assim como o budista fez posteriormente, ele abordou o problema prático: “O que sou eu? Que se dane Deus!”&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O &lt;em&gt;self&lt;/em&gt; é a base para a validade da prova e, portanto, é constituído também antes da validade da prova. E porque é assim formado, é impossível questioná-lo. Pois podemos questionar algo que nos vem de fora, mas não o nosso próprio ser essencial. Pois, se um homem o questiona, ainda assim é o seu próprio ser essencial.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Aqui é relevada uma parte integrante em cada um de nós, uma realidade, talvez a única realidade que nos é dada a conhecer, e que possuímos independentemente de não sermos capazes de compreendê-la. Temos uma alma, um verdadeiro Ātman vivo, independentemente de todos os códigos, ciências, teorias, seitas e leis. Então o que é esse Ātman, e como podemos compreendê-lo, isto é, vê-lo solitariamente, ou identificar-nos totalmente com ele?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A necessidade de fazer isso é apontada em &lt;em&gt;Chāndogya&lt;/em&gt;, 8. 1. 6:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Aquele que parte deste mundo sem ter conhecido a alma ou aqueles verdadeiros desejos, sua parte em todos os mundos é uma vida de restrição; mas aquele que parte deste mundo depois de ter conhecido a alma e aqueles verdadeiros desejos, sua parte em todos os mundos é uma vida de liberdade”.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;No Bṛhadāraṇyaka&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn23&quot; id=&quot;fnref23&quot;&gt;23&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, o rei Janaka pergunta a Yājñavalkya: “O que serve de luz ao homem?” Aquele sábio responde:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“O sol lhe serve de luz. Porém e quando o sol se põe? – a lua. E quando ela também se põe? – o fogo. E quando este também se extingue? – a voz. E quando esta também se silencia? Então ele próprio é a sua própria luz”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn24&quot; id=&quot;fnref24&quot;&gt;24&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Esta passagem ocorre repetidamente da mesma forma e em paráfrase, à medida que lemos os Upaniṣadas. No Kaṭhaka 5.15, encontramos:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Lá, nenhum sol brilha, nenhuma lua, nenhuma estrela cintilante,&lt;br&gt;
Nem relâmpagos lá fora, o fogo da terra se apaga;&lt;br&gt;
Dele&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn25&quot; id=&quot;fnref25&quot;&gt;25&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, que brilha sozinho, todo o resto empresta seu brilho.&lt;br&gt;
O mundo inteiro irrompe em esplendor ao seu brilho”.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;E novamente em Maitrāyaṇī, 6. 24.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Quando a escuridão é penetrada e atravessada, então se alcança aquilo que não é afetado pela escuridão; e aquele que assim penetra aquilo que é assim afetado, ele contempla Brahman como um círculo brilhante de faíscas cintilante como o sol, dotado de todo poder, além do alcance da escuridão, que brilha naquele sol como na lua, no fogo e no relâmpago”.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Assim o Ātman, pouco a pouco, passou a ser conhecido e não mais acreditado; no entanto, a princípio, parece que aqueles que o perceberam guardaram seus métodos para si mesmos e simplesmente explicaram aos seus seguidores sua grandeza e esplendor por meio de parábolas e fábulas, como encontramos em Bṛhadāraṇyaka, 2. 1. 19:&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Essa é a sua forma real, na qual ele se eleva acima do desejo e está livre do mal e do medo. Pois, assim como aquele que se envolve com a esposa amada não tem consciência do externo ou interno, assim também o espírito que se envolve com o self, cuja essência é o conhecimento, não tem consciência do interno ou externo. Essa é a sua forma real, na qual o desejo é saciado, e ele próprio é o seu próprio desejo, separado do desejo e da angústia. Então, o pai não é mais pai, a mãe não é mais mãe, os mundos não são mais mundos, os deuses não são mais deuses, os Vedas não são mais Vedas. … Este é o seu objetivo supremo”.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Assim como a teoria por si só não consegue satisfazer para sempre a mente do homem na solução do enigma da vida, assim também quando o buscador se torna o observador, quando pessoas vivas reais alcançaram e se tornaram Adeptos, seus métodos de consecução não podem permanecer por muito tempo inteiramente ocultos&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fn26&quot; id=&quot;fnref26&quot;&gt;26&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. E seja a partir de seus ensinamentos diretamente, ou daqueles de seus discípulos, vemos brotar na Índia, das raízes dos antigos Upaniṣadas, dois grandes sistemas de filosofia prática:&lt;/p&gt;
&lt;ol&gt;
&lt;li&gt;A consecução pelo Saṃnyāsa.&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;A consecução pelo Yoga.&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;p&gt;O primeiro busca suprimir o desejo por meios artificiais. O segundo busca, por meio de experimentos científicos, aniquilar a consciência da pluralidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No curso natural dos eventos, o Saṃnyāsa precede o Yoga, pois consiste em abandonar o lar, as posses, a família e tudo o que gera e estimula o desejo; enquanto o Yoga consiste em retirar os órgãos dos sentidos dos objetos dos sentidos e, concentrando-os no Self Interior, Self Superior, Augoeides, Ātman ou Adonai, liberta-se das ilusões de Māyā – o mundo da pluralidade – e assegura a união com este Self Interior ou Ātman.&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&quot;footnotes-sep&quot;&gt;
&lt;section class=&quot;footnotes&quot;&gt;
&lt;ol class=&quot;footnotes-list&quot;&gt;
&lt;li id=&quot;fn1&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Deussen, “&lt;em&gt;The Philosophy of the Upansihads&lt;/em&gt;”, p. 40. Veja também “&lt;em&gt;Três Diálogos Entre Hylas e Philonous&lt;/em&gt;” de Berkeley. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref1&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn2&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«“Coisa em si” em alemão e grego, respectivamente.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref2&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn3&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Uma vez que o Desconhecido se torna conhecido, torna-se falso, perde sua Virgindade, aquele misterioso poder de atração que o Desconhecido sempre possui; ele não representa mais o nosso ideal, embora possa formar uma excelente base para o próximo ideal; e assim por diante, até que o Conhecimento e a Nesciência sejam superados. O Conhecimento geral e popular é como uma prostituta comum, brinquedo de qualquer homem. Para manter essa pureza, essa virgindade, os mistérios são mantidos em segredo da multidão. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref3&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn4&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;E mais uma vez esta é puro engano, como toda ideia deve ser. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref4&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn5&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Bṛhadāraṇyaka Upaniṣada&lt;/em&gt;, 2. 4. 5b. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref5&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn6&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;“Os homens mais elevados são calmos, silenciosos e desconhecidos. São os homens que realmente conhecem o poder do pensamento; têm certeza de que, mesmo que entrem em uma caverna, fechem a porta e simplesmente pensem cinco pensamentos verdadeiros e depois morram, esses cinco pensamentos viverão pela eternidade”. (Vivekananda, “&lt;em&gt;Karma Yoga&lt;/em&gt;”, edição Udbodhan, pp. 164, 165.) &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref6&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn7&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Francês para “canalha”, “patife”, “traste”.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref7&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn8&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Ou o Inconscientemente Conhecido. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref8&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn9&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Deussen, op. cit., pág. 76. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref9&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn10&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Ṛgveda&lt;/em&gt; (Griffiths), i. 164. 46. “Você pode chamar o Criador de todas as coisas por diferentes nomes: Liber, Hércules, Mercúrio, são apenas nomes diferentes do mesmo ser divino” (Sêneca, iv, 7. 8). &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref10&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn11&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Chāndogya Upaniṣada&lt;/em&gt;, 6. 1. 3. Também sobre a “forma”. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref11&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn12&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Isto é, quando ele obtém conhecimento. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref12&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn13&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Esse é o significado de “Nēquāquam Vacuum” «Uma das frases no túmulo de Christian Rosenkreutz, sendo latim para “nunca vazio”». &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref13&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn14&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;O Materialismo Moderno recebeu muitos golpes rudes das mãos de Gustave le Bon. Este grande francês escreve: “Esses dogmas fundamentais, as bases da ciência moderna, as pesquisas detalhadas nesta obra, tendem a destruir. Se o princípio da conservação da energia – que, aliás, é simplesmente uma generalização ousada de experimentos feitos em casos muito simples – também sucumbe aos golpes que já o atacam, deve-se chegar à conclusão de que nada no mundo é eterno.” (“&lt;em&gt;The Evolution of Matter&lt;/em&gt;”, p. 18). Em outras palavras, tudo está cheio de nascimento, crescimento e decadência, isto é, Māyā. A Forma para o Materialista, o Nome para o Idealista e o Nada para aquele que se elevou acima de ambos. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref14&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn15&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;“Há duas pessoas da Divindade, uma no céu e uma que desceu à terra na forma de homem (ou seja, o Adam Qadmon), e o Santo, louvado seja Ele! as une (na união de Samādhi, isto é, de &lt;em&gt;Sam&lt;/em&gt; (grego &lt;em&gt;συν, junto com&lt;/em&gt;) e &lt;em&gt;Adhi&lt;/em&gt;, hebraico, &lt;em&gt;Adonai, o Senhor&lt;/em&gt;). Há três Luzes no Divino Sagrado Superior unidas em Uma, e este é o fundamento da doutrina de Todas-as-Coisas, este é o começo da Fé, e Todas-as-Coisas estão concentradas nela” (“&lt;em&gt;Zohar&lt;/em&gt; III”, início do parágrafo. &lt;em&gt;She’-meneeh&lt;/em&gt;, fol. 36a.) &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref15&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn16&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Tem-se plena consciência de que fora da vastidão do símbolo esta “Queda de Deus” é tão impertinente quanto impensável. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref16&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn17&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Bṛhadāraṇyaka Upaniṣada&lt;/em&gt;, 2. 4. 12. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref17&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn18&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;A ilusão de nos considerarmos semelhantes à Unidade e, no entanto, separados Dela. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref18&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn19&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Grego &lt;em&gt;sŭ́mbolon&lt;/em&gt;, “um sinal ou símbolo pelo qual se infere uma coisa”.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref19&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn20&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Kena Upaniṣada&lt;/em&gt;, 11. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref20&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn21&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Taittirīya Brāhmaṇa&lt;/em&gt;, 2. 7. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref21&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn22&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Ou seja, “Existência é” אהיה אשר אהיה. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref22&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn23&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;&lt;em&gt;Bṛhadāraṇyaka Upaniṣada&lt;/em&gt;, 4. 3-4. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref23&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn24&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Estas referem-se às luzes místicas no homem. Compare isto com o Diagrama 2 “Os Caminhos e Graus” em “O Neófito”. Após o Ātman no aspirante ter sido despertado pela trombeta de Israfel (O Anjo), ele prossegue pelo caminho de ש. O próximo caminho que o Aspirante deve percorrer é o de ר – o Sol; o próximo o de ק – a Lua; o próximo o de צ – a Estrela. Este caminho o leva ao Fogo de Netzach. Quando este fogo se extingue, surge a Voz ou Relâmpago, após o qual a Luz que guia o aspirante é Ele mesmo, seu Sagrado Anjo Guardião, o Ātman – Adonai. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref24&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn25&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;O Ātman. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref25&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn26&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Assim como a luz de uma lâmpada trazida para um quarto escuro é refletida por todas as superfícies ao seu redor, a iluminação do Adepto é refletida até mesmo por seus seguidores não iluminados. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-vedanta/#fnref26&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/section&gt;
</content>
  </entry>
  <entry>
    <title>A Posição Agnóstica</title>
    <link href="https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-posicao-agnostica/" />
    <updated>2025-07-11T23:22:00Z</updated>
    <id>https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-posicao-agnostica/</id>
    <content type="html">&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h1 id=&quot;a-posicao-agnostica&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;A Posição Agnóstica &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-posicao-agnostica/#a-posicao-agnostica&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;A experiência direta é a chave para o Yoga; experiência direta daquela Alma (Ātman) ou Essência (Pūruṣa) que, agindo sobre a Energia (Prāṇā) e a Substância (Ākāśa), torna uma planta distinta de uma pedra, um animal de uma planta, uma pessoa de um animal, uma pessoa de outra, e uma pessoa de Deus, no entanto, em última análise, ela é o Equilíbrio subjacente de todas as coisas; pois, como diz o &lt;em&gt;Bhagavad Gītā&lt;/em&gt;: “O Equilíbrio é chamado Yoga”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quimicamente falando, os vários grupos nos mundos orgânico e inorgânico são semelhantes em estrutura e composição. Um pedaço de calcário é muito parecido com outro, assim como os corpos de dois homens, mas não suas mentes. Portanto, se desejarmos descobrir e compreender aquele Poder que diferencia, e ainda assim, em última análise, equilibra todas as aparências, derivadas do objeto aparentemente inconsciente e recebidas pelo sujeito aparentemente consciente, devemos procurá-lo no funcionamento do cérebro humano&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-posicao-agnostica/#fn1&quot; id=&quot;fnref1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Isto é apenas uma teoria, mas uma teoria que vale a pena desenvolver até que surja uma melhor a partir de fatos mais verdadeiros. Adotando-a, o realista transfigurado a contempla com admiração e então lança a Teoria ao mar e carrega seu navio com a Lei; postula que toda causa tem seu efeito; e, quando seu navio começa a afundar, recusa-se a abandonar sua miserável carga, ou mesmo a operar as bombas hidráulicas da Dúvida, porque sua filosofia declara o resultado final como incognoscível.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se alguma causa for incognoscível, seja ela a primeira ou a última, então todas as causas são incognoscíveis. A vontade de criar é negada, a vontade de aniquilar é negada e, finalmente, a vontade de agir é negada. Proposições talvez verdadeiras para o Mestre, mas certamente não para o discípulo. Só porque Ticiano foi um grande artista e Rodin um grande escultor, não há razão para abolirmos as escolas de arte e impormos um embargo à argila.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Se a vontade de agir é apenas uma miragem da mente, então igualmente o é a vontade de diferenciar ou selecionar. Se isso for verdade, e a cadeia de Causa e Efeito for eterna, então como é que a Causa A produz o efeito B, e a Causa B o efeito C, e a Causa A + B + C o efeito X? De onde se origina esse poder de produção? Dizem que não há mudança, o meio permanecendo o mesmo em todos os momentos. Mas dizemos que há uma mudança – uma mudança de forma&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-posicao-agnostica/#fn2&quot; id=&quot;fnref2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;, e não apenas uma mudança, mas um nascimento distinto e uma morte distinta da forma. O que cria essa forma? A percepção sensorial. O que destruirá essa forma e nos revelará o que está por trás dela? Presumivelmente, a cessação da percepção sensorial. Como podemos provar nossa teoria? Eliminando toda percepção, toda forma de pensamento à medida que nasce, até que nada pensável reste, nem mesmo o pensamento do incognoscível.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O homem da ciência frequentemente dirá: “Eu não sei, eu realmente não sei de onde esses tijolos vieram, ou como foram feitos, ou quem os fez; mas aqui estão eles; vamos construir uma casa e morar nela”. Ora, de fato essa é uma visão muito sensata, e o resultado é que temos algumas casas muito boas construídas por esses excelentes pedreiros; mas, por estranho que pareça, este é o ponto de vista do fatalista, e uma ciência fatalista é de fato um tipo cruel de oxímoro. Na verdade, ele não é nada disso; pois, quando esgota seu estoque de tijolos, começa a procurar outros, e quando não consegue encontrar outros, pega um dos antigos e, desmontando-o, tenta descobrir do que é feito para poder fazer mais.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que é varíola? Sinceramente, meu amigo, não sei de onde veio, nem o que é, nem como se originou; quando um homem a contrai, morre ou se recupera; por favor, vá embora e não me faça perguntas ridículas! Agora, esta, de fato, não seria considerada uma visão muito sensata a se adotar. E por quê? Simplesmente porque a varíola não é mais considerada um demônio maligno, mas é, pelo menos parcialmente, conhecida e compreendida. Da mesma forma, quando tivermos adquirido tanto conhecimento da Primeira Causa quanto da varíola, não mais &lt;em&gt;acreditaremos&lt;/em&gt; em um Deus Benevolente ou algo do tipo, mas, pelo menos parcialmente, O conheceremos e compreenderemos como Ele é ou não é. “Não consigo aprender isso!” é o gemido de um garoto na escola e não a exclamação de um sábio. Nenhum médico que se preze dirá: “Não consigo lidar com esta doença”; ele diz: “Eu &lt;em&gt;vou&lt;/em&gt; lidar com esta doença”. Assim também com o Incognoscível, Deus, a priori, Primeira Causa etc. etc., esta doença metafísica pode ser curada. Certamente não da mesma maneira que a varíola; pois os médicos têm uma linguagem científica para expressar suas ideias e pensamentos, enquanto um místico muitas vezes não tem; mas poderá curá-la por uma série de exercícios, ou um sistema de ensinamentos simbólicos, que gradualmente conduzirá o sofredor do material ao espiritual, e não o deixará olhando e se maravilhando com ele, como faria com uma estrela à noite.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Um ser quadridimensional, sem alguns símbolos matemáticos, seria incapaz de explicar a um ser tridimensional um mundo quadridimensional, simplesmente porque estaria se dirigindo a ele em uma linguagem quadridimensional. Da mesma forma, em menor grau, um médico seria incapaz de explicar a teoria da inoculação a um selvagem, mas é perfeitamente concebível que ele pudesse ensiná-lo a vacinar a si ou a outro; o que, afinal, seria o ponto principal.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Da mesma forma, o Yogī diz: Cheguei a um estado de Superconsciência (Samādhi) e você, meu amigo, não é apenas cego, surdo e mudo, e um selvagem, mas também filho de um porco. Você está totalmente imerso na Escuridão (Tamas); um filho da ignorância (Avidyā) e descendente da ilusão (Māyā); tão louco, insano e idiota quanto aqueles infelizes que vocês trancam em seus hospícios para se convencerem – como um de vocês mesmos observou perspicazmente – de que não são todos loucos delirantes. Pois vocês consideram não apenas uma coisa, que insultam ao chamar de Deus, mas todas as coisas, como reais; e qualquer coisa que tenha o menor odor de realidade vocês chamam de ilusão. Mas, como meu irmão, o Magista, lhes disse: “aquele que nega tudo afirma algo”, agora deixem-me revelar a vocês este “Algo”, para que possam encontrar por trás dos pares de opostos o que esse Algo é em si e não em sua aparência.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Já foi apontado em um capítulo anterior como, no Ocidente, símbolo foi adicionado a símbolo, e como, no Oriente, símbolo foi subtraído de símbolo. Como, no Ocidente, o Magista disse: “Uma vez que tudo veio de Deus, tudo deve proceder até Deus”, sendo o movimento para a frente e a aceleração do que já existe. Agora, analisemos o que se entende pelas palavras do Yogī quando ele diz: “Uma vez que tudo veio de Deus, tudo deve retornar a Deus”, sendo o movimento, como se verá imediatamente, para trás, uma desaceleração do que já existe, até que finalmente seja alcançado aquele objetivo do qual partimos originalmente, por meio da cessação do pensamento, do enfraquecimento das vibrações da ilusão até que deixem de existir, em Equilíbrio&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-posicao-agnostica/#fn3&quot; id=&quot;fnref3&quot;&gt;3&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&quot;footnotes-sep&quot;&gt;
&lt;section class=&quot;footnotes&quot;&gt;
&lt;ol class=&quot;footnotes-list&quot;&gt;
&lt;li id=&quot;fn1&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Verworn em seu “&lt;em&gt;General Physiology&lt;/em&gt;” diz: “Descobriu-se que a única realidade que somos capazes de descobrir no mundo é a mente. A ideia do mundo físico é apenas um produto da mente. … Mas essa ideia não é a totalidade da mente, pois temos muitos constituintes mentais, tais como as simples sensações de dor e de prazer, que não são ideias de corpos … todo processo de conhecimento, inclusive o conhecimento científico, é meramente um evento psíquico. … Este fato não pode ser negado pelo conhecido método do avestruz” (pp. 39-40).&lt;br&gt;&lt;br&gt;“O verdadeiro mistério dos mistérios é a mente humana. O motivo pelo qual uma pessoa, com uma pena ou um pincel, se senta e cria uma obra-prima, enquanto outra, com os mesmos instrumentos e oportunidades, produz uma mancha ou um rabisco, é vinte vezes mais curioso do que todas as reflexões dos místicos, as obras dos rosa-cruzes ou os dispositivos mecânicos que hoje parecem tão refinados, mas dos quais nossos filhos desdenharão por serem desajeitados” (R. B. Cunninghame Graham em seu prefácio ao “&lt;em&gt;The Canon&lt;/em&gt;”). &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-posicao-agnostica/#fnref1&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn2&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;A forma aqui é sinônimo do Māyā hindu, é também o principal poder do demônio budista, Māra, e até mesmo daquele poderoso demônio, Choronzon. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-posicao-agnostica/#fnref2&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn3&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;“Na realidade, as forças do universo só são conhecidas por nós graças às perturbações do equilíbrio. O estado de equilíbrio constitui o limite além do qual não podemos mais segui-las” (Gustave le Bon, “&lt;em&gt;The Evolution of Matter&lt;/em&gt;”, p. 94). &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/a-posicao-agnostica/#fnref3&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/section&gt;
</content>
  </entry>
  <entry>
    <title>O Eremita</title>
    <link href="https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/" />
    <updated>2025-06-28T21:43:00Z</updated>
    <id>https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/</id>
    <content type="html">&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h1 id=&quot;o-eremita&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;O Eremita&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fn1&quot; id=&quot;fnref1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#o-eremita&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h1&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;No sétimo estágio no Progresso Místico de Frater P. chegamos a um ponto de virada, repentino e definitivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos últimos dois anos, ele se fortalecera na Magia do Ocidente. Depois de estudar uma série de sistemas místicos, ingressara na Ordem da Aurora Dourada, que lhe fora um berçário. Lá, aprendera a brincar com os elementos e as forças elementais; mas, agora que chegara à adolescência, deixou de lado as coisas infantis e saiu para o mundo a fim de ensinar a si mesmo aquilo que nenhuma escola lhe ensinaria — o Arcano de que aluno e mestre são um só!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ele havia se tornado um 6°=5°, e agora cabia a ele, e somente a ele, escalar mais uma serra da Grande Montanha e se tornar um 7°=4°, um Adepto Isento na Segunda Ordem, Mestre do Ruach e Rei dos Sete Mundos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ao destruir aqueles que usurparam o controle da Ordem da Aurora Dourada, ele não apenas rompeu um elo com o passado sombrio, mas forjou um elo tão forte com o futuro brilhante, que logo ele estava destinado a soldá-lo à corrente abrangente da Grande Irmandade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A Aurora Dourada era agora apenas um navio à deriva, sem mastro, sem leme, com um nome de opróbrio pintado em sua popa danificada. No entanto, P. não o abandonou para se lançar indefeso nas águas ferventes do descontentamento; em vez disso, saltou a bordo daquele Argosy&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fn2&quot; id=&quot;fnref2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; dos Adeptos, devorador de tempestades, destinado a levá-lo muito além dos raios carmesins daquela aurora moribunda, até a terra mística onde se erguia a Grande Árvore, em cujos galhos mais altos pendia o Velo de Ouro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Longa era a jornada que ele estava destinado a percorrer, passando por Lemnos e Samotrácia, e pela Cólquida e pela cidade de Eia. Lá, como um segundo Jasão, no Templo de Hécate, no bosque de Diana, sob os raios frios da Lua, ele selaria aquele terrível pacto, aquela promessa de fidelidade a Medeia, Senhora dos Encantamentos. Lá ele domaria os dois Touros, cujos pés eram de bronze, cujos chifres eram como luas crescentes na noite, e cujas narinas expeliam colunas mistas de chamas e fumaça. Lá ele os prenderia àquele arado feito de uma grande pedra adamantina; e com ele estava determinado a arar os dois acres de terra que nunca haviam sido cultivados pela mão do homem, semear os dentes dos dragões brancos e matar a multidão armada, aquele exército negro de forças desequilibradas que obscurece a luz do sol. E então, finalmente, ele estava destinado a matar com a Espada de Luz Flamejante aquela Serpente sempre vigilante que se contorce em Sabedoria silenciosa ao redor do tronco daquela Árvore na qual Cristo está crucificado.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Todos esses grandes feitos ele realizou, como veremos. Domou os touros com facilidade — o Branco e o Negro. Lavrou o campo duplo — o Oriente e o Ocidente. Semeou os dentes dos dragões — os Exércitos da Dúvida; e entre eles lançou a pedra de Zoroastro, dada a ele por Medeia, Rainha dos Encantamentos, de modo que imediatamente voltaram suas armas uns contra os outros e pereceram. E então, finalmente, na taça mística de Iaco, embalou o Dragão das ilusões da vida para dormir, e, retirando o Velo de Ouro, realizou a Grande Obra. Então, mais uma vez, zarpou e acelerou, passando por Circe, por Cila e Caríbdis; além das irmãs cantoras da Sicília, de volta às belas planícies da Tessália e às encostas arborizadas do Olimpo. E um dia acontecerá que ele retornará àquela terra distante onde pendurou aquele Velo de Ouro, o Velo que ele trouxe aos Filhos dos Homens para que pudessem tecer com ele uma pequena vestimenta de conforto; e lá, naquela mesma Árvore, ele se entregará, e outros o crucificarão; para que naquele Inverno que se aproxima, aquele que está por vir possa encontrar ainda outra vestimenta para cobrir a horrenda nudez do homem, o Manto sem Costura. E aqueles que o receberem, embora arrisquem a sorte, não o rasgarão, pois ele é tecido de cima a baixo.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“Pois para ti o paraíso se abriu, a árvore da vida foi plantada, o tempo vindouro está preparado, a abundância está pronta, uma cidade está construída, o descanso é permitido, sim, a bondade e a sabedoria perfeitas. A raiz do mal está selada para ti, a fraqueza e a traça estão escondidas de ti, e a corrupção fugiu para o inferno para ser esquecida: as tristezas passaram, e no fim é revelado o tesouro da imortalidade”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fn3&quot; id=&quot;fnref3&quot;&gt;3&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Sim! O Tesouro da Imortalidade. Em suas próprias palavras, vamos agora descrever essa mudança repentina.&lt;/p&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;p&gt;“IN NŌMINE DEĪ&lt;br&gt;
אמן&lt;br&gt;
Īnsit Nātūrae Rēgīna Isis&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fn4&quot; id=&quot;fnref4&quot;&gt;4&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;_____&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No Fim do Século:&lt;br&gt;
No Fim do Ano:&lt;br&gt;
Na Hora da Meia-Noite:&lt;br&gt;
Completei e levei à perfeição a Obra de&lt;br&gt;
L.I.L.&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fn5&quot; id=&quot;fnref5&quot;&gt;5&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No México: assim como eu recebi daquele&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fn6&quot; id=&quot;fnref6&quot;&gt;6&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; que está reencarnado em mim: e esta obra é, até onde sei, uma síntese daquilo que os Deuses me deram, tanto quanto possível sem violar meus juramentos para com os Chefes da R.R. et A.C. Agora, considerei adequado descansar um pouco antes de retomar meus trabalhos na Grande Obra, visto que aquele que nunca dorme cairá à beira do caminho, e também me lembrando do duplo sinal: o Poder de Hórus e o Poder de Hoor-pa-Kraat&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fn7&quot; id=&quot;fnref7&quot;&gt;7&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, o ano ainda sendo novo, certo D.A.&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fn8&quot; id=&quot;fnref8&quot;&gt;8&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; veio até mim e falou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E ele não falou mais (como costumava) disfarçado de homem cético e indiferente: mas sim com a voz e o poder de um Grande Guru, ou de alguém definitivamente enviado por um Irmão da Grande Loja Branca.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sim! embora ele me tenha dito palavras de desaprovação, dei graças a Deus por ele ter considerado minha loucura digna de atrair sua sabedoria.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E, depois de dias, meu Guru não me deixou em meu estado de humilhação e, por assim dizer, desespero: mas proferiu palavras de conforto, dizendo: “Não está escrito que se teu Olho for puro, todo teu corpo será cheio de Luz”&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fn9&quot; id=&quot;fnref9&quot;&gt;9&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;? Acrescentando: “Em ti não há poder de concentração mental e controle do pensamento: e sem isso nada poderás alcançar”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portanto, sob sua direção, comecei a me dedicar à prática de Rāja Yoga, evitando ao mesmo tempo toda, até mesmo a menor, consideração sobre coisas ocultistas, como ele também me ordenou.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assim, no início, eu meditava duas vezes ao dia, três meditações pela manhã e à noite, sobre objetos simples como: um triângulo branco; uma cruz vermelha; Isis; os Tatvas simples; uma varinha; e similares. Persisti nisso, até que após cerca de três semanas, em 59,5 minutos meu pensamento divagou 25 vezes. Agora, comecei também a considerar coisas mais complexas: minha pequena Rosa-Cruz&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fn10&quot; id=&quot;fnref10&quot;&gt;10&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;; os Tatvas complexos; o Símbolo da Aurora Dourada, e assim por diante. Também comecei o exercício «de visualização» do pêndulo e outros movimentos regulares simples. Portanto, hoje, dia de Vênus, 22 de fevereiro de 1901, estando eu na cidade de Guadalajara, no Hotel Cosmopolita, começo a registrar tudo o que fiz neste trabalho:&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E que a Paz de Deus, que excede todo o entendimento, guarde o meu coração e a minha mente em Cristo Jesus, nosso Senhor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que minha mente esteja aberta para&lt;br&gt;
o Superior:&lt;br&gt;
Que meu coração seja o Centro&lt;br&gt;
de Luz:&lt;br&gt;
Que meu corpo seja o&lt;br&gt;
Templo&lt;br&gt;
da&lt;br&gt;
ROSA CRUZ.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ex Deō Nāscimur&lt;br&gt;
In Jesu Morimur&lt;br&gt;
Per Spīritum Sanctum Revīvimus&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fn11&quot; id=&quot;fnref11&quot;&gt;11&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.”&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p&gt;Precisamos agora fazer uma digressão para apresentar alguns relatos sobre as teorias orientais do Universo e da mente. O estudo delas esclarecerá nossa visão do progresso de Frater P.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O leitor é aconselhado a estudar o Capítulo VII&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fn12&quot; id=&quot;fnref12&quot;&gt;12&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; do livro “Star in the West” do Capitão J. F. C. Fuller em conexão com esta exposição.&lt;/p&gt;
&lt;hr class=&quot;footnotes-sep&quot;&gt;
&lt;section class=&quot;footnotes&quot;&gt;
&lt;ol class=&quot;footnotes-list&quot;&gt;
&lt;li id=&quot;fn1&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Nota de Crowley em sua cópia pessoal deste livro:» Esta seção foi escrita por J. F. C. Fuller. Eu sinto muito que eu tenha tido que imprimir esta lama difusa, verbosa, mal ordenada, flatulenta, incompleta, redundante, malcompreendida (eu não consigo colocar nem 1% dos adjetivos que o Fuller colocaria!). Mais tarde (1924 e.v.) ele cortaria todas as partes úteis – aquelas tiradas do meu manuscrito -e publicaria o resto pela Wm. Rider sob o título de &lt;em&gt;Yoga&lt;/em&gt;. Um furto e uma estupidez descarada e grotesca. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fnref1&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn2&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Nome de um grande navio mercante.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fnref2&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn3&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;II &lt;em&gt;Esdras&lt;/em&gt; 8:52-54. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fnref3&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn4&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«“Em nome de Deus, Amém, Isis a Rainha da Natureza” » &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fnref4&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn5&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Lâmpada da Luz Invisível «&lt;em&gt;Lamp of Invisible Light&lt;/em&gt;» L.I.L. O título do primeiro Æthyr deriva das letras iniciais dos Três Poderosos Nomes de Deus. Ao todo, há trinta desses Æthyrs, “cujo domínio se estende em círculos cada vez mais amplos, sem fim, além das Torres de Vigia do Universo”. Em certo sentido, P. concluiu a obra de L.I.L. no final do ano de 1900; mas, em outro, levou-lhe nove longos anos de trabalho árduo até aperfeiçoá-lo, pois foi somente nos últimos dias do ano de 1909 que a obra dos Trinta Æthyrs foi de fato concluída. Em 1900, de fato, a obra foi concebida, mas somente no ano de 1909 ela trouxe uma luz à escuridão, uma pequena centelha lançada no Poço do Tempo. (P. quer dizer apenas que nessa época ele estabeleceu uma Ordem secreta com este nome.) &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fnref5&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn6&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Nota de Crowley em sua cópia pessoal deste livro:» “daquele” = Cagliostro, mas não tenho tanta certeza dele quanto tenho de Éliphas Lévi. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fnref6&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn7&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Os Sinais são de Projeção e Retirada da Força; complementos necessários. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fnref7&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn8&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Nota de Crowley em sua cópia pessoal deste livro:» D.A. = Oscar Eckenstein. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fnref8&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn9&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«&lt;em&gt;Mateus&lt;/em&gt; 6:22 diz: “A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz”.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fnref9&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn10&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;Perdido sob circunstâncias dramáticas na casa de Frater P.A. em 1909. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fnref10&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn11&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Latim para “De Deus nascemos; em Jesus morremos; pelo Espírito Santo revivemos”.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fnref11&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn12&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«Nota de Crowley em sua cópia pessoal deste livro:» Mas este capítulo VII foi escrito sob minha supervisão. Mesmo assim, ele é muito tedioso e confuso. O intelecto de Fuller é terrivelmente pedante – só que sem a erudição. Seu mérito é seu talento pela metáfora vívida e extravagante, e isso ele aprendeu comigo. A maioria de seus melhores trabalhos são uma imitação mecanicamente exagerada de meu estilo pictórico. Este método não teve muito sucesso quando suas tendências diarreicas foram encadernadas em forma, como no “Liber Thesaurou Eidolon”, embora eu tenha tido que editar uma grande quantidade de excesso de ornamentação rococó do primeiro rascunho, e travar uma guerra contra a bactéria colérica que invadira seu cólon literário. &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/o-templo-do-rei-salomao/o-eremita/#fnref12&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/section&gt;
</content>
  </entry>
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    <title>A Visão e a Voz</title>
    <link href="https://www.thelema.com.br/publicacoes/a-visao-e-a-voz/" />
    <updated>2024-12-07T16:11:00Z</updated>
    <id>https://www.thelema.com.br/publicacoes/a-visao-e-a-voz/</id>
    <content type="html">&lt;div markdown=&quot;&quot; style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;h2 id=&quot;liber-xxx-aerum-vel-saeculi&quot; tabindex=&quot;-1&quot;&gt;Liber XXX Ærum vel Sæculi&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/a-visao-e-a-voz/#fn1&quot; id=&quot;fnref1&quot;&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; &lt;a class=&quot;direct-link&quot; href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/a-visao-e-a-voz/#liber-xxx-aerum-vel-saeculi&quot; aria-hidden=&quot;true&quot;&gt;¶&lt;/a&gt;&lt;/h2&gt;
&lt;p&gt;A Visão e a Voz&lt;br&gt;dos Anjos dos 30 Æthyrs&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;sub figūrā CDXVIII&lt;sup class=&quot;footnote-ref&quot;&gt;&lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/a-visao-e-a-voz/#fn2&quot; id=&quot;fnref2&quot;&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;text-center&quot;&gt;
  &lt;a href=&quot;https://www.hadnu.org/aa/&quot; target=&quot;_blank&quot; title=&quot;Contato com a A∴A∴&quot;&gt;
    &lt;img class=&quot;inline&quot; src=&quot;https://www.thelema.com.br/img/Te9IGq45WZ-108.svg&quot; width=&quot;108&quot; height=&quot;108&quot; alt=&quot;Selo da Ordem da A∴A∴&quot; loading=&quot;lazy&quot; decoding=&quot;async&quot;&gt;
  &lt;/a&gt;
&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Publicação da A∴A∴ em Classe A-B&lt;/p&gt;
&lt;p class=&quot;text-center&quot;&gt;Imprimātur:&lt;/p&gt;
&lt;table align=&quot;center&quot; cellspacing=&quot;0&quot; class=&quot;mx-auto border-0 border-collapse&quot;&gt;
  &lt;tbody&gt;
    &lt;tr class=&quot;border-b border-gray-700 dark:border-gray-700&quot;&gt;
      &lt;td colspan=&quot;2&quot; class=&quot;text-sm text-left align-top&quot;&gt;N. Fra. A∴A∴&lt;/td&gt;
      &lt;td class=&quot;text-sm text-right align-top&quot;&gt;Prō Coll. Summ.&lt;/td&gt;
    &lt;/tr&gt;
    &lt;tr class=&quot;border-b border-gray-700 dark:border-gray-700&quot;&gt;
      &lt;td class=&quot;text-sm text-left align-top&quot;&gt;
        I.&lt;br&gt;
        V.V.
      &lt;/td&gt;
      &lt;td class=&quot;text-sm text-left align-top&quot;&gt;
        7&lt;sup&gt;○&lt;/sup&gt;=4&lt;sup&gt;□&lt;/sup&gt;&lt;br&gt;
        6&lt;sup&gt;○&lt;/sup&gt;=5&lt;sup&gt;□&lt;/sup&gt;
      &lt;/td&gt;
      &lt;td class=&quot;text-sm text-right align-top&quot;&gt;Prō Coll. Int.&lt;/td&gt;
    &lt;/tr&gt;
    &lt;tr&gt;
      &lt;td class=&quot;text-sm text-left align-top&quot;&gt;
        I.&lt;br&gt;
        S.L.E.&lt;br&gt;
        L.L.L.
      &lt;/td&gt;
      &lt;td class=&quot;text-sm text-left align-top&quot;&gt;
        Præmonstrātor&lt;br&gt;
        Imperātor&lt;br&gt;
        Cancellārius
      &lt;/td&gt;
      &lt;td class=&quot;text-sm text-right align-top&quot;&gt;Prō Coll. Ext.&lt;/td&gt;
    &lt;/tr&gt;
  &lt;/tbody&gt;
&lt;/table&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;hr class=&quot;footnotes-sep&quot;&gt;
&lt;section class=&quot;footnotes&quot;&gt;
&lt;ol class=&quot;footnotes-list&quot;&gt;
&lt;li id=&quot;fn1&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«&lt;em&gt;Liber XXX Ærum vel Sæculi sub figūrā CCCCXVIII&lt;/em&gt; pode ser traduzido como “Livro dos 30 Ares ou Livro da Era sob o número 418”. Foi publicado originalmente como o suplemento especial do &lt;em&gt;The Equinox&lt;/em&gt; Vol. I Nº 5, em março de 1911. Seu conteúdo foi descrito como “Sendo a Visão e a Voz dos Anjos do 30 Æthyrs. Além de ser o clássico relato dos trinta Æthyrs e um modelo para todas as visões, os clamores dos Anjos devem ser considerados como precisos, e a doutrina da função da Grande Fraternidade Branca compreendida como a base da Aspiração do Adepto. O relato do Mestre do Templo, em particular, deve ser tomado como autêntico. A instrução no 8º Æthyr pertence à Classe D, ou seja, é um Ritual Oficial, e o mesmo se aplica à descrição do método apropriado de invocação dos Æthyrs dado no 18º Æthyr.”» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/a-visao-e-a-voz/#fnref1&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;li id=&quot;fn2&quot; class=&quot;footnote-item&quot;&gt;&lt;p&gt;«O autor explica a catalogação do texto sob o número 418 como: “Consulte &lt;em&gt;Sepher Sephiroth&lt;/em&gt;. Usado para este livro porque a revelação final é o Senhor do Æon”.» &lt;a href=&quot;https://www.thelema.com.br/publicacoes/a-visao-e-a-voz/#fnref2&quot; class=&quot;footnote-backref&quot;&gt;↩︎&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ol&gt;
&lt;/section&gt;
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